Foto: Jeso Carneiro/Gazeta de Santarém

Helenilson Pontes, vice-governador, e Guilherme Taré Moura, presidente do PPS santareno
O vice-governador eleito do Pará, Helenilson Pontes (PPS), vai participar do quadro “Direto do QG do Blog”, a ser gravado amanhã (20) de manhã.
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Advogado tributarista santareno, HP chegou ontem (18) a Santarém. Hoje, ele participou de um encontro regional do seu partido, realizado no plenário da Câmara de Vereadores.
No quadro Direto do QG do Blog, a entrevista é em vídeo, sendo depois levada ao ar aqui neste espaço.
Se você tem sugestões de pergunta ao vice-governador, deixe-as na caixinha de comentários deste post.
Estou repassando o comentário do professor.
Universidade operacional: Ufopa cria cátedra com mineradora Alcoa
A recém-criada Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) está longe de aparentar, o que dirá ser, uma Universidade. As demandas da comunidade universitária, formada a partir da junção de dois campi de duas universidades federais anteriormente existentes na cidade de Santarém (Ufpa e Ufra*), soam estranho para um ouvido mais atento: reclama-se da falta de espaços físicos como salas de aula e gabinetes para professores, uma biblioteca recém construída não possui livros, é forte a ausência de professores e há até uma proposta de estrutura acadêmica que prevê precariamente a junção curricular da graduação num único processo e a permanente concorrência e seleção entre estudantes desde a entrada até a conclusão dos cursos. São demandas básicas demais que tendem a ser explicadas comumente pelo pouco tempo de vida da instituição.
Mas, se não há condições ou preocupações mínimas para denominar à Ufopa como aquilo que se chama Universidade por um lado, por outro, os dirigentes (nomeados) da nova instituição de ensino superior operam na lógica da completa integração da instituição às estruturas capitalistas em expansão nesta fronteira amazônica.
Ontem, o blog do Sr. Ailton Faleiro, deputado estadual pelo PT e marido da atual vice-reitora da Ufopa, a Sra. Raimundo Monteiro (nomeada), noticiou e ilustrou bem esta perspectiva.
Na postagem “Ufopa terá cátedra de Ciência e Engenharia Ambiental” (em que se repete uma matéria do “Amazônia Jornal”) relata-se a assinatura de um acordo que oficializa a criação na Ufopa da cátedra de Ciência e Engenharia Ambiental com representantes das “instituições” Alcoa e a Fulbright.
A mineradora Alcoa já atua no município de Juruti, no oeste do Pará, com a extração do minério primário da bauxita. A matéria no blog diz como a empresa multinacional vai atuar na parceria com a Ufopa: “vai colaborar com a divulgação científica da cátedra no Brasil, acompanhar as atividades e o processo seletivo”.
Já a Fulbright é apresentada como uma instituição “(…) que promove intercâmbio educacional entre brasileiros e norte-americanos, vai proporcionar troca de conhecimentos, recrutando os pesquisadores americanos para a Ufopa, além de acompanhar o andamento das atividades da cátedra.”
A assinatura do convênio durante o seminário “Amazônia: Desafio Brasileiro do Século XXI” é no mínimo curiso. O evento teria os objetivos de “discutir as ações que vêm sendo implantadas na região com vistas a promover a pesquisa, a formação de recursos humanos para atuar na região e o desenvolvimento regional”. Mas, ao invés de ser realizado na região de Santarém, onde está a Ufopa, o evento se deu em Belém, nas suntuosas instalações do Centro de Convenções Hangar, bem longe, portanto da comunidade universitária, de suas precarizações e da região que se anuncia desenvolver.
A Ufopa portanto caminha para uma estruturação completamente subordinada do saber, onde o processo de ensino- aprendizagem torna-se uma prestação de serviços (“formação de recursos humanos”), sem autonomia universitária (a mineradora vai acompanhar o processo seletivo e aquilo que for produzido), completamente adaptada e inserida à lógica de mercado.
Não é de estranhar portanto que novos acordos estejam em curso por exemplo com o setor madeireiro e com a Eletronorte.
Porém, conforme já enunciava Marilena Chauí (1999), “essa universidade não forma e não cria pensamento, despoja a linguagem de sentido, densidade e mistério, destrói a curiosidade e a admiração que levam à descoberta do novo, anula toda pretensão de transformação histórica como ação consciente dos seres humanos em condições materialmente determinadas” (Leia A Universidade Operacional – Marilena Chauí).
Assim, a Ufopa vai se transformando de um locus sem infra-estruturas, sem propostas acadêmicas conscistentes e sem um fazer universitário condizente (ensino, pesquisa e extensão) para ser uma estrutura operacional do mercado, que no caso do oeste paraense se resume a exporação de recursos naturais primários: madeira, minérios, águas, biodiversidade, solo…
Deixa de ser uma ideia de universidade para ser uma universidade sem ideias.
