Precisamos exigir dos envolvidos na campanha do SIM que as discussões sobre o Estado extrapolem os estudos do Ipea e o custo da sua implantação, que se discuta também a administração pública pelo viés da ética.
Cristovam Sena, engenheiro florestal, em artigo sobre a criação do estado do Tapajós publicado ontem à tarde neste blog.
E um comitê urgente em Belém. Estamos no aguardo por aqui.
Ta mais do que na hora de agir, sair das reuniôes fechadas, entre quatro paredes, ta na hora de arregaçar as mangas e ir a luta, árdua luta, inserir o povo, a massa, tornar a luta uma causa de todos, sem bandeiras, sem pai da criança, sem partido, sem cor e sem raça.
Outra coisa que ninguém ta percebendo é que o tema está errado, não se deve fazer essa campanha num clima de revolta com um discurso reacionário, esse grito de raiva, de rivalidade tem que acabar sob pena de o maior colégio eleitoral, Belém, se indignar com essa posição. O que temos que difundir, esclarecer e divulgar aos quatro ventos são as vantagens: como o Pará remanescente vai ganhar, como vai ficar melhor, mais forte e poderoso, apresentar de forma clara e didática os benefícioos que Belém e o resto do Pará vão receber com a divisão, aliás uma palavra pode mudar tudo, o termo “divisão” deve ser evitado, usemos criação do Estado do Tapajós. criar soa melhor que dividir.
A campanha pela criação do Estado do Tapajós deve ter base nos estudos técnicos, científicos, geográficos e sobre tudo econômicos, todos são positivos para ambos os lados, basta mostrar de forma clara para convencer a maioria.
A oposição está melhor elaborada, ta mais aparelhada e a perder de vista, bem melhor financiada, além de tudo isso ainda tem como zona de atuação a parte mais populosa da area de interesse, ou seja, se continuarem dormindo como estão o contra vence fácil.
Concordo com o Cristovam e ainda acrescento que está mais do que na hora de envolvermos todos os Tapajônicos: empresários e comerciantes (que devem inclusive abrir seus bolsos para ajudar na campanha do SIM), profissionais liberais, servidores públicos, professores, estudantes, sindicatos, ong’s, enfim, todos; mobilizando mais discussões nas escolas, empresas, entidades, praças e outros. Devemos propagar mais nossos argumentos do SIM. Após o SIM vencer, sinto que teremos, como todo o mundo tem, que enfrentar grandes problemas éticos-políticos, mas não podemos recuar por causa deles. Mas penso ser extremamente viável já propormos um ESTADO VERDE, com enormes áreas de preservação e com grandes propostas de explorarmos a floresta em pé e favorecendo a instalação da industrialização limpa. Inclusive penso que o novo Estado do Tapajós e toda a região amazônica deveria discutir com o mundo a sua real valorização, pois se o mundo inteiro mete seu bedelho nos assuntos amazônicos por que então não trazem pra cá a indústria limpa? por que não se cria aqui um Paraíso Fiscal, com a instalação de grandes bancos mundiais, que favoreceriam empregos melhores aos amazônidas? Enfim, muitas são as sugestões para termos um novo Estado, diferenciado dos demais, sem o agronegócio como única solução e que valorize a floresta, a preservação de nosso patrimônio naturual como ação primordial para a melhoria da qualidade de vida dos tapajônicos. Obs: A nossa propaganda está muito fraca, tá na hora de chamar o povo pra rua, pra luta, espalhar outdoor, fazer panfletagem ou qualquer outra coisa. Tá na hora de agir.