Na Veja Online:
Na tentativa de evitar a prescrição do processo do mensalão, partidos de oposição querem aprovar no Congresso projeto de lei que aumenta para 10 anos a prescrição de crimes que envolvam enriquecimento ilícito de agentes públicos.
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O projeto, já aprovado no Senado em 2010, espera por votação na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara desde julho do ano passado.
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Os oposicionistas vão pressionar a Câmara para aprovar o projeto nos próximos meses, uma vez que os crimes da ação penal do mensalão devem prescrever em agosto.
DEM e PSDB decidiram agir depois que relatório da Polícia Federal em um dos inquéritos do escândalo confirma em detalhes que existiu um esquema de desvio de dinheiro público para o PT e partidos aliados do governo no Congresso.
Leia mais em Oposição tenta evitar prescrição do processo do mensalão.
O MENSALÂO
Por Paulo Henrique Amorim
Dantas é o mentor (com caixa baixa, amigo revisor. Com caixa alta é outro, de que se tratará a seguir).
Dantas é o financiador.
Daniel Dantas é o pai do mensalão.
Mensalão, não.
Mesada mensal, não.
O crime é outro: Caixa Dois de Campanha, cobertura ilegal de déficit de campanha – chame como quiser.
Mas, não é mensalão.
O “mensalão” do Dantas começa com Eduardo Azeredo (PSDB) governador de Minas.
Dantas “comprou” a Cemig – quando Azeredo era Governador – e inventou o Marcos Valério.
(Depois, o Itamar Franco recomprou a Cemig e botou o Dantas e a Elena Landau para correr. Hoje, o Itamar prefere não tocar no assunto – pelo menos com esse ansioso blogueiro.)
Em julho de 1998, foi a privatização do Fernando Henrique.
Aquela sopa no mel.
Foi quando houve o “momento Péricles de Atenas” do Governo Cerra-FHC: “se isso der m… estamos todos no mesmo barco”.
A partir daí, começa a jorrar dinheiro da Telemig Celular (do Dantas) no duto do Marcos Valério.
E o dinheiro do Dantas no valerioduto – através de contas fajutas de publicidade – cresce exponencialmente.
Jorra dinheiro da Telemig e da Brasil Telecom, que o FHC deu de presente ao “brilhante”.
E é daí que sai a grana para o PT.
O PT quebrou na campanha de 2002.
E Dantas queria voltar a mandar na Previ, na Petros e na Funcef – que o Farol de Alexandria e o ACM tinham dado a ele numa bandeja.
A matéria do Escosteguy e da Época não toca em Telemig.
A matéria do Escosteguy e da Época tem foto de todo mundo, mas não tem foto do Dantas.
A matéria do Escosteguy e da Época concede ao Dantas – e só a ele – o “direito de resposta”.
É quando Dantas conta aquela história de sempre: foi “perseguido”, “extorquido”, coitadinho.
Naquele jantar no Tramvia, em Santa Cecília, em São Paulo, exibido no jornal nacional, quando ele suborna um agente da Polícia Federal, também ali se percebe que os enviados de foram extorquidos, eram perseguidos.
(E foi tal cena edificante que o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas ignorou, ao dar o segundo HC Canguru ao Dantas – no prazo record de 48 horas ! Viva o Brasil !)
Mas, como se percebe, o relatório da Policia Federal deve ser uma coisa, a matéria do Escosteguy e da Época, outra.
O Escosteguy e a Época tentam incriminar o presidente Lula.
Não conseguem chegar lá.
Isso, porém, não significa que o PT não tenha sido soterrado pela grana do Dantas.
Delubio, José Dirceu, José Mentor (aquele que enterrou a CPI do Banestado – êpa ! – e agora, ao lado do Senador Delcídio Amaral, tem um projeto para “deslavar” dinheiro de quem lavou com o Dantas).
O PT tá lá.
Com a mão no valerioduto.
Entalado.
Especialmente o PT de São Paulo.
Escosteguy e a Época integram o minueto do PiG para esconder o Dantas debaixo do tapete.
Não adianta.
Dantas tem um encontro marcado com o Ministro Joaquim Barbosa.
E aí, como diria o Joe Louis, ele pode correr, mas não pode se esconder.
Triste ver como as leis penais são alteradas em nosso país, sempre na pressão popular e sem o mínimo critério técnico.
Por mais que alterem o prazo prescricional, a lei não pode retroagir para prejudicar o réu (no caso, os réus).
Tal qual a lei da ficha limpa, não está sendo observado o que dita o direito vigente, que impõe limitações à retroatividade e aplicação das normas recem aprovadas.
E assim vai se costurando nosso sistema normativo, em uma colcha de retalhos jurídicos com baixa coesão e desproporcionalidades veladas (ou gritantes).
Abraços Jeso.
A mudança pra pior não atingirá os anjinhos por fato pretérito.
Genoino …. Paulo Rocha … Delubio …. Zé Dirceu …. João Paulo Cunha …. o que essas figurinhas tem incomun ?
Mas segundo alguns leitores do blog isso NUNCA OCORREU … o mensalão foi uma invenção envolvendo Marcianos .
é mto bom ser ladrao de colarinho branco
Se os políticos descobrissem como é bom ser honesto.
Eles seriam, só por desonestidade.