O Globo
Cerca de três mil garimpos clandestinos ameaçam unidades de conservação, reservas indígenas e rios na região do Tapajós, no Sul do Pará [sic], a área mais preservada da Amazônia Legal.
Em cada um trabalham de dez a cem homens, mas alguns chegam a ter 500. Só num trecho de dois quilômetros há 63 dragas cavando o leito do Rio Tapajós em busca de ouro.
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O número está num relatório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que monitora as unidades de conservação federais. Segundo o documento, mesmo garimpos com autorização de lavra não têm estudos de impacto ou licença ambiental.
— Neste trecho do Rio Tapajós onde as dragas operam está a maior concentração acumulada de ouro. O problema é que a venda é clandestina, fica muito pouco para o município — diz Valfredo Pereira Marques Júnior, diretor de Meio Ambiente e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente de Itaituba.

A extração legal de ouro paga aos cofres públicos apenas 1% de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), dos quais 12% vão para a União, 23%, para o estado e 65%, para o município. Hoje, o ouro ocupa o segundo lugar na exportação mineral do país, atrás apenas do ferro.
Leia mais em Três mil garimpos clandestinos no pará ameaçam rio Tapajós.
O GARIMPO TALVEZ TENHA SIDO A PRIMEIRA ATIVIDADE A SER DESENVOLVIDA NO BRASIL. PORTANTO, SE TIVESSE QUE DESTRUIR O PAÍS COMO O ZÉ COLOCA HÁ MUITO O PAÍS ESTARIA DESTRUÍDO. O GARIMPEIRO TEM EVOLUÍDO MUITO NA QUESTÃO AMBIENTAL, AS COOPERATIVAS ESTÃO SE APARELHANDO E INVESTINDO EM CONHECIMENTO E TECNOLOGIA.
ZÉ, O QUE MAIS POLUI E DEGRADA O NOSSO PAÍS É A POBREZA, A FALTA DE OPORTUNIDADE PARA OS NOSSOS JOVENS, É A FOME, É A POLÍTICA PATERNALISTA, É A CORRUPÇÃO EXACERBADA DOS NOSSOS POLÍTICOS.
É, ZÉ VOCÊ NÃO ENTENDE NADA DE GARIMPO. SEU PONTO DE VISTA ESTÁ MUITO AQUÉM DA ATUAL REALIDADE DO MINERADOR GARIMPEIRO.
Essa região tem sua economia baseada na extração do ouro.Se parar a extração vai afetar toda a região.Logo o governo deveria tomar providencias que ajudasse a melhorar e adaptar (propondo medidas menos agressivas ao meio ambiente) a garimpagem,invés de prejudicar toda a população de uma região.
A JOSE TEM RAZÃO EM TUDO O QUE AFIRMA.O GARIMPO DEGRADA MAIS O MEIO AMBIENTE QUE OS MADEIREIROS.
O GARIMPO ATINGE DIRETAMENTE A ÁGUA É C RIME O QUE FAZEM NA BACIA DO TAPAJÓS E A DETECÇÃO E MUITO MAIS DIFÍCIL QUE OS OUTROS CRIMES PRATICADOS SUA ATIVIDADE É DISPERSA E A DETECÇÃO POR SENSORIAMENTO REMOTO QUASE IMPOSSÍVEL.
O relatório do ICMBio e claríssimo e reflete a realidade Segundo o documento, mesmo garimpos com autorização de lavra não têm estudos de impacto ou licença ambiental.
Qualquer atividade nestes moldes tem,obrigatoriamente, que ter licença e para isso EIA/RIMA.
“a reportagem é tendenciosa”
“esta reportagem parece ser dirigida a quem não lida com esta atividade”
Estas afirmações são de que não se preocupa com a questão ambiental ou desconhece ou finge desconhecer a realidade do garimpo na bacia do tapajós.
Qual a razão do ICMBio apresentar um relatório tendencioso?
A reportagem tem como base o relatório.
Jeso,
a reportagem é tendenciosa.
A Instrução Normativa (li a minuta) é desnecessária (já disse isto antes): basta que se faça cumprir aquilo que está escrito nos PCA (Plano de Controle Ambiental) que é aprovado pela SEMA ou IBAMA. Se ela for colocada em prática todos os garimpos ilegais vão parar! Apesar de ter sido declarado na audiência realizada na Câmara Municipal que iriam fazer olhos remelentos quando houvesse ilegalidade na ação. É claro que o técnico que for fazer uma fiscalização não vai “passar a mão”, mas meter a caneta. Afinal é o dele que vai estar “na reta”.
Existe sim ilegalidade, mas coloco a culpa na paquidérmica estrutura governamental, que só se mexe quando é acossada.
O descaminho do ouro (falar em clandestinidade é um erro) existe, mas é culpa da Receita Federal e DNPM que são responsáveis pela fiscalização. E como fazê-la sem servidores?
Caro,
esta reportagem parece ser dirigida a quem não lida com esta atividade.
E, por isso, existem muitas inverdades nesta reportagem e no pretenso relatório do ICMBio.
É de bom tom afirmar que não existem garimpos clandestinos. São ilegais, mas não na clandestinidade, que seria “feito às escondidas”. Todos sabem que os garimpos existem no Tapajós por omissão das autoridades em sua legalização.
Se tem autorização de lavra é obrigatório que tenha a licença ambiental do órgão responsável. Esta é a base legal para a sua AUTORIZAÇÃO do DNPM.
O que se tem lido – e os responsáveis não querem aceitar) é que os órgãos ambientais ficaram dormindo em berço esplendido durante quase duas décadas esperando não se sabe o que para começar a analisar os processos de requerimento de PLG (Permissão de Lavra Garimpeira) e de requerimento de Licenças Ambientais.
Sabe-se muito bem que a Amazonia é o único lugar neste país em que a regularização fundiária é inexistente, o que prejudica a ação dos órgãos (in)competentes.
O senhor Valfredo Pereira Marques Júnior, diretor de Meio Ambiente e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente de Itaituba (ou a reportagem) está misturando a competencia do licenciamento ambiental, que tá parada no município e no estado, com a competencia da fiscalização de compra/venda do ouro (que é da Receita Federal/DNPM). Ele mostra que entende de licitação e não entende nada de mineração: nunca soube que se retirasse brita por draga!
O exercito de destruidores,garimpeiros, passam de 150.000.O dano a AMAZÔNIA é incalculável.
O garimpo,sem a menor duvida, é hoje a atividade mais destrutiva na bacia do tapajós, o assoreamento desde as nascente dos pequenos rios até mesmo do imenso tapajós,a contaminação por mercúrio indispensável no tipo de extração de ouro praticada,a caça indiscriminada praticada pelos que garimpam; alem dos problemas sociais e de saúde fazem do garimpo com sua difusão em toda a bacia do rio o maior crime ambiental da amazônia hoje superando o crime dos madeireiros,criadores de gado e plantadores de soja.