*Ufpa – Universidade Federal do Pará/ Ufra – Universidade Federal Rural da Amazônia
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Marlon Aurélio Tapajós Araújo
Advogado
Especialista em Gestão Ambiental-NUMA/UFPA
Mestrando em Direitos Humanos e Meio Ambiente-PPGD/UFPA
Jeso, por favor dê atenção a essa discussão. Os objetivos e a autonomia da UFOPA/UNIAM será determinante para o futuro de nossa região.
Nossa universidade não pode vir a reboque dos interesses econômicos mais imediatos, ela deve existir para pensar e desenvolver tecnologias e formas de produção sustentáveis que foquem a diversidade de nossos recursos naturais, não para atender o imediatismo de multinacionais.
A função de formação de mão de obra qualificada deve ser de boas escolas técnicas, A universidade é lugar do pensamento e desenvolvimento da ciência.
Jeso pergunte por favor: Se e verdade que o jatene o colocou pra escanteio, e se o dialogo com santarem e oeste do para esta sendo feito todo com Lira Maia? ha disputa por espaco entre lira e HP? como ficara as eleicoes pra 2012, ja existe os provaveis candidatos? o Leno sabe da dobradinha lira e von sempre, ele se acha fazendo parte do grupo ou tem seu grupo proprio?
sem duvida alguma o dr. helenilson tem opiniao propria e jamais se deixara levar pela opiniao dos outros e concerteza fara o melhor pelo oeste paraense….acredito nele sempre..boa sorte dr.
Como o helenilson avalia os primeiros contatos com o jatene. pos eleicao?
Salve Jeso,
E qual será a posição sobre a criação do Estado do Tapajós do vice-governador?
Segundo comentários na cidade, todos os cargos que poderão ser indicados pelo vice governador, serão direcionados para os cearenses, gostaria de saber se procede esses comentários.
É verdade que o cearense conhecido como Elo Batista, será um dos acessores do Dr. Helenilson? mais precisamente na área de esportes.
gostaria de saber se Dr. Helenilson concorda que o secretariado seja praticamente todo de Belém? Enquanto no plano federal há representações de todas as regiões do país, o Pará tradicionalmente concentra o 1º e segundo escalão com pessoas de Belém, perpetuando a concentração da elite política na capital, o que reflete nos investimentos e na composição da AL.
Caso seja secretário, vai mudar esse critério para os cargos do 2º Escalão, levando gente de Santarém e até de outros municípios?
O Pará é preterido com relação ao resto do País; e o Oeste do Pará e preterido com relação a outras regiões do estado. Como vice-governador, o que pretende fazer para diminuir a desigualdade dos investimentos do estado?
Jeso ,
não entendi o motivo do taré ( pé de bucho ) estar envolvido em política será que é para ser vigia da sede do partido?.
Ué, Espoca Bode, ele é o presidente local do PPS.
Jeso o cara é despeitado e covarde, entrou com o único intuito de tentar diminuir a importância do Taré para o PPS. ofende escondido atrás do anonimato. é evidente que é uma coisa pessoal.
Não sei se esse tipo de comentário, protegido pelo anonimato, seja merecedor de crédito por parte dos mediadores do Blog.
Jeso –
Havendo chance pergunte ao Dr Helenilson a respeito da idéia de um entreposto de horti-fruti granjeiro (uma mini Ceagesp) para que os produtores de toda região possam trazer suas produções na certeza de vendas e pelo preço do dia.
Antenor Pereira Giovannini
Sugestão de Pergunta
Dr Helenilson seu partido aqui no Para é ligado a cultura através do Jordy, o Sr. como Vice Governador vai batalhar para ser criado a feira do livro nas cidades interioranas, vai batalhar para o estúdio da Cultura estar aberto para gravação de CD dos pequenos compositores e cantores , dispor pelo menos um único dia a cada mês dos Teatros administrados pelo governo para os iniciantes montarem uma peça, afinal para tanto não é necessário verbas tudo pertence ao governo!
Falo batalhar sem ter o Secretario de Cultura pois caso esse seja do PPS e os artistas não conseguirem que ele leve avante seus projetos particulares por não ter dinheiro não iram entender e se sentiriam desprestigiados o que os faria mudar de opinião quanto a Você ao Jordy e ao PPS, pois sem recursos Secretaria de Cultura vira presente de grego para o PPS.
Aqui a cultura anda tão desprestigiada que na Feira Pan Amazônica do Livro , genuinamente paraense que acontece no Hangar um espaço do governo do estado o estande dos escritores PARAENSES é pequeno sem destaque é o que é pior provisório e olhe que a feira tem mais de 20 lançamentos de pequenos escritores, tudo isso acontece dado os ocupantes da casa da linguagem serem parceiros dos ocupantes do Hangar.
Fechando seu governo com chave de ouro em relação aos escritores e poetas, o PT desistiu de comprar as publicações paraenses para comprar os livros em outro estado, isso depois de pedir os nossos títulos e que disponibilizássemos um mínimo de 200 exemplares, resultado tem dono de gráfica cobrando conta que devemos e não podemos pagar.
Resumindo o Sr vai olhar com carinho e boa vontade para os paraenses ligados a cultura? Pelo menos os sem custos como é o caso do estande dos escritores paraenses na feira do Hangar?
Mestre Chico Barão