Delator revela valor de propina paga ao nº 1 da Câmara de Monte Alegre por empreiteira

Publicado em por em Justiça, Monte Alegre, Pará, Política

Jorginho da Z-11: silêncio sobre as acusações que lhe estão sendo feitas pelo seu ex-assessor Bruno Santos. Foto: CMMA

Delator do presidente da Câmara de Monte Alegre (PA) no Ministério Público do Pará, Bruno Augusto dos Santos subiu ainda mais o tom de suas denúncias de um suposto esquema de corrupção que envolve o vereador Jorginho da Z-11 (MDB) no exercício do cargo.

Ele protocolou na Casa nova representação contra o parlamentar, com provas robustas, entre as quais comprovantes bancários, em que detalha quanto e como o emedebista recebeu propina da empresa que construiu o novo prédio da Câmara.

Segundo Bruno Santos, Jorginho da Z-11 embolsou R$ 40 mil da Projetar Engenharia (JA Fontenele Júnior Engenharia Ltda) por conta de um aditivo de R$ 198,6 mil, para que a obra fosse concluída. O orçamento inicial do negócio foi de quase R$ 800 mil.

Os R$ 40 mil foram transferidos para conta no Banco do Brasil de Bruno Santos, então assessor e homem de confiança do nº 1 da Câmara. Desse total, o delator denunciou que repassou, via Pix, R$ 25 mil, no dia 22 de agosto do ano passado, para a conta de um filho de Jorginho da Z-11.

O restante, R$ 15 mil, Bruno teria sacado e repassado em mãos para o vereador.

Jorginho da Z-11 ainda não se manifestou desde que o escândalo veio à tona em agosto deste ano, e foi noticiado pelo JC. Essa matéria será atualizada com o contraponto do parlamentar assim que for enviada à redação.

No último dia 26, o delator Bruno Santos protocolou novo pedido de cassação de Jorginho da Z-11, o vereador mais votado nas eleições de 2020.

Segunda representação

A primeira representação protocolada por Bruno Santos “por quebra de decoro parlamentar e prática de corrupção” contra Jorge Luís de Andrade Tavares não vingou.

No início do mês passado (dia 12), o plenário da Câmara de Monte Alegre, por 8 votos a 4, arquivou a denúncia contra o presidente. Votaram contra a abertura do processo de investigação os vereadores John Miller, Eliselmo Picanço, Fatinha do Carrão, Denilson Oliveira, Kemmer Xavier, Marinete Macedo, Gil Silva e Cupuzinho.

A favor: Airton Sousa, Jair Paraná, Agenor Martins e Adson Leão. Os vereadores Wilson Lopes e Manel não estavam presentes na sessão.

A segunda representação foi protocolada às 10h46 do dia 26 de setembro passado. Na próxima semana, portanto, completará 1 mês que se encontra engavetada na Casa.

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