Renan diz que convocação para CPI de governadores e Bolsonaro é antirregimental
Renan Calheiros, relator da CPI da Covid no Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), voltou a criticar o acordo formado por maioria do colegiado que resultou na convocação de governadores de estados investigados por suspeitas de desvios de recursos federais na pandemia da Covid-19. A informação é do Metrópoles.

“É muito difícil, precisamos convir, construir um acordo sobre um procedimento antirregimental. Não é regimental para uma Comissão Parlamentar de Inquérito [convocar governadores e o presidente Jair Bolsonaro]”, afirmou o relator a jornalistas.

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Calheiros reiterou que se posicionou de forma contrária à convocação dos governadores. O senador é pai do governador de Alagoas, Renan Filho. O grau de parentesco entre o parlamentar e um possível investigado do colegiado, inclusive, ameaçou a indicação dele à relatoria da comissão.

“Não é competência do Senado Federal, nem tampouco da Comissão Parlamentar de Inquérito convocar governadores. Há uma vedação regimental clara com relação a isso”, reforçou.

O senador foi questionado se a iniciativa abre precedente para convocar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas disse que “não pode nem uma coisa nem outra”.

Nesta quarta, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), protocolou pedido de convocação de Bolsonaro. Há uma divergência regimental e constitucional sobre a legalidade do requerimento.

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Renan Calheiros também defendeu que, mesmo com a agenda extensa de oitivas pela frente, não deve haver necessidade de ampliar o prazo da CPI da Covid, de 90 dias de trabalho, para 180 dias.

“Não vai lotar agenda, mas vai aumentar o volume de trabalho. Não trabalho com prazo de prorrogação, do que depender do meu esforço, vamos terminar no prazo”, finalizou.

A CPI da Covid votou e aprovou, nesta manhã, a convocação de governadores e ex-governadores. A lista inclui nomes como o ex-governador Wilson Witzel (PSC), investigado e afastado do cargo por suspeitas de integrar organização criminosa que praticou irregularidades na área da saúde do estado.

Outro nome chamado a depor na CPI da Covid é do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). A convocação ocorre após os senadores do colegiado receberem um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apura irregularidades no uso de verba da União pelo Governo do DF (GDF) na pandemia.

Os convocados:

Wilson Lima (Amazonas);
Waldez Goes (Amapá);
Ibaneis Rocha (Distrito Federal);
Helder Barbalho (Pará);
Coronel Marcos Rocha (Rondônia);
Antônio Denarium (Roraima);
Carlos Moisés (Santa Catarina);
Mauro Carlesse (Tocantins);
Wellington Dias (Piauí).

Com informações do portal Metrópoles

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Um comentário em: Renan diz que convocação para CPI de governadores e Bolsonaro é antirregimental

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  • Mikail Godfaro disse:

    Somente nessa circunstancia esse senhor, mal caráter, tem essa opinião, pois seu filho é governador. Parcialidade total.