Opine. Venda de remédios em supermercados

Publicado em por em Saúde

RemédiosUm projeto de lei do Senado, aprovado no início da semana, permite a comercialização de medicamentos isentos de prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência.

Também estão inclusos na lista aparelhos e acessórios, produtos utilizados para fins diagnósticos e analíticos, odontológicos, veterinários, de higiene pessoal ou de ambiente, cosméticos e perfumes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é contra a lei, ainda não sancionada pela presidente Dilma.

“Seremos contrários a qualquer tipo de atitude que reforce a automedicação”, declarou, após participar de seminário sobre regulação sanitária em São Paulo.

Caro leitor e leitora, qual a sua opinião?


Publicado por:

11 Responses to Opine. Venda de remédios em supermercados

  • Tem importância sim, é muito grave a venda de medicamentos em qualquer lugar.Por exemplo: vou à farmácia e compro um antiinflamatório para minhas dores crônicas , os chamados AINES (ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO HORMONAIS) e me automedico.Se for uma pessoa que tenha uma doença renal sem manifestação( sem sentir nada, assintomático) o antiinflamatório poderá desencadear uma insuficiência renal aguda e haverá necessidade de submeter-me a uma HEMODIÁLISE, ficar dependente de uma máquina para filtrar meu sangue temporàriamente, às vezes, definitivamente. Feliz daquele que tiver condição de submeter-se a um transplante renal.Portanto, temos os efeitos colaterais a qualquer medicamneto que usamos sem orientação do profissional habilitado.

  • Quero aproveitar o assunto, para pedir informação a quem possa e tenha conhecimento para responder a essas perguntas.
    O preço de remédios são tabelados? O valor depende do laboratório que o fabricou? Do representante? Do distribuidor?
    Faço essas perguntas, porque esta semana fui a uma farmácia da rede Primavera-Mendonça, e comprei alguns medicamentos com receita e, o total foi 152,00, e um dos remédios não tinha.
    Então fui na Big Ben e, comprei o que não tinha na Primavera e, por curiosidade, perguntei o preço dos remédios que eu havia comprado na Primavera. A diferença foi surpreendente e absurda! Pasmem! A bagatela de 51,00, ou seja, na Big Ben, daria 101,00. Gente, eu fiquei com uma sensação de impotência, me senti roubada, e comecei a imaginar quanto essas farmácias lucram com sofrimento e desespero do ser humano.Com o computador para frente do vendedor, se cobra o quanto querem? É assim que é o preço justo? Lamento muito por isso, e quero deixar claro que, citei os nomes das farmácias por questões de esclarecimentos e nunca, jamais, fazer marketing aquela que vendeu mais barato.
    Se alguem puder esclarecer aos questionamentos, fico agradecida!

    1. Pior fui eu: comprei um remédio na Extra Farma da Rui Barbosa por R$52,00. Por curiosidade entrei na BIG BEN ao lado, eu disse ao lado, achei de R$ 38,00.

      Nazareno Lima

  • Quem regula o comércio de medicamentos no Brasil é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), uma autarquia federal com autonomia para emitir Resoluções (RDCs) com peso de lei, baseadas em critérios técnicos e científicos, algo que falta na proposta do deputado, proposta esta que denomino tendenciosa à indústria farmacêutica e irresponsável para com a saúde pública. Recentemente, obteve-se vitória quando da obrigatoriedade da prescrição e retenção de receitas para antibióticos, pela automedicação abusiva de populares e consequente resistência bacteriana a muitos de nossos fármacos. Retroceder nesta conquista é o que acontecerá se aprovada a proposta. Ao invés de se meter sem conhecimento de causa em assuntos já dirimidos por quem tem competência, que tal os nobres deputados pensarem em ajustar os repasses do SUS às realidades locais e regionais?

  • Caro Jeso,

    Isso não seria uma boa solução, pois esses medicamentos chamados de MIP (Medicamentos isentos de prescrição) também necessita de uma atenção farmacêutica. Exitem alguns medicamentos dessa classe que podem causar alergias em determinados pacientes, em outros podem causar alguma reação adversa e etc. Para isso o farmacêutico tem que prestar a Atenção Farmacêutica e esclarecer sobre essas possíveis eventualidades que possa ocorrer. Existe por exemplo, medicamentos antigripais, que se tomados 2 comprimidos da mesma cor, dependendo da febre do paciente, pode causar um aumento brusco da mesma.
    Um supermercado não irá contar com um profissional capacitado para esclarecer à população sobre todas as ações do fármaco no organismo.
    Outro ponto a ser adotado é que uma drogaria paga anualmente:
    Conselho Regional de Farmácia : R$900,00 (em média)
    Anvisa: R$500,00
    Vigilancia Sanitária: R$20,00
    Bombeiros: R$150,00
    Controle de pragas: R$200,00
    Alvará: R$400,00
    e mensalmente:
    Farmacêutico RT R$1700,00, que anualmente vai da um valor sem a devidas taxas da Carteira assinada R$20.400,00
    Somando tudo, caro Jeso vai dá um valor fixo de R$22.570,00 só pra estar regularizado sanitariamente, ou seja, junto aos órgãos da saúde, fora imposto, funcionários, material de expediente e etc.
    Medicamentos necessitam de uma atenção especial. Medicamentos tem que ficar na drogaria mesmo. Mas se supermercado quer vender medicamento, que monte uma Drogaria, como acontece com alguns em nossa cidade.

    Abraços

  • Em vez de proibir a venda de remédios em supermercados, deveriam proibir a compra de políticos em canteiros de obras.

  • Acho que deve passar por que vai da força econômica para estimula a queda nos preços, veja hoje a farmacia vende de tudo, por que supermercado não?

  • A venda de remédios em supermercado não trará problema algum de automedicação. Mas deverá obedecer as mesmas regras que as farmácias propriamente ditas. Com certeza os remédios não vão ser vendidos por quilo e nem nas gôndolas, e sim em pequenas farmácias dentro dos supermercados.
    Pior mesmo é tentar comprar um remