
A presidente da Câmara de Vereadores de Prainha (PA), Darcy Batista (PP), irá se reunir nos próximos dias, em Belém, com o vice-presidente estadual do Partido Progressistas (PP) no Pará, deputado estadual Lu Ogawa.
A convocação foi motivada pelos ataques verbais e intimidações sofridos pela parlamentar por parte de dois vereadores durante sessão legislativa realizada na semana passada. A cúpula do partido pretende discutir o episódio e tomar as providências cabíveis, não descartando a hipótese de expulsar da legenda um dos agressores envolvidos.
O contato inicial de Ogawa com a vereadora ocorreu por telefone, logo após o portal JC publicar uma matéria com vídeos mostrando o momento das hostilidades.
Ao ser procurado, o deputado confirmou a agenda na capital paraense e assegurou formalmente que “o PP tomará providências com relação ao episódio”. Diante dos fatos, o caso ganhou repercussão em âmbito estadual.
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Gritos e decoro quebrado
O conflito no plenário foi registrado durante a transmissão oficial da Câmara, quando os vereadores Edinelson Magno (União Brasil) e Orivaldo Demétrio (PP) abandonaram seus assentos e avançaram em direção à Mesa Diretora. Em um gesto descrito como quebra de decoro, os parlamentares confrontaram a presidente a uma curta distância, momento em que, conforme o vídeo, foi possível ouvir gritos de “Você tem que respeitar!” e “Isso é saca***em!”.
Darcy Batista chegou à presidência da Casa após vencer uma chapa liderada por um homem, consolidando-se como a “única mulher a presidir um parlamento na região da Calha Norte para o biênio 2025-2026”.
A postura do vereador Orivaldo Demétrio gerou questionamentos específicos devido à sua trajetória política: trata-se de um veterano com mais de seis mandatos e que já ocupou a presidência da Câmara. Conforme a análise do veículo original, não há registros de que o parlamentar tenha adotado um comportamento de intimidação semelhante contra homens que presidiram a Casa em legislaturas anteriores.
Silêncio do prefeito e vice-prefeita
Até o momento da publicação desta matéria, os líderes do Executivo municipal — o prefeito Gandor Hage (PP) e a vice-prefeita, Professora Helena (PSD) — não haviam se pronunciado oficialmente sobre a agressão.
Por outro lado, houve ampla mobilização nas redes sociais, com mulheres repudiando a ação dos parlamentares. A advogada e ativista social Neyla Braga, por exemplo, manifestou seu apoio. “É muito difícil ser mulher nesse país. E ser mulher na política é pior ainda! Minha solidariedade à vereadora Darcy Batista”.
O JC tentou localizar os vereadores Edinelson Magno e Orivaldo Demétrio para que pudessem se manifestar sobre os atos, mas não obteve retorno. As demais vereadoras que compõem a atual legislatura de Prainha também não intervieram durante a confusão no plenário.
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