Ação ambiental na Vila Arigó coleta lixo em meio a cemitério de embarcações
A ação ambiental foi realizada na terça-feira (17)

por Sávio Carneiro, especial para o Blog do Jeso

Mais de 200 sacos de resíduos domésticos, lixo industrial e outros tipos de lixo descartados irregularmente no rio Tapajós foram recolhidos nesta terça-feira (17) na Vila Arigó, no bairro da Prainha, em Santarém (PA).

A ação foi coordenada pelo fotógrafo argentino Kevin Gonzales, pela jornalista santarena Ayla Tapajós e pela universitária Luana Mendonça.

 

A iniciativa teve apoio da Copresan (Coperativa de Reciclagem Santarém) e contou com mais de 40 voluntários. No mutirão, foram retirados mais de 800 kg de resíduos sólidos da área. Ao chegar ao local, o grupo se preparou com equipamentos (luvas, botas e máscara) e sacos de lixo.

ação ambiental na Vila Arigó
Uma das embarcações abandonada no local
Outra embarcação: criadouro de dengue

O que chamou atenção do Blog do Jeso e do grupo de voluntários foi uma balsa de ferro abandonada, “Antônio Capiberibe”. Na embarcação, foram encontrados objetos como embalagens de alimentos, cosméticos, sacolas, latas de tinta vazia, embalagem de drogas, camisinhas, eletroeletrônicos e até colchões e pneus velhos.

Lírio do Mar

Outra embarcação abandonada e que chamou atenção também foi o barco de nome “Lírio do Mar” que pertence a um ex-prefeito de Santarém. A embarcação está servindo de abrigo para moradores de rua, motel e local para consumo de drogas. 

Até uma ambulancha, pertencente à Prefeitura de Santarém, foi abandonada no local e está servindo de berçário para o mosquito da dengue.   

A universitária Andressa Batista Carneiro, 23 anos, abraçou a causa e participou da ação. Ao chegar no local, ela parou por um instante diante do local tomado de lixo, antes de adentrar, refletiu dobre a situação.

“Estou aqui pensando, como pode o homem fazer isso? Temos visto catástrofes ambientais, muitos acham que a culpa é da chuva, mas não é. A culpa é nossa e esse mutirão tem tudo a ver. A questão da conscientização é vital”.

 

A universitária Luana Mendonça, também participou da ação e pretende continuar atuando. “Esse rio é tão lindo e temos que cuidar para as próximas gerações. Se não nos mobilizarmos agora, como será que vai ficar?”, indagou.

O diretora da Copresan, Andreia Rodrigues, explicou que sempre participa de ações desse tipo, mas não imaginou que esse local estivesse tomado de tanto lixo — o que é descartado, incluindo o esgoto, atinge todo o Tapajós, prejudicando a saúde da população.

Apenas voluntários participaram do mutirão

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