Cargill: audiência pública lota Iate Clube

Publicado em por em Oeste do Pará, Segurança Pública

Cerca de 1.600 pessoas, segundo cálculos do comandante do 3º BPM (Batalhão da Polícia Militar), tenente-coronel Mafra, estão neste momento no salão principal do Iate Clube participando da audiência pública sobre o terminal graneleiro da Cargill em Santarém.

Fora do salão há mais pessoas – algo em torno de 500.

Nenhum ocorrência foi registrada até agora. Ambientalistas contrários à presença da multinacional norte-americana em solo santareno dividem o mesmo espaço de defensores da empresa, principalmente sojicultores.

O titular da pasta de Meio Ambiente no Pará (Sema), Anibal Picanço, é quem coordena o evento.

Para garantir a segurança, a PM deslocou para o clube um contigente de 170 homens.


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7 Comentários em Cargill: audiência pública lota Iate Clube

  • Para as ONGs e Procuradores, defensores Públicos que não foram imparciais na audiência publica do dia 14/07 da Cargill –

    Você defende a agricultura familiar, grande parte das famílias que plantam soja, arroz aqui em Santarém são da mais absoluta AGRICULTURA FAMILIAR, pois a família é que efetivamente trabalha. E ao Ministério publico que recentemente largou a campanha hipócrita da “carne legal” sendo contraria ao trabalho escravo. Concordo deveriam vasculhar as ONGs que ploriferam o trabalho escravo na manutenção das famílias na mais absoluta miséria. Exemplos:
    1 – No interior da Floresta Nacional do Tapajós, ribeirinhos levam dois dias para receberem R$ 25,00 por um artesanato repassado aos ongeiros chega a ser revendido acima dos R$ 1.000,00 em outros Estados e no Mundo.
    2 – O pequeno produtor de farinha de mandioca, roça a mata, derruba a mata, queima, limpa a área para deixar no ponto para plantar, isso leva no mínimo seis meses. Planta a maniva realiza diversa capinas nos dois seguintes anos, arranca a mandioca, descasca a mandioca, rala a mandioca torra a mandioca ensaca a farinha, em alguns casos leva por vários quilômetros para a vicinal para pegar o ônibus, chega a pagar R$ 10,00 para trazer um saco de farinha até o Mercadão 2000, onde implora para vender. Em épocas a saca de 60 kg chega a R$ 35,00. Coitados são escravos de si mesmos, não usam os equipamentos de proteção exigidos pelo Ministério do Trabalho em todo o processo produtivo, pois não tem a mínimas condições ou compram os equipamentos de proteção ou comida. Não tem ONG, Ministério Publico Federal e Estadual para reivindicarem e trazer solução para essa situação do mais puro abandono.
    3 – Em Belterra, município que foi colonizada pela companhia Americana FORD a partir da década de 30 do século passado e por políticas publicas ineficazes após a decadência do projeto da Borracha, incentivaram o plantio de laranja que se inviabilizou pela falda de consumo tendo que implorarem para vender 100 laranjas por R$ 2,00 aqui no mercadão 2000, sendo que um copo de suco de laranja nas lanchonetes era comercializado por R$ 1,50 inviabilizando o cultivo se tornando escravo da fome.
    4 – Gostaria que os Promotores Públicos e ONGs que foram contra a Cargill na audiência do dia 14 de julho a ficarem durante o processo da farinha de mandioca da derrubada até a comercialização, em um dos lotes de assentamento que estão abandonados no PA Moju, sem salário realizando as mesmas tarefas que esse povo heróico realiza, tendo de produzir para comer. Vocês ai sim iriam com veemência realmente lutar contra o trabalho escravo que esta na frente dos seus olhos e vocês usam para se promoverem e não trazem nenhum beneficio para esse povo que fica abandonado no interior da floresta Amazônica.

  • Respondendo: 1ª – Sim, existem mais de 400 famílias que utilizam da agricultura mecanizada para o cultivo da soja, mas tbm, arroz, milho, feijão, entre outras culturas de rotação. E isso contribui com mais de 30% do PIB de Santarém.
    2ª – A Cargill de Santarém foi instalada como saída para o barateamento dos custos de frete da produção de soja do centro-oeste a ser exportada. Santarém não é só corredor de exportação, pois como já falei, existem muitas familias que dependem da Cargill para permanecerem aqui.
    3ª – Existem associações dos produtores e comerciantes, mas o que isso diferencia a estada da Cargill aqui? Pergunta sem fundamento.
    Observação: Esse julgamento ridiculo que fazes, dizendo para que os santarenos não arredem o pé, até parece que estamos aqui para dividir santarém no meio. Estamos aqui, nos produtores mecanizados, para somar.
    VAMOS USAR O BOM SENSO: JÁ PAROU PARA PENSAR NO QUE ACONTECERIA SE ACARGILL SAISSE DE SANTARÉM??????? vamos discorrer algumas:
    1 – Santarém ficaria mal vista diante do mercado brasileiro e as empresas de grande porte, não tenderiam a investir em um lugar tão instável;
    2 – Como se recuperar de uma perda do agronegócio, como um todo, que representa mais de 30% do PIB de Santarém?
    3 – E as familias que deixaram tudo que tinham em suas cidades de origem, acreditando no progresso desta cidade?

    Vamos dar outro exemplo muito pratico da importancia da cargill aqui: todos os anos santarém consome, em média, 20 mil toneladas de fertilizantes, considerando apenas o frete de Belém para Santarém, que custa em média R$ 100,00 a tonelada, siginifica que todos os anos nos produtores mecaniazdos injetamos R$ 2.000.000,00. Tudo isso, sem considerar as familias de camihoneiros que dependem do transporte do porto até nossas fazendas para sobreviver, sem contar o que gastamos com o descarregamento e carregamento de sacas e bigbags das balsas e caminhões, sem considerar o combustível que gastamos e movimentamos o mercado.

    Mas o proposito dessa audiencia prublica era discutir o estudo feito, não só avaliando os fatores economicos, mas culturais também. Ressalvo isso, pois a Cargill, sempre apoia ou patrocina eventos com o Sairé, o Círio, entre outros. Ontem na audiencia uma senhora, mostrou o trabalho da Cargill que reformou e ajuda até hj uma escolinha que antes estava largada as traças. Santarém hj tem muitas culturas vivendo juntas, isso não deveria ser objeto de discussão, mas sim um mérito, que outro lugar no mundo podemos ser tão ricos culturalmente. Eu sou matogrossence e adoro tomar tacacá, comer vatapá, comer tapioca, farinha de mandioca, peixe e muito mais. E sei também que as pessoas nascidas aqui adoram um churrasco gaúcho.

    Quando a Cargill se instalou em Santarém obeceu as normas que lhe foram exigidas na época, se o EIA-RIMA não foi exigido e agora é fundamental, não podemos transferir toda a culpa para a Cargill. Hoje nós devemos levar em consideração muitos outros fatores que implicam diretamente no ebm estar de milhares de pessoas. Ou vocês acreditam que o agronegocio não esquentou a economia santarena?! Agora estamos num patamar onde devemos corrigir o que há de errado, minimizar tudo o que há de irreversivel e crescer juntos, todos nós santaremos, de nascença ou de coração.

    1. Izabela,

      Mas essa balela de que o agro-negocio representa mais do 30% do PIB Santareno quem te passou ?
      o ruralista LIRA MAIA? O SIRSAN? A Cargill? O Prof. LIMA que chegou ato cumulo de inventar uma formula para multiplicar os empregos indiretos que a Cargill estaria gerando?

      Se atualize, tem os dados oficiais do IBGE e do Governo do Estado

      Tiberio Alloggio

      1. Eu tirei isso de dados de pesquisas que eu fiz para trabalhos meus da faculdade. E o professor, lima é um dos autores tidos como base de minha pesquisa.

      2. Caro amigo foi no site do IBGE em que observei que em Santarém se planta 17.250 ha de soja e 18.700 ha de arroz segundo censo agropecuário de 2008. Isso significa que a cultura da mandioca realiza desmatamento em 9.350,00 há ano já que a cultura da mandioca leva dois anos para realizar a colheita. A soja é realizada o plantio sempre já na área aberta. Vamos trabalhar para que a cultura da mandioca possa ser realizada na mesma área sem ser necessário abrir novas áreas e utilizando tecnologia para diminuir o desmatamento na nossa região.
        Vanderley.

  • Alguém sabe me dizer se existem produtores de soja em Santarém? ou Santarém apenas será um corredor de transporte deste “commodities” desde que não incomodem ou tire a qualidade de vida dos santarenos….? Será que com o advento da soja para estes lados, já existe consolidado alguma Associação dos Produtores de Soja? Sei não, hein !! O jeito está mais pro MAGGI fazer suas mágicas por aí…Santarenos não arredem o pé, como dizia o REI, ” …não sou contra o progresso, mas até uso o bom senso…” VAMOS USAR O BOM SENSO, NINGUÉM PERDERÁ, NEM A NATUREZA, NEM OS INVESTIDORES E NEM NÓS SANTARENOS.

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