Ensurdecedor, o post sobre a qualidade dos serviços prestados pelo bar Mascotinho, na orla de Santarém, suscitou o comentário abaixo, da lavra do professor doutor Manuel Dutra:

Jeso,

Seria interessante aproveitar a deixa da Lila Bemerguy para uma discussão da sociedade santarena sobre o Mascotinho, não exatamente sobre a empresa proprietária do bar-restaurante. Mas sobre a localização do estabelecimento. Todos sabemos que a Mascotinho se localiza sobre terreno público, fruto do aterro da orla do Rio Tapajós, no prolongamento da Avenida Tapajós.

Um amplo debate público e, quem sabe, até uma audiência pública, com a presença do Ministérios Públicos estadual e federal, pois o aterro da orla foi executado com dinheiro público federal. Quatro indagações básicas podem dar partida a esse questionamento:

1) Qual foi a forma de concessão da área a uma empresa privada?

2) Houve concorrência pública para a concessão da área?

3) Qual a razão legal que permite fechar uma rua para entregar a área a uma firma comercial?

4) Qual a autoridade que fez a doação da área?

A não ser que eu esteja totalmente equivocado, estas perguntas merecem respostas há muito tempo.

Nota do editor: textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados no espaço "comentários" não refletem necessariamente o pensamento do Site Jeso Carneiro, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

20 Comentários em: Mascotinho: 4 interrogações

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  • Edynei Silva disse:

    Não concordo com esse Manoel Dutra, que acha que está acima dos outros mortais por ser possuidor de título acadêmico. Na briga pelo Tapajós vinha a Santarém pousar de magnânimo, contando só um lado da história (aquilo que interessa a ele). Ele quer se manter na ‘crista’ à custa dos outros.

    1. Jeso Carneiro disse:

      Ednei, pelo que escreves fica claro que não GOSTAS do professor/jornalista Manuel Dutra. É de diferente de não CONCORDAR.

      1. Edney Silva disse:

        Caro Jeso,
        Desculpa a demora para responder. Não gosto nem desgosto de Manoel Dutra. Não da forma como ele se posiciona em relação a algumas questões, onde posa com ser superior e dono da verdade. Todos tem seus defeitos. Tenhos os meus e ele, com certeza, tem muitos. Ao agir como agiu em relação ao Mascotinho, não agiu como jornalista. Ele agiu com maldade, com sadismo, para prejudicar. Ele parece querer ver o ‘barco pegar fogo’. Agir como ele agiu, ele parece NÃO GOSTAR do seu Carlos Meschedes, de quem diz ser amigo de longa data.
        Segundo antigos moradores de Santarém, com quem busquei informações, o local onde está localizada a Praça do Pescador outrora pertenceu à família Meschedes que, simplesmente, foi apropriada pelo Poder Público sem qualquer indenização.
        Se ele realmente quizesse produzir discussão, mexer a polêmica, levantar questão, porque não suscitou o prejuízo e cobrou indenização em favor do seu amigo de longa data?
        Agora ele vai tentar corrigir o prejuízos, talvez com uma ‘boa’ matéria sobre o Mascotão. Ele morde e assopra, ou seja, ele bate e afaga! Isso não é jornalismo. Isso é sadismo.

    2. Manuel Dutra disse:

      Edynei Silva, certamente não me conheces. O papel do jornalista, com ou sem título acadêmico, é levar informação relevante a seus leitores/ouvintes/espectadores. É papel do jornalista levantar questões, produzir discussão, mexer a polêmica. Jornalista acomodado deve procurar outro meio de vida. O Carlos Meschede, dono do Mascotinho, é meu amigo de longa data e nem por isso deixei de levantar a questão. Outra, presta atenção: antes de eu mandar pro Jeso aquelas quatro questões, motivado por uma nota da Lila Bemerguy sobre o atendimento no Mascotinho, eu já tinha feito fotos do Mascotão para uma reportagem que vou publicar no meu próprio blog e também no do Jeso (se ele quiser, rsrs) sobre a próxima demolição do Mascote para dar lugar a outro prédio, mais amplo. E vou dizer que o Mascote, da família Meschede, é um ícone da Amazônia, nos seus quase 80 anos de existência. O Bar-restaurante extrapola a família proprietária para se inserir no âmbito da convivência e da cultura santarena e amazônica, como ponto de encontro e onde tantos eventos culturais já deram vida à cidade. É mais que um bar e restaurante, é um dos símbolos de Santarém. Para terminar: Edynei, é assim que a gente pratica a democracia, pois temos que entender que divergência não é inimizade nem raiva.

