Foto: Carlos Silva

O ministro Aloísio Mercadante e o vice-governador Helenilson Pontes
O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) vai dar todo apoio ao governo do Pará para a criação do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós.
A informação foi dada ontem (9) durante reunião entre o vice-governador e secretário especial de Gestão do Pará, Helenilson Pontes, com o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloísio Mercadante. O ministro anunciou, inclusive, que estará em Belém e Santarém nos dias 7 e 8 de dezembro anunciando o apoio do governo federal ao projeto.
Numa das reuniões mais produtivas já realizadas em Brasília, o vice-governador e a comitiva paraense ouviram do ministro a garantia de apoio não só ao Parque do Tapajós, mas à implantação de uma série de outros projetos que, segundo o ministro, “gerem desenvolvimento econômico e tecnológico e empregos para a população amazônica”.
— ARTIGOS RELACIONADOS
O projeto do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós, com sede em Santarém, é estratégico, sintonizado com as prioridades do governo federal, disse Mercadante aos representantes do governo paraense presentes ao encontro, realizado na sede do Ministério da Ciência e tecnologia, na Esplanada dos Ministérios.
Presenças
À reunião, estavam presentes, além do ministro Mercadante e do vice-governador Helenilson Pontes, o senador Flexa Ribeiro (PSDB), o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pará, Alex Fiúza de Mello, o secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças do Pará, Sérgio Bacury, o reitor da UFOPA (Universidade Federal do Oeste Paraense), José Seixas Lourenço, entre outros.
Abrindo a reunião, os membros da comitiva paraense entregaram ao ministro o projeto completo do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós. O ministro recebeu a documentação e, de imediato, garantiu o apoio do Governo Federal ao projeto.
Em seguida, começou a falar de outros projetos do governo e seus parceiros para a região do Tapajós, como a implantação de um centro tecnológico do SENAI e um centro tecnológico da Vale. O Instituto Butantã já está presente na região, disse o ministro, mostrando que a região do Tapajós tem potencial para abrigar projetos que envolvam ciência e tecnologia. O centro tecnológico do SENAI, segundo o ministro, terá como base de apoio o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia, Cimatec, importante suporte para a formação de profissionais qualificados para atuar em processos industriais automatizados, com alcance em áreas de ponta.
Fibra Ótica
Mercadante falou ainda sobre a proposta de criação de “cinturões digitais” de fibra ótica para impulsionar parques tecnológicos na região de Santarém. “Basta que a bancada paraense apresente emendas nesse sentido e o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia será total”, afirmou Mercadante.
O ministro sugeriu ainda que os representantes do Governo do Pará conheçam um projeto de piscicultura envolvendo o pirarucu, desenvolvido na região do Mamirauá, no Estado do Amazonas. O Pará precisa de um projeto igual, disse Aloísio Mercadante.
Durante a reunião, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alex Fiúza de Mello, manifestou preocupação com a exploração racional da água doce amazônica. Fiúza disse ao ministro que a Amazônia precisa de projetos para otimizar essa exploração racional. Qualquer país sério, dono da maior bacia de água doce do planeta, precisa desenvolver uma “economia das águas”, disse Fiúza, fornecendo esse bem ao mundo e obtendo vantagens com esse fornecimento.
Realidade
O ministro pediu ao secretário que crie projetos nesse sentido para que o Ministério possa garantir apoio já a partir de 2012. O reitor da UFOPA, José de Seixas Lourenço, disse ao final da reunião que estava feliz com o apoio do Ministério da Ciência e tecnologia ao projeto do Parque Tecnológico do Tapajós. Já havíamos garantido o apoio do Governo do Pará, que assinou no dia 20 de junho um acordo de intenção para a criação do Parque. Agora, com o apoio do Governo Federal, o Parque é cada vez mais uma realidade, disse Lourenço.
O vice-governador Helenilson Pontes, avaliou a reunião como “além de nossas melhores expectativas”. Segundo ele, o encontro veio coroar a estratégia de desenvolvimento sustentável do Pará para a Amazônia, “um projeto iniciado no nosso governo, pensado para a garantia de um futuro melhor para o Pará, a Amazônia, o Brasil e o mundo”.
No dia 8, segundo Helenilson, dia da padroeira Nossa Senhora da Conceição, o ministro estará em Santarém, formalizando o apoio ao projeto do Parque do Tapajós e dando início ao desenvolvimento de outros projetos na área de ciência e tecnologia, mostrando que “o Pará tem todas as condições de ser um polo de bom aproveitamento da biodiversidade da Amazônia, um exemplo para o mundo”, concluiu o vice-governador.
O Parque Tecnológico do Tapajós
Iniciativa privada
Orçado em 47 milhões de reais, o PCT Tapajós abrigará, em 11 mil metros quadrados de área, uma incubadora e um condomínio de empresas de base tecnológica. Os recursos serão oriundos tanto do poder público quanto da iniciativa privada. Além de estimular a formação e a instalação de empresas no Parque, a universidade também terá uma função gerencial, engajada na transferência de tecnologia e na capacitação dessas empresas. O Parque também estará aberto às instituições públicas e privadas da região.
Os parques de ciência e tecnologia surgiram como estratégias de inovação e desenvolvimento regional. São complexos de desenvolvimento econômico e tecnológico que visam fomentar economias baseadas no conhecimento científico e na cultura do empreendedorismo e da inovação. Três parques foram planejados para o Estado do Pará: o PCT Guamá, que já está sendo implantado no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém; o PCT Tocantins, previsto para Marabá; e o PCT Tapajós, a ser implantado no campus da UFOPA, em Santarém, a partir de 2012.
Mas o que essa pessoa tem feito pela criação Tapajos, pois se corremos o risco de não temos o estado, que garantias temos que esse parque sairá do papel?
Que NOVIDADE. Projeto DA EX-GOVERNADORA, de investimento, novo, em Santarém em que o nobre vice atuou. Fez indicações que hoje trazem desconforto em algiuns setores, para a própria sociedade. Fora o empreguismo, cite um tijolo sentado com o esforço do nobre Vice. Não vale falar das obras paralisadas e recomeçadas da ex-governadora.
Parabéns a comitiva Paraense!
Nota 10 Helenilson,
Continue lutando por esta região oeste tão eskecida.
é com atuação como esta ke vc vai kebrar uma castanha na boca de quem muito lhe critica!!!
Bjjjjjjssss pro jornal “O Impacto”
77 & 77 dia 11de dezembro.
Muito bom saber que o Governo atual está dando continuidade a esse projeto de criação de PCT no Estado e que tinha alta prioridade no Governo Ana Júlia. O PCT do Guamá está a todo vapor, que já conta inclusive com instalações do INPE e um laboratório de eficiência energética (CEAMAZON), além da construção de outros como ITV da Vale.
Abraços
Sou um pouco cético com essas intenções de instalação do Parque Tecnológico do Tapajós… Infelizmente, o ritmo de andamento não é satisfatório… Vide caso da tão propagandeada reforma no Aeroporto de Santarém, Parque da Vera Paz, Orla do Mapiri, Área Verde…
Fazem um planejamento de médio, longo prazo pra investir na nossa região … e quando está chegando próximo… acontece algum fato inesperado … e o investimento é protelado… e ficamos na expectativa… sempre na expectativa…