Senador de um requerimento só

Publicado em por em Política

No blog Radar Online, de Lauro Jardim:

Jader: um único requerimento

Desde que retornou ao Senado, em dezembro do ano passado, Jader Barbalho (depois de alguns problemas de saúde) procurou adotar uma atuação discreta, com raras aparições no plenário da Casa durante as votações.

Entre janeiro e agosto, todo o trabalho parlamentar de Jader (ele sequer usou a tribuna do Senado para discursar) se resumiu a um requerimento no qual pediu informações a Miriam Belchior sobre o projeto da Aços Laminados do Pará (ALPA), lançado pela presidência da República.

Mesmo sem discursar e sem apresentar projetos, nesse período de oito meses Jader gastou 123 200 reais da verba do Senado com “divulgação da atividade parlamentar”.

Leia também:
PMDB expulsa vice por apoiar candidata do PT.
Embargo de candidato do PMDB é rejeitado.


Publicado por:

4 Responses to Senador de um requerimento só

  • “O senador Mário Couto (PSDB-PA) é acusado de racismo e abuso de autoridade por uma mulher a quem teria ofendido com xingamentos discriminatórios. A assistente-administrativa Edisane Gonçalves de Oliveira, de 34 anos, contou em depoimento na polícia que após revidar às supostas agressões verbais do senador e diante de várias testemunhas, foi detida por ordem de Couto, que alegou ter sido “desrespeitado como senador da República”. Levada à delegacia de Salinópolis – um balneário banhado pelo Oceano Atlântico na região nordeste do Pará, a 265 km de Belém – a mulher prestou depoimento e foi liberada. Ainda no mesmo dia, ela decidiu processar o senador.

    O promotor de Justiça de Salinópolis, Mauro Mendes de Almeida, procurado pelo Grupo Estado, informou que remeteu as peças do inquérito policial para o Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de o senador gozar de foro privilegiado. Mas quem decidirá se abre ou não processo contra Couto é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem a queixa crime será remetida pelo STF.

    O caso ocorreu no dia 13 de agosto passado, durante uma caminhada do senador e de seus cabos eleitorais pelas ruas do bairro Cuiarana. Couto apoia o candidato a prefeito Di Gomes, mas alguns moradores, incluindo Edisane Oliveira, não permitiram que cartazes com a foto do afilhado político dele fossem pregados nas paredes de suas residências. Isso teria irritado o tucano.

    No dia 24, onze dias depois da denúncia da assistente-administrativa, fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Estado Pará (Adepará) e da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente fecharam um pequeno açougue de propriedade de Ivanildo de Lima Correa, companheiro da denunciante. Conhecido por Vando, o rapaz foi preso em flagrante sob a acusação de manter 42 quilos de carne e frango “impróprios para consumo”, acondicionados em um freezer.

    “Até hoje não entendi porque fui preso. Em julho, a vigilância sanitária esteve no meu estabelecimento, que é legalizado, viu a carne e o frango estocados do mesmo freezer e nada viu de ilegal. Agora, entraram lá e jogaram creolina em cima dos alimentos e depois levaram para incinerar. Estou me sentindo perseguido, pressionado até o pescoço”, queixou-se Correa, por telefone, ao Estado.

    Ele ficou na cadeia durante oito dias, sem dinheiro para pagar a fiança, arbitrada pela polícia em 30 salários mínimos, e foi solto, segundo suas próprias palavras, depois que o senador, após acordo, conseguiu reduzir o valor para apenas um salário, pagando do próprio bolso a soltura. “Eu quero saber como isso vai ficar, O senador pagou, mandou me soltar e até me deu um advogado”, declarou o açougueiro.

    Por telefone, o senador contou ao Grupo Estado uma outra versão, afirmando que foi ofendido por Edisane Oliveira e que um cabo eleitoral que estava na carreata foi agredido por ela com palavras racistas. Ele negou ter mandado prender a mulher e que dias depois foi procurado por ela, que queria se desculpar pelo que tinha acontecido. “A questão é política, ela apoia o atual prefeito e eu, outro candidato”, disse Couto, que também rebate e acusação de ter mandado prender o açougueiro e os alimentos que ele vendia em seu estabelecimento. “Foi a Adepará que foi lá e viu carne estragada que ele vendia. Estava tudo podre”, acrescentou, garantindo que nada tem a ver com o fato de a polícia prender Correa em flagrante.

    Ao ser informado de que a promotoria de Salinópolis havia encaminhado o inquérito para o STF e que caberá ao procurador-geral da República decidir se irá processá-lo, o senador falou ao Grupo Estado: “que bom, estou morrendo de medo por causa disso”. (DOL, com informações da Agência Estado)

    05 setembro, 2012

    1. Mario Couto não é diferente de Jader, só são concorrentes, literalmente.
      O que me deixa indignado é que os dois têm platéia elevada em Santarém, Jader através do seu filho, prefeito de Anani deu, é quem está ditando as regras do PMDB por aqui, aparecendo a TV com discurso mais que desgastado em prol ao José Maria Tapajós.
      Nós do futuro estado do Tapajós, precisamos criar vergonha na cara!

      Chico Corrêa

      1. São típicos políticos paraenses, 100% envolvidos em falcatruas, alguém sabe pelo menos UM exemplar honesto?

  • O senador de 1,8 milhão de votos. Muitos desses votos originados do oeste do Pará. O que se pode esperar de quem tem a certeza da impunidade e a certeza da re-re-reeleição?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *