Ele disse

Publicado em por em Política

Do senador paraense Flexa Ribeiro (PSDB), sobre o novo salário mínino, cujo projeto de lei será votado ainda hoje (23) no Senado. Ele defende o mínimo de R$ 600 ou R$ 560.

– Nós vamos saber hoje quem defende o trabalhador e quem é contra. Quem se submete à vontade ‘Chavista’ do governo ou não. Nós vamos aceitar essa primeira investida do Governo, querendo diminuir o Congresso? Corremos o risco de transformar o Brasil numa Venezuela… Espero que o PT, pela sua denominação, vote pelos trabalhadores. Mas isso não deverá ocorrer, lamentavelmente.


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9 Responses to Ele disse

  • É Senador o seu discurso é de agora no tempo do FHC era do mesmo jeito do PT de hoje. Isso que o sr. é pra inglês ver.

  • É o Açaí se manifestando sobre o salário de Zé Serra.

    Viva demagogia !!!

    Pororoca nele !!

    Tiberio Alloggio

  • Jeso,

    Trata-se de utopia, todo debate envolvendo o salário mínimo, e mero discurso político, ou um aproveitamento da desgraça do povo, uma frase como a do senador.

    O VERDADEIRO DEBATE deveria tratar da pesada carga tributária que temos no Brasil, que de fato, impede o empresário em remunerar melhor seu funcionário assalariado.

    Outro ponto importante é que o trabalhador estude e seja capacitado e possa, então, sair da faixa do salário mínimo.

    Em Santarém, hoje, muitos estão optando em atuar como mototaxista clandestino do que em trabalhar de CTPS assinada em uma empresa sólida e estável. Alegam que como mototaxi, trabalham a hora que querem e não têm cobrança.
    É uma realidade chocante, pois isso tem afetado o mercado de trabalho local, haja vista que está cada vez mais difícil contratar pessoas que estão realmente dispostas a se envolver nos processos da empresa.

    Tal escolha dessas pessoas mostra que não estão preocupadas com suas aposentadorias, ou nos dá, pelo menos, margem a pensar que se o Governo diminuísse a carga tributária, a começar com a não obrigatoriedade do pagamento de INSS, mas deixasse a cargo de cada um que cuide de sua aposentadoria futura, seja através do INSS ou privada, já haveria uma margem para que o empresário possa remunerar melhor aos funcionários.

    Porém, se faz necessário tal arrecadação, creio eu, na verdade, para sustentar a máquina que é o INSS, cujos cabides estão para estourar de tantos aposentados ali pendurados, principalmente do funcionalismo público, cujo número cresce assustadoramente.

    Vale lembrar também que uma pessoa que depende do recebimento de um salário mínimo, é um pobre refém de um sistema inescrupuloso e de si próprio, pois repito: valemos aquilo que somos.
    Portanto, havendo estudo, experiência e capacitação, dificilmente um empregado estará refém de mísero salário de R$ 545,00 ou de até R$ 600,00 que para o ilustre senador, basta para o sustento de uma família.
    Duro mesmo, é fazer uma comparação entre o aumento que os parlamentares aprovaram para eles próprios, em todas as esferas, ao que defendem para a classe trabalhadora. Isso sim, amigo, é muito duro!
    Abraço.
    (J.C.)

    1. Caro Junior, não concordo com o seu entendimento de que “a carga tributária pesada impede o empresário de pagar melhores salários aos empregados”.
      A carga tributária é pesada para o assalariado. É enganoso o discurso de que empresário não suporta a carga tributária. Empresário não paga imposto. E quanto maior a empresa, menos imposto paga. E se for indústria, menos ainda.
      Abs,

