Dois comentários a propósito do post Historiador esquecido:

D professor doutor Anselmo Colares:
De fato, João Santos poderia ser mais lembrado. Creio que parte desse esquecimento tem a ver com o fato de que seus escritos foram mais de natureza analítica do que das curiosidades, que são os que terminam chamando mais a atenção dos leitores.

Outro aspecto que saliento é a dificuldade em termos acesso a produção deste ilustre santareno. Não seu o que acontece “nos bastidores”, mas fui informado de que o acerco que pertenceu a ele nunca foi disponibilizado, pela família, para que estudiosos de nossa história pudessem fazer consultas. Sem essa disponibilização, a tendência é mesmo o esquecimento. A não ser que alguém da familia se disponha a trazer a tona esse precioso tesouro que encontra-se submerso, ou melhor, talvez empoeirado em algumas estantes.

Pergunto: se tiver um pesquisador interessado em fazer uma pesquisa resgatando a memória e a produção do historiador João Santos, terá a autorização para, pelo menos, manusear seu acervo?

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Do advogado alenquerense Ismaelino Valente:
Endosso inteiramente a queixa do Peninha. Na década de 1980, quando eu fiz parte do Conselho Municipal de Cultura de Santarém, juntamente com o Emir Bemerguy, o Bazinho Sirotheau, o Raul Loureiro, o maestro Isoca e outros, já cobrávamos a correta identificação da Casa da Cultura João Santos e a placa com sua foto e resumo biográfico.

Se ainda não não tem, renovo meu apelo à minha colega de Ministério Público, prefeita Maria do Carmo: mande suprir essa falta, pois o mestre João Santos bem que merece.

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5 Comentários em: Quem é esse João Santos?

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  • Alma Cabocla disse:

    Deviamos lançar um topico, que servisse par lembramos dos ilustres filhos do TAPAJOS.
    quem seria o Primeiro.

    INGLES DE SOUZA, obdense, poeta e literato, participu da semana de arte moderna de 1922.

  • Alma Cabocla disse:

    João Santos, foi e sera sempre, um dos maiores historiadores que nossa terra ja teve, ao contrario de muitos que se intitulam historiadores, ( a ALAS esta cheia desses), João Santos, teve sua Produção registrada sim, nos anuarios da prelazia de Santarem, e a Revista da Festa de nossa padroeira, não nos deixa mentir, quando dos muito trabalhos feito pelo historiador João Santos.
    Nosso povo, não tem memorioa fraca, nossos governantes sim, pois se assim não o fosse, teriamos um memorial dizendo quem foi Jãoa Santos, Mimi Paixão, Joaquim Toscano, Wilde Fonseca, Basinho Sirotheau, Belo de Carvalho, Felisbelo Sussuarana, e tantos outros que fazem parte de nossa historia, e que “esquecemos”, de lembra-los sempre.

    1. Padre Sidney Canto disse:

      Cara (ou caro) Alma Cabocla,

      Conforme eu já me manifestei, João Santos merece nosso respeito e sua memória merece ser preservada.
      Sobre a Academia Santarena de Letras e Artes de Santarém, cujo processo de criação, eu acompanhei de perto, posso lhe garantir que ela surgiu com o OBJETIVO de valorizar, enquanto VIVOS estão, pessoas que contribuem não somente com a escrita mas com a arte de modo geral. O próprio João Santos é um dos HOMENAGEADOS pela ALAS sendo patrono de uma das cadeiras da Instituição (isso significa que sempre que alguém for assumir aquela cadeira terá obrigatoriamente que fazer memória do seu patrono).
      Espero que, com o passar do tempo, a ALAS possa se IMPOR MAIS e PRODUZIR MAIS para a história e para a cultura de nossa Terra.
      Quero ainda, cara Alma, dizer para você que não é fácil ser “historiador” em Santarém. Eu mesmo, apesar de até o Jeso me considerar “historiador”, me considero muito mais um “pesquisador” ou (no dizer do Paulo Rodrigues dos Santos) um “garimpeiro” da história de minha terra. Vez por outra encontro alguma “pérola preciosa” fora de Santarém…
      Convido você, cara “Alma” a ser mais UM que ajude a somar conhecimento na vida e na cultura de nosso povo.
      Com relação ao aspecto político da memória do povo. Nossos políticos só fazem “memória” de quem lhes interessa ou lhe dá interesses, infelizmente sempre foi assim. Até hoje, os mais antigos podem confirmar isso, o GOVERNO ESTADUAL que mais investiu na memória e na vida cultural de Santarém foi um homem chamado FERNANDO GUILHOM que por sinal também é esquecido na história do nosso município.
      Prefeitos, houveram alguns, é verdade, mas ainda estamos a espera de um ARQUIVO PUBLICO MUNICIPAL, uma BIBLIOTECA PUBLICA com ACERVO DE QUALIDADE (que valorize as obras sobre nossa terra e da nossa terra) e também de uma COLEÇÃO TAPAJÔNICA que possa produzir livros de autores locais e mesmo outros que sejam de interesse da nossa cultura e histórias locais.
      Não basta, cara Alma Cabocla, lembrar de quem foram esses mestres do passado, mas também valorizar e ter em mãos as obras que eles produziram…
      Cara Alma Cabocla, continue sua luta pela memória de nossos antepassados, juntas, nossas vozes podem um dia serem ouvidas por aqueles que nos governam…
      Fraterno Abraço.

  • Anselmo Colares disse:

    Meu amigo Jeso, desculpa, mas não achei o título condizente com os dois textos. Não temos dúvida sobre a notoriedade de João Santos. Não cabe a pergunta, talvez seja melhor alguma afirmação do tipo: Mais respeito pela história e pelos historiadores. Ou, se for em forma de pergunta: A quem cabe honrar a memória das personalidades que fizeram nossa história?

    Agradeço sua atenção, como sempre.

    Tenha um excelente final (de final) de semana. Abraços

    1. Jeso Carneiro disse:

      O título, amigo Anselmo, é na verdade uma alusão às pessoas que chegam a Casa de Cultura em Santarém e não sabem por que ela leva o nome de João Santos, justamente devido à inexistência de uma placa alusiva ao historiador – cobrada pelo vereador Peninha Sadeck, e endossada pelo advogado Ismaelino Valente.