  • Anônimo disse:

    Bem falou o ANÔNIMO em comentários anteriores, bom é o bar do JUBA (SOMBRA DA MANGUEIRA) que serve um frango a passarinho com macaxeira frita bem gostoso, uma cerveja bem gelada e quando a pessoa esta só eles mandam um GARÇON pra beber junto contigo.!

  • tom disse:

    porra porque todo esse papo furado? porque só agora essa reclamaçâo?vocês nem vão no mascotinho

  • kurupira disse:

    Ei “olha já”, e o porto dos correas? agora estão avançando sobre a “praça do sossego” esses dias vi máquinas aterrando lá e já virou pateo de estacionamento de carretas. pobre restaurante da martinha e da márcia, agora a vista é de caminhões empoeirados, e os correas mais abastardos….

    1. Edynei Silva disse:

      Tem razão o Kurupira e o Dudú Dourado. Vai ver que o Dutra quer voltar para Santarém para ser empresário ou está a serviço dos Corrêa, do Antônio Rocha e seus filhos que atracam seus navios na frente de casa, do Gambôa que polui o final (ou início) da Mendonça.

  • Santareno macho disse:

    Esse Manuel Dutra quer ser ´o cara`. Deixem o Mascotinho em paz, e quem não gostar do atendimento, vá procurar outro estabelecimento que ofereça melhores serviços.

    1. Carlos- não tenho dúvida do meu sexo- disse: disse:

      Respeite o Dr. Manoel Dutra. A questão não é gostar ou não do atendimento. Se vc não tem o quê debater, contenha-se em sua estupidez, e não escreva besteira.

    2. tom disse:

      com certeza santareno.os incomodados que se mudem.tem tanto lugar pra esse figura ir tomar uma gelada em santarém

  • Dudu Dourado disse:

    Aproveitando a deixa do Manuel Dutra, e a estação de Turismo em frente a praça do Pescador? Foi feito com dinheiro publico estadual e entregue ao município para ser um espaço onde tivessem produtos regionais, tanto artesanatos quanto comidas típicas. Colocaram uma pizzaria sem concorrência publica e mais, um péssimo atendimento, sendo a unica coisa que presta ali é o por do sol que você deslumbra. E aquele bar em frente ao praça Tiradentes, e mais adiante um lavador de carro, e …Deixa pra lá.

    1. TKS disse:

      E o pôr do sol é “de grátis”!

  • Anônimo disse:

    Prof.isso nao acontece so com o mascotinho….saiba disso DR.

    Qual foi a forma de concessão da área a uma empresa privada?

    2) Houve concorrência pública para a concessão da área?

    3) Qual a razão legal que permite fechar uma rua para entregar a área a uma firma comercial?

    4) Qual a autoridade que fez a doação da área?

  • Anônimo disse:

    Pq so falam no mascotinho????

    1. Edynei Silva disse:

      Vai ver que nunca estiveram lá no final da tarde!

  • Telma Amazonas disse:

    Bom ainda não bem que não prolongaram a avenida, destruiram a praia na frente da cidade. Foi na gestão do Ronan Liberal, é isso?
    Como disse o meu amigo Adilson, também quero saber, quem responde as perguntas muito pertinentes do Dutra?

  • Adilson Araújo disse:

    Pertinentes as interrogações do Doutor Manuel Dutra.
    Lembro que a idéia inicial do aterro era dar prosseguimento a avenida Tapajós. E então, inexplicavelmente, os trabalhos foram interrompidos e surge o bar que antes mesmo de ser construido já sabiamos o nome e consequentemente o seu proprietário. Estranho né?
    Quem, formalmente, responderá as questões do doutor? Eu quero saber!

    1. espoca bode disse:

      Que saudade dos anos 70,
      quando para construir a Praça do Pescador foi tirado uns metros do terraço do mascote,
      houve choro porém foi feito, em seguida entra civil no poder e lógicamente veio a compensação.
      este é o jeitnho brasileiro.

  • OLHA JÁ... disse:

    1-O ministério público parece não agir diante destes fatos, vejamos todos os desmandos da prefeitura de Santarém. Os espaços públicos continuam sendo entregues a particulares nem sem nenhum processo legal, vejamos: quiosques da extensão da orla, praça São sebastião, praça das flores, praça do parque etc…