Municípios podem ganhar mais com hidrelétricas

Publicado em por em Política

Da Agência Senado:

Os municípios brasileiros poderão passar a ter 65% do montante da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFRH), conforme projeto aprovado ontem (30) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado.

A proposta reduziu para 25% a parcela dos estados e manteve os demais percentuais previstos nas regras em vigor: 3% para o Ministério de Meio Ambiente, 3% para o Ministério de Minas e Energia e 4% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O autor do projeto (PLC 315/09), deputado Chico da Princesa (PR-PR), argumenta que os municípios sofrem mais intensamente os impactos sociais e econômicos pela construção de usinas hidrelétricas e de seus reservatórios.

Como exemplo, ele ressaltou a impossibilidade de o município usar as áreas alagadas, com perdas de produção e de emprego.

Em seu voto favorável, o relator na CAE, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), observou que, apesar de estarem mais sujeitos às consequências negativas da construção de hidrelétricas, os municípios são os que possuem menos alternativas para compensar as perdas sofridas. Ele também citou a limitação de instrumentos de arrecadação à disposição dos prefeitos.

– Muitas vezes, [os municípios] não têm áreas economicamente dinâmicas que possam oferecer emprego às populações expulsas de suas terras e privadas de seus meios de sustento – disse Wellington Salgado.

A lei que hoje define os percentuais de distribuição a estados e municípios do produto da CFRH (Lei 8.001/90) determina que 45% dessa compensação sejam destinados aos estados e 45% aos municípios. A proposta que beneficia os municípios agora será examinada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), em decisão terminativa.


Publicado por:

One Response to Municípios podem ganhar mais com hidrelétricas

  • A economia de aglomeração a ser gerada possui tempo determinado para acabar, ou seja, a conclusão das obras. Aí é que está o problema: as populações atraídas pelo pseudo progresso, via de regra com baixa qualificação profissional, fruto de um sistema educacional excludente e ineficaz, não terão como encontrar o caminho de volta e irão formar bolsões de miséria em municípios historicamente pobres. Quaisquer transferências de recursos serão insuficientes para mitigar o dano causado ao meio ambiente. Sustentabilidade não é isso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *