Dar a vida, história de luta: nasceu Rudá Arapiun. Por Luanna Silva
A mãe de Rudá Arapiun, nascido no mês passado. Foto: Reprodução/Luanna Silva

Trazer uma criança ao mundo e educa-la é, na minha opinião, a mais importante e dura missão que um ser humano pode se engajar.

Porque é delicado. Educar se confunde com dar a vida.

Luanna *

Significa mostrar o mundo, mas também, e mais importante, significa mostrar quem se é.

Vem nos detalhes:

Começa por perceber como é a sua casa, conhecer sua família, a linguagem específica, tradições, como passamos os domingos, como comemoramos os aniversários.

A verdade de quem somos acontece quando estamos em casa. É a base da formação dos valores de uma pessoa e da sua personalidade.

E se sua família tem o nome de um rio, se representa uma aldeia ou se remonta a outro país, isso importa.

É quem você é. É um direito que ganhamos ao nascer: ser quem somos!

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Dia 23 de abril, nasceu o Rudá Arapiun. Sua mãe sofreu com o discurso falso da maternidade compreendida e valorizada. Sofreu quando estava mais vulnerável, e precisou lutar: por sua história, ancestralidade, seu direito a uma relação particular com o mundo, sua pintura e seu cocar, sua Vida.

Devemos ainda mais respeito e sensibilidade. Devemos voz e segurança.

E devemos comemorar, porque agora ele está aqui. Bem-vindo, Rudá Arapiun!

— * Luanna Silva, mora em Santarém, onde se fez e concluiu curso superior em Psicologia. Escreve regularmente no BJ.

 

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