
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu na manhã desta terça-feira (2) mandados de busca e apreensão e prisão preventiva em uma operação que mira desvios em contratos da Saúde e Educação no Pará que somam R$ 198 milhões.
Ela foi batizada de operação Expertise.
Confira a lista dos alvos da PF e CGU apurados pelo jornalista Fábio Serapião, do portal Metrópoles.
- Ana Claudia Duarte Lopes – Secretária de Educação de Marituba (PB);
- Celso da Silva Mascarenhas – Diretor da Polícia Científica
- Denis Figueiredo da Silva – Perito, responsável pelo setor de obras da Polícia Científica do Pará;
- Edilvandro Augusto de Almeida Pereira – Servidor do Detran/PA;
- Fabrício Buarque Correa – Chefe de Gabinete do Presidente da Alepa;
- Renata Mirella Freitas – Diretora do Detran/PA;
- Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos – Servidor da Alepa
- Alberto Furtado Pinheiro;
- Alex Jordan Santos da Cunha;
- Jacélio Faria da Igreja.
Cinco dos investigados foram presos preventivamente.
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FNS e Fundeb
As ações da PF e da CGU também incluem a aplicação de monitoramento eletrônico em uma pessoa, afastamento de 6 servidores públicos e suspensão, por tempo indeterminado, das atividades econômicas de 4 empresas investigadas, incluindo contratos firmados e atualmente vigentes com órgãos do Pará e do município de Marituba (PA).
A operação Expertise apura a atuação de uma organização criminosa voltada ao cometimento de crimes contra a administração pública e a lavagem de dinheiro, mediante a contratação fraudulenta de empresas por diversos órgãos públicos estaduais e municipais do Pará, por meio da utilização de recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).
Segundo a PF, as investigações mostram a existência de um “modus operandi” que envolve empresários, servidores públicos e empresas de fachada.
Atas de preços
O esquema também inclui o direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços, simulação ou execução parcial de contratos administrativos, repasses de vultosos valores públicos e, posteriormente, o saque em espécie e redistribuição desses recursos entre os agentes integrantes da organização.
As ações contaram com a participação de 65 policiais federais e 06 auditores da CGU. Os investigados poderão responder por crimes relacionados à lei de licitações, peculato, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, falsidade ideológica e lavagem de capitais.
Com informações do portal Metrópoles
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O problema maior na minha opinião é a falta de PUNIÇÃO, se os corruptos fossem realmente punidos com todo o rigor da Lei, não teríamos tantas notícias como essa.
O que mata em nosso país, é a corrupção só isso.
O nosso país, é considerado um país da corrupção. Não tem jeito, só Jesus na causa.