Justiça dá 48h para que a Pró-Saúde cumpra decisão sobre transparência

Publicado em por em Justiça, Saúde

Justiça dá 48h para Pró-Saúde cumpra decisão sobre transparência
O HRBA é gerido pela OSS Pró-Saúde há mais de 10 anos. Justiça quer transparência. Foto: Reprodução

Atendendo pedido do Ministério Público do Pará (MPPA), a Justiça de Santarém (PA) deu prazo de 48 horas para que a Pró-Saúde inclua informações no seu site sobre o contrato 023/2014/Sespa e aditivos, referente ao gerenciamento do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA).

A decisão foi proferida na terça-feira (20) pelo juiz Claytoney Ferreira, com o prazo a ser contado a partir da intimação da gestora do HRBA. Caso não cumpra, foi determinado bloqueio judicial de R$ 2 milhões, além de delito de desobediência.

A decisão liminar (provisória) foi emitida no dia 24 de janeiro deste ano, em ação civil pública ajuizada em dezembro de 2021, para obrigar a Pró-Saúde a dar publicidade e transparência ao contrato de gestão do HRBA, sendo determinado prazo de 30 dias para seu cumprimento, o que não foi obedecido.

A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas, e criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento dos dados dos órgãos e entidades, aumentando a eficiência do poder público e elevando a participação social.

Os pedidos do MPPA foram deferidos, sendo determinado que a Pró-Saúde disponibilize sítio eletrônico na modalidade “transparência ativa”, com inclusão do conteúdo detalhado na decisão, que registra 36 itens, e proceda em tempo real as atualizações sucessivas, sob pena de responsabilização.

Ouvidoria e pesquisa

Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão o registro atualizado da estrutura organizacional, com endereço, telefones e horários de atendimento ao público, dados sobre o atendimento prestado, quantitativo de equipes de plantão e em atividade todos os dias, entre outras.

Deve também responder as perguntas mais frequentes da sociedade, e disponibilizar canal de comunicação ao usuário (ouvidoria), com protocolo, para efeito de sugestão, reclamação, além de ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, e em linguagem de fácil compreensão.

Assim como indicar local e instruções que permitam ao interessado comunicar-se, por via eletrônica ou telefônica, com o órgão ou entidade detentora do sítio e adotar as medidas necessárias para garantir a acessibilidade de conteúdo para pessoas com deficiência.

Outro lado

A Pró-Saúde informou ao JC que realiza “rigorosa prestação de contas no âmbito do contrato de gestão do Hospital Regional do Baixo Amazonas”.

“Cumprindo as diretrizes vigentes, disponibiliza todos os dados em seu portal da transparência, bem como sempre manteve diálogo com os órgãos de fiscalização, incluindo o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA)”, enfatizou.

“Ressaltamos que os prazos de prestação de contas estão alinhados ao fechamento contábil e às determinações do contrato e do seu contratante. Atenta às boas práticas de mercado, a Pró-Saúde possui normas que zelam por elevados padrões de transparência, adotando sempre as ferramentas tecnológicas necessárias para cumprir este requisito”, destacou.

“Por fim, informa que ainda não foi cientificada da decisão judicial em tela e que adotará as medidas cabíveis no processo judicial”.

Leia a íntegra da decisão do juiz Claytoney Ferreira.

Com informações do MPPA

  • JC também está no Telegram. Siga-nos e leia notícias, veja vídeos e muito mais.


Publicado por:

One Response to Justiça dá 48h para que a Pró-Saúde cumpra decisão sobre transparência

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *