Foto: Natashia Santana

Na Câmara de Vitória do Xingu, ocorreu o lançamento do comitê
Começou a contagem regressiva de instalação de comitês Pró-Estado do Tapajós nos 27 municípios da área que forma o novo estado que pretende se desmembrar do Pará.
Há pouco, foi instalado o comitê em Vitória do Xingu, e amanhã estão previstos mais 2: Senador José Porfírio e Porto de Moz.
Concluída essa etapa, só faltarão, para fechar o ciclo, os comitês de 5 municípios: Rurópolis, Novo Progresso, Trairão, Jacareacanga e Aveiro.
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Fora Carajós !!! O pará pertence a tdos nós !!!!
O campo de batalha será travado em Belém.
O que o movimento pela emancipação do Estado do Tapajós está fazendo em Belém. NADA.
Também temos que mobilizar a população de Belém a favor do SIM.
91% dos belenenses são contra, e 9% estão a favor da criação do Estado do Tapajós, apesar
deles falarem que o estado do Tapajós é inviável e ao menos tempo falarem que com a divisão
antes de olho em seus bens.
Povo contraditório esse povo de Belém.
O fato que quem decide o plebiscito é o voto na urna e 91% é contra na capital.
Precisamos reverter isso com mais campanha pelo SIM em Belém.
Portanto, a guerra será travada em Belém , onde os movimentos de emancipação e contra deverão
intensificar seu trabalho, o de conscientização da importância do voto.
Quem tiver melhor desempenho em Belém, decidirá o plebiscito.
Belém tem mais que o dobro dos votos das duas regiões juntas, Tapajós e Carajás.
Vamos fazer campanha e divulgar o SIM, AO DESENVOLVIMENTO
Quero saber quando a frente pró-tapajos vai criar o comitê em Belém, Castanhal, Bragança entre outras cidades onde o eleitorado é grande, ou será que o movimento pensa que a votação será só aqui nessa região?
Uma iniciativa interessante, mas a pergunta é: por que só agora, há cerca de três meses da realização do plebiscito? Esses comitês já deveriam ter sido criados há mais tempo, para mobilizar bastante a população. Mobilizar mesmo, pra valer, como propôs o Eduardo Dourado.
O Estado do Tapajós, uma luta de mais de 150 anos.
Os antecedentes do movimento de emancipação de Tapajós são antigos, a ideia da criação desta nova Unidade Federativa partiu do governo central há mais de 150 anos, datam do início do século XIX, aproximadamente 1923.
No Oeste o desejo emancipacionista tem raízes históricas que vêm desde a metade do século XIX, quando Dom Pedro II assinou, em 1850, o decreto de criação da Província do Rio Negro, mais tarde Província e estado do Amazonas, depois que as elites daquela unidade intentaram, sem êxito, a separação por conta própria, em 1832.
Após a perda territorial de sua imensa banda oeste, as elites paraenses permaneceram inconformadas, e os atritos foram frequentes entre as duas unidades. Surgiu, então, a ideia de se criar uma terceira província, que viria, naquele momento, arrefecer os ânimos das elites locais. Em 1869, foram intensos os debates no Parlamento Imperial sobre a necessidade de transformar o Baixo Amazonas paraense (hoje chamado de Oeste do Pará) em uma província autônoma. Em 1832, o Grão-Pará tinha três comarcas: Belém, Santarém e Manaus. Santarém adquiria, assim, status jurídico e administrativo semelhante ao das outras duas cidades, alimentando o sonho da autonomia que jamais veio a se realizar. A redivisão territorial voltou a ser discutida novamente, para resolver as diferenças de limites entre as duas províncias, nos anos de 1869 e 1877.
Após a instalação da República, foram feitas várias propostas de reordenamento territorial do Brasil e todas, sempre evidenciado a Amazônia e citando o Tapajós, seja como província ou como um futuro estado.
Entre os anos de 1933 e 1980, foi proposta a redivisão territorial da Amazônia, incluindo o estado do Pará, apontada como alternativa de desenvolvimento social a criação do estado do Tapajós. Nomes como os de Segadas Viana, Juarez Távora e Ronan Liberal (Prefeito de Santarém), propuseram a criação do estado.
Em 1984, ocorreu uma importante reunião no antigo Hotel Tropical, em Santarém que consolidou um novo momento de luta pelo plebiscito do estado do Tapajós. Por pouco não criou-se o Estado do Tapajós, na Assembleia Constituinte de 1988. Embora não tenham consolidado a criação do Estado, fundou-se a Frente Popular pelo estado do Tapajós, tendo coletado mais de 17 mil assinaturas, em pouco mais de 15 dias úteis, tendo dado entrada no Congresso Revisor, de uma emenda popular, protocolada sob o número 12.977-7, que hoje, junto com o relatório 01/90, respaldam o projeto do Senador Mozarildo Cavalcanti, de 1993.
Em 1995 um relatório da Comissão de Estudos Territoriais da Assembleia Legislativa do estado do Pará, deu viabilidade à criação do estado do Tapajós, então uma ação político-popular , entrou no Senado Federal com o Projeto de Decreto Legislativo de Consulta Plebiscitária sobre a criação do estado do Tapajós, em 1999
de porrada em porrada o movimento separatista vai dar em nada!!!!!