É estúpido avaliarmos candidaturas pela origem militar dos candidatos
Militar da PM. Foto: Agência Pará

De Paulo Cidmil, ativista cultural santareno, sobre a matéria 52 anos após Elmano Melo, Santarém pode voltar a ser comandada por militar:

É estúpido avaliarmos candidaturas pela origem profissional militar dos candidatos. Se temos exemplos de honestidade e retidão de caráter nas corporações militares, temos também milhares de exemplos de corrupção, abuso de autoridade e agressões ao Estado Democrático de Direito, nas mesmas corporações Brasil afora.

O que importa são as propostas de governo, sua viabilidade e a capacidade de gestão/execução do candidato a prefeito. Parte da sociedade vem fazendo confusão entre gestão pública e gestão de quartel.

 

Política exige habilidade na gestão dos mais variados interesses e capacidade de convencimento. É a arte de fazer convergir reivindicações diversas e conflitantes em prol de um objetivo maior, de interesse da coletividade, a mais abrangente possível. Não me parece ser essa uma característica de comandantes militares.

O problema da política não é a falta de autoridade, isso é papel das instituições militares, que devem exercer o controle social dentro das regras estabelecidas pela Constituição, Código Penal e Militar.

O grande infortúnio da política, produzido por seus agentes desonestos, é a falta de credibilidade e a dependência do dinheiro para promover campanhas viciadas. E dos gestores, é a falta de sensibilidade política para identificar prioridades e as fragilidades do tecido social.

O Estado deve realizar políticas que promovam o desenvolvimento econômico.

Mas também ter como prioridade políticas que gerem oportunidades de inclusão como acesso a moradia, educação de qualidade, segurança alimentar e difusão de bens culturais para a grande maioria da população, hoje, à margem e cada dia mais exposta a barbárie e a manipulação religiosa, um grande negócio, fora do controle do Estado”.

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10 Comentários em: “É estúpido avaliarmos candidaturas pela origem militar dos candidatos”

  • Voto nos militares. Mas antes vou ali lanchar de graça e cobrar umas propinas… Kkkkkkkkkkkk… As caras corruptos pra caramba e querem pagar de bons moços.

  • Você se engana meu caro Cidmil, existem Militares tão bem preparados quanto civis em gestão pública. Exemplo: Bolsonaro e Mourão.

    • kkkkkkkkkkkk espero que o Mourão assuma logo pra gente saber se ele é melhor que a encomenda.
      No meu texto eu não me referia aos militares como autoritários ou coisa parecida, desconheço os dois candidatos mas estou afirmando que o fato de ser militar não garante nada, quem precisa de corretivo? a sociedade? A sociedade precisa de moradia, educação, cultura, oportunidades para prosperar, boa assistência de saúde, boas condições de mobilidade, plena cidadania. Tudo isso certamente irá contribuir para melhores níveis de civilidade e redução da violência. Militares costumam ter pouca paciência para o diálogo e coronéis são acostumados a mandar. A sociedade não é quartel.

  • Já estamos vendo que a candidatura do Coronel Tomaso está incomodando. Bom Sinal! Rumo certo!

    • Com certeza, Coronel Tomasio é um excelente candidato, bem como o coronel Mardock. Pessoas íntegras e preparadas.

  • Belo texto!!!!É auto explicativo, aqueles que pensam que gestão de quartel tipo: “sim senhor”, “selva”, “pintar casa”, “limpar jardim”, “cala a boca”, faz parte de gestão executiva de política pública, estão equivocados, empolgados, devido o “modelito” apresentado, Nosso país Brasil é de gestão de políticas públicas. Gestão de autoritarismo é modelo ultrapassado. Fiquem nos quartéis bravos guerreiros ou se estão na reserva, fiquem em casa cuidando de suas famílias. Pois, o que precisamos é de pessoas sem o estereótipo reacionário, autoritário. DEMOCRACIA – respeite a Constituição Brasileira.

    • Comentário de petista com medo de correção. Kkkkkk

      • Verdade amigo, alguns políticos são avessos a Ordem, Disciplina e Hierarquia e confundem com autoritarismo. O Militar é, por natureza, mais disciplinado.

  • Sem dúvida, que não basta ser militar.
    Mas qdo se tem um histórico de condulta aliado a experiência em gestão pública, numa pasta complexa como segurança pública, nos dá mais segurança nessa escolha.

    • Concordo com vc! Será que ser militar virou sinônimo de demérito para comandar um cargo público? Ou seria pavor da lisura e correção daquele que entra e vai se deparar com ilicitudes de toda ordem?

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