  • A esquerda brasileira, inclusive a dita blogosfera de esquerda, precisa parar de ingenuidade, de se amparar em ilusões e encarar a história de modo realista.
    Vou fazer algumas observações bem pontuais sobre o que se passa no cenário político na atualidade.
    Primeiro, o governo de Dilma e Dilma não é social, nem popular, nem de esquerda, nem progressista, nem revolucionário, nem reformista: é um governo conservador.
    Segundo, nem DEM nem PSDB nem PT estão, hoje, ao lado dos trabalhadores: o compromisso de todos continua sendo com os interesses estritos do capital.
    Terceiro, parece que existe um pacto silencioso, do qual a própria blogosfera dita de esquerda resolveu participar, para acobertar a verdadeira história que se passa hoje no Brasil.
    É uma falácia, por exemplo, dizer que o Capitalismo está em crise (um dos argumentos usados por governos e empresários para conter/cortar gastos e arrochar no social.
    Os dados numéricos estão dispostos na internet. O número de milionários no Brasil e no mundo nunca foi tão grande. Cresceu mesmo diante da tal crise do capital de 2009/2010. Os bancos nunca lucraram tanto e as empresas de modo geral também.
    O que significam esses dados? Simples, a tal crise do capital significou apenas arrocho das políticas sociais (que são políticas de distribuição de renda) e dos direitos trabalhistas. Em outras palavras, a tal crise do capital significou mais um discurso ideológico que se prestou ao serviço de legitimar a aceleração do desmonte da face social do Estado moderno, ao sabor do neoliberalismo, a fim de facilitar o processo de acumulação e concentração de riqueza.
    Portanto, o que houve de concreto não foi uma crise do capital, mas um movimento histórico normal do capitalismo que é o de acumulação e concentração de riqueza.
    De fato, o quebra-quebra e posterior incorporação de empresas e bancos ao longo destes dois anos nada mais foi do que o curso normal do capital. E isso não é crise, é reorganização do capital.
    Por isso, se a dita blogosfera de esquerda está de fato disposta a contar uma história menos fantasiosa dos nossos tempos então ela precisa parar de falar sobre a tal crise do capitalismo.
    O que temos, antes de tudo, continua sendo uma crise do trabalhismo, vivenciada com mais intensidade desde os anos de 1980.
    Por isso, quando o governo Dilma resolveu peitar os Sindicatos e impor o salário mínimo de 545 reais ele não mais fez do que dar curso à política do mínimo para o social.
    Quarto, a posição do governo frente ao reajuste do salário mínimo não é a única que demonstra um maior apego da equipe do atual governo pelas diretrizes econômicas e sociais mais conservadoras.
    A visão de desenvolvimento da Dilma é a visão desenvolvimentista clássica, alicerçada na acumulação material exclusivamente. Daí porque se ouve a Dilma falar em eliminação da pobreza como fundamento do desenvolvimento de um país, como se isso por si bastasse. Nesse ideário, educação, saúde, ciência e tecnologia, cultura são subprodutos, fatores secundários do desenvolvimento.
    Por isso, a equipe da presidente não poupou nem mesmo a educação do corte de gastos que efetuou no orçamento deste ano. As universidades federais, centrais para o desenvolvimento efetivo do país, que durante todo o governo Lula desfrutaram do máximo de apoio financeiro ao seu desenvolvimento, estão novamente sendo atacadas e desmontadas pela equipe econômica, num movimento que faz lembrar os anos sombrios de FHC.
    Quinto, outra ilusão a que alguns articulistas de esquerda ainda insistem em se apegar é a de que Dilma tem uma estratégia nas mangas para seduzir a grande imprensa e as elites mais conservadoras do país para angariar aprovação e apoio ideológico e político para as reformas que deseja implementar (a visita bajulativa aos Frias seria parte desta estratégia).
    Tudo bem, suponhamos que sejam assim e, se assim o for, as reformas que passarão serão aquelas que agradem ao interesses e necessidades destas elites, não outra qualquer de caráter ou maior impacto social. Caso ela queira impor essas últimas, saberá o quanto essa estratégia não passou de ingenuidade.
    Mas não acredito que seja estratégia. Sou mais realista, a doença do poder já contagiou Dilma, ela quer se manter no poder o máximo que puder. Para isso, irá impor ao PT uma vertente ainda mais conservadora, afim de angariar apoio das alas conservadoras da sociedade.
    As figuras que ela chamou para compor o dito “núcleo duro” do governo, a começar pelo neoliberal e conservador Antônio Palocci, não deixam margens para interpretações mais fantasiosas.
    Por isso, é preciso continuar chamando as coisas pelo que elas são e contar a história pelo que ela é. Até o momento, todos os movimentos de Dilma apontam para uma recaída completa do governo na ortodoxia e no conservadorismo.

  • Até parece que o PSDB quando governou o Brasil por oito anos seguidos, fez alguma coisa para valorizar o salário mínimo. O que eles fizeram mesmo foi privatizar as empresas públicas e dilapidar nosso patrimônio… Agora ficam posando de bom moços! Quanta hipocrisia!

  • Tipo da hipocrisia e demagogia barata, peculiar nos demo tucanos, que digam os funcionários da construção civil do Pará.

    Como não podia deixar de ser, o senador tucano, autentico represente da direita exploradora dos direitos dos trabalhadores e dos quem praticam o trabalho escravo, sempre vincula o presidente da Venezuela com as ações do governo brasileiro. Autentico papagaio.

    Para o senador e seus seguidores lerem:
    ¨ É uma delícia acordar e ver nas bancas uma dúzia de jornais de diferentes linhas políticas. O mesmo se dá no rádio e na TV. O ambiente é riquíssimo, refletindo pontos-de-vista variados.
    Como resultado disso, enquanto no Brasil caminhamos para um debate político pautado por discurso único – PT e PSDB aderiram, em graus distintos, ao neoliberalismo -, na Venezuela há uma grande variedade de opiniões na mídia, o que enriquece o debate e fortalece a democracia.
    Quando Chávez assumiu havia apenas 700 mil estudantes universitários no país, número que hoje chega a mais de 2 milhões e 300 mil (nos últimos 12 anos foram criadas 23 universidades no país)¨
    Luiz Carlos Azenha, em seu ótimo blog. www. viumundo.com.br..

    Chico Corrêa

    1. Verdade Chico , voce so esqueceu de citar que a imprensa livre e perseguida e fechada ( Blog do Jeso nem pensar lá ) , que a criminalidade é a maior em 10 anos , que o pais está com uma inflação de dois digitos em 2010. nada é perfeito

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