A Prefeitura de Aveiro decretou situação de emergência, por 90 dias, na área urbana e rural do município, especialmente nas comunidades ribeirinhas localizadas às margens do rio Tapajós e seus afluentes.
A medida, assinada pelo prefeito Raimundo Cardoso, foi tomada em decorrência da seca e da escassez das chuvas neste época do ano.
Realmente, a situação da vazante do rio tapajós está em nível crítico, mas não tão diferente dos anos anteriores e tampouco que demonstre um desespero ou calamidade.
Para quem nasceu e se criou naquele município, conhece e sabe que todos os anos, salvo raras excessões, é a mesma coisa: no inverno a cheia do rio é grande, e no verão o nível da água fica no limite.
Só para se ter uma idéia, o nível da água do rio tapajós na travessia entre o Distrito de Boim (Santarém) e Comunidade Jatuarana (Aveiro) está em torno de, no máximo, 2,5mts, que diga os comandantes de embarcações que fazem a navegação entre Santarém e Itaituba.
Para quem tem a consciência da força da natureza, não pode reclamar, pois vem convivendo com esse sobe-e-desce da água do rio tapajós há anos, e sempre vai existir essa gangorra.
O jeito mais apropriado para conviver com isso é se adequar à natureza.