O PT do Pará sente a cada dia o resultado de caminhar nesta eleição sem o apoio do PMDB, partido que foi decisivo na eleição da governadora Ana Júlia Carepa, em 2006.
Na eleição para o Senado, os petistas esperavam que Jader Barbalho fosse o candidato único do PMDB, o que indiretamente aumentaria a chance de sucesso do deputado Paulo Rocha, único lançado pelo PT ao Senado. Mas o PMDB, no limite do prazo, decidiu registrar um segundo nome ao Senado.
O candidato é o funcionário do Incra José Nazareno Sanches da Silva, que também é o tesoureiro do PMDB. Sanches, na eleição de 2002, concorreu ao Senado como 2.º suplente do partido. Jader quer descarregar nele o segundo voto para senador.
— ARTIGOS RELACIONADOS
“O PT, de fato, perde o segundo voto do PMDB ao Senado em municípios onde a aliança entre os dois partidos funcionava muito bem, mas para mim essa decisão não foi nenhuma surpresa”, criticou o coordenador da campanha petista, André Farias.
Jader ironizou. “É engraçado, a coligação que apoia a governadora já tem quatro candidatos ao Senado, mas eles estão preocupados conosco.” Segundo ele, o PMDB nada deve ao PT ou a Ana Júlia. “Nós a elegemos e a apoiamos enquanto pudemos.
agora sim oPT sabe com qm está lidando , com o mesmo PMDB do antonio rocha abre o olho MARIA
jader, paulo rocha, pmdb e pt são todos laranjas podres de um saco esquecido chamado pará
Vem ai a terceira versão do plano de governo petista.
O eleitor brasileiro já aprendeu que programa de governo não é senão um tratado de verdades que se esquecerão de acontecer.
A despeito disso, incluiu-se no rol de obrigatoriedades impostas aos presidenciáveis de 2010 a apresentação de um programa à Justiça Eleitoral.
A exigência parece ter embatucado o PT.
Na segunda-feira (5), ao protocolar o registro da candidatura de Dilma Rousseff, o partido apresentou um programa.
Criticada pelo azedume, a peça foi substituída, sete horas depois, por uma outra, com gosto de flor de laranjeira.
Pois bem. Depois de convidar a platéia a esquecer o primeiro documento, o petismo pede agora que seja ignorado também o segundo.
Os aliados de Dilma, o PMDB à frente, exigem ajustes. De modo que vem aí um terceiro programa para Dilma.
Ouça-se, a propósito, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP):
“Esse texto [o segundo] foi para cumprir o prazo estabelecido pelo TSE. Ainda não houve tempo necessário para discutir o programa…”
“…Mas isso será feito e os pontos serão produzidos em conjunto [com os partidos que integram a coligação pró-Dilma]…”
“…Esse programa final será o resultado dessa ampla discussão que pensa o que é melhor para o país”.
Dito de outro modo: o PT tornou-se um partido que briga para acomodar Dilma no poder para, elegendo-a, executar o programa do PMDB.
Nem o programa de governo de Serra aguenta os pedágios de Serra
Não riam, porque não é piada.
No “programa de governo” de José Serra (PSDB/SP), entregue ao TSE, está escrito lá na página 5: Um exemplo simples: hoje, custa mais caro transportar uma tonelada de soja do Mato Grosso ao porto de Paranaguá do que levar a mesma soja do porto brasileiro até a China. Um absurdo.”
Até Serra acha um absurdo os pedágios de Serra!
Mas, Serra deu uma de malandro ao citar o “custo do transporte” sem citar a palavra “pedágio”, na maior cara-de-pau. Sua malandragem foi maior ainda quando deslocou o problema para o porto de Paranaguá, no Paraná. Os caminhoneiros que fazem frete de Mato Grosso, muitas vezes escolhem o porto de Paranaguá, porque os pedágios, ainda que caros, são menores do que para levar ao Porto de Santos (SP).
Um caminhão carregado de soja, de Rondonópolis (MT) até o porto de Santos, pagaria R$ 1.095,50 de pedágio para atravessar os 10 postos de pedágios, todos nas rodovias paulistas pedagiadas por Serra. Realmente é um absurdo.
Os caminheiros percorrem 98 km a mais para levar à Paranaguá, mas são 4 postos de pedágios a menos, e os valores são mais baratos.
Não são apenas os caminhoneiros que sofrem. A produção e os empregos gerados na cadeia produtiva de Mato Grosso (do Norte e do Sul), ficam todos comprometidos, e transferindo riqueza e renda para as concessionárias de pedágios demo-tucanas.
Se é que aquilo pode se chamar de programa de governo. O demo-tucano chega ao ponto de só apresentar críticas, como aos pedágios que ele mesmo criou, sem apresentar qualquer proposta de solução.
Jader tem as suas razoes….
Sabe que não existe petista algum (no mundo), ou eleitor (do PT), que queimaria ou pediria seu voto para ele.
E numa eleição maioritária…. com toda a rejeição que Jader já tem, sabe que não pode se arriscar.
Tiberio Alloggio