Após o crescimento dos casos de gripe provocados pelo vírus influenza, o antiviral tamiflu está sumindo das prateleiras das farmácias do país. São Paulo, Fortaleza e Distrito Federal são algumas das unidades da federação que já enfrentam desabastecimento da medicação. A informação é do site Metrópoles.
O tamiflu é um medicamento vendido sob prescrição médica e tem como princípio ativo o fosfato de oseltamivir. Lançado há 20 anos, é indicado para o alívio dos sintomas da gripe, mas sua recomendação é para casos bastante específicos.
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A infectologista Ana Helena Germoglio alerta para os riscos do uso indiscriminado do tamiflu.
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“Não é para ser usado de maneira preventiva e nem por todas as pessoas com diagnóstico positivo. Ele têm indicações de uso claras”, pondera.
De acordo com o Ministério da Saúde, a medicação é indicada para:
- Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto;
- Adultos com mais de 60 anos;
- Crianças menores de 5 anos;
- População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso a centros de saúde;
- Pacientes com Síndrome Gripal (SG);
- Pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG);
- Indivíduos que apresentem: asma, problemas no pulmão, tuberculose, doenças cardiovasculares (excluindo hipertensão arterial), problemas renais e no fígado, doenças no sangue e distúrbios metabólicos.
Além disso, o medicamento deve ser administrado em até 48 horas após os primeiros sintomas, caso contrário não apresenta os benefícios pretendidos.
“Idealmente o tratamento com o antiviral deve ser feito nas primeiras 48 horas, principalmente em pacientes gestantes e puérperas. O remédio não promete redução de mortalidade é importante frisar”, explica a infectologista.
O tamiflu é indicado para tratamento precoce em pessoas que tiveram contato próximo com pacientes infectados, mas, ainda assim, os benefícios superam os riscos de uso do medicamento em alguns poucos casos específicos. Entre as reações adversas estão náusea, vômito e dor de cabeça e dor.
Outro problema do uso inadequado é a possibilidade de desenvolvimento de resistência antiviral, o que prejudica a saúde do paciente em outros episódios.
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