A nossa identidade. Por Luanna Silva
. “Os que vieram depois, se somaram a nós”. Foto: Arquivo Cita (Conselho Indígena Tapajós Arapiuns)

Agora e por todos esses anos, povos indígenas cantam em passeatas por seus nomes, suas identidades e seu território. Pela floresta que vira deserto.

É como uma pequena parte da população reivindicando pelo todo. Porque todos nós somos indígenas. Se você nasceu aqui, sua história é sim assim.

Os que vieram depois, se somaram a nós e nos fizeram inteiros. Incorporando tradições, ressignificando nossos costumes.

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Seu sobrenome europeu tem toda a importância. Mas as suas raízes são daqui. Adaptadas, incorporadas, mas é esse território que você pode chamar de sua casa. A luta dos indígenas é a de todos nós.

Se você quer saber como é de fato o Brasil, como é a nossa cara e que língua falamos por debaixo dessa miscigenação. Eles estão aí falando.

Querem resguardar a nossa história, a nossa vida.

Nós já existíamos quando o Brasil foi escravizado. E aqui deve estar o seu orgulho porque aqui você nasceu. Um povo que não conhece e se envergonha de sua história está perdido. É capaz de ser enganado, diminuído!

Como qualquer pessoa que não conhece a si mesmo. E deixar essa fatia consciente da população lutando sozinha é covardia e medo.

Porque não é só por eles. É pelo país inteiro!

Pindorama yãné, yãné mbẽbeusawa uikú iké! (O Brasil é nosso, a nossa história é aqui!, tradução da frase em Nheengatu).

— * Luanna Silva, mora em Santarém, onde se fez e concluiu o curso superior em Psicologia. Escreve regularmente no BJ. Ela pode ser encontrada em @luanna_psi.


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