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Os voluntários submetidos a exame residem na cidade há no mínimo 11 anos

Grupo constata zero afetados por contaminação de mercúrio em Santarém
O consumo de peixe é apontado como fonte de contaminação mercurial no Tapajós. Foto: Reprodução

Pesquisa restrita a funcionários de uma empresa em Santarém (PA), submetidos a exame de sangue, apresentou zero afetados por contaminação de mercúrio.

Ou seja, em todos os voluntários foi constatado até 1,0 mcg/dL (microgramas por litro) do metal – abaixo do limite de 6 mcg/dL que provocam graves danos à saúde e estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

O uso de mercúrio em garimpos ilegais no médio e alto rio Tapajós, e a consequente contaminação de toda a sua cadeia alimentar, principalmente peixes, tem sido apontado como origem da presença de altos índices de mercúrio no sangue da população urbana e ribeirinha à margem do rio.

A coleta de sangue foi feita nas empresas do Grupo das Neves, principalmente na Tapajós Motocenter (concessionária da Yamaha) e Brasolare (energia solar), no final de março (dia 28) passado pelo laboratório Celso Matos, de Santarém.

O material foi encaminhado ao Hermes Pardini, de Minas Gerais, onde foi realizado a análise pelo método de espectrometria de absorção atômica do analisador direto de mercúrio. O portal JC teve acesso ao resultado.

Todos os 21 funcionários, entre 21 e 50 anos, sendo 12 homens e 9 mulheres, que se submeteram à coleta de sangue, moram na área urbana de Santarém. O tempo de residência deles na cidade variam de 11 a 50 anos.

“Em relação a amostra realizada em 21 voluntários residentes na zona urbana de Santarém no Estado do Pará não houve nenhuma amostra coletada acima da referência normal de 1,0 mcg/dL, sendo assim todos os envolvidos foram considerados isentos de Exposição Significativa ao Mercúrio”, concluiu o laboratório mineiro.

Olavo das Neves: falácia sobre a contaminação por mercúrio. Foto: Facebook

Para o nº 1 do Grupo das Neves, Olavo Rogério das Neves, esse resultado desmonta a “falácia” propagada recentemente sobre a “absurda contaminação por mercúrio da população santarena”.

“Confirmou o que desconfiávamos: não passa de fantasia. Ai pergunto: a quem interessa toda essa falácia? A quem interessa prejudicar o turismo de nossa região? A quem interessa condenar nosso desenvolvimento?”, indaga o empresário.

“Muito me entristece a quantidade de fake news veiculadas em nossa região, que inclusive ganham força com o impulsionamento da mídia tradicional. Nossa iniciativa teve seu objetivo alcançado, pois demonstramos que não há veracidade nas notícias amplamente divulgadas”, afirmou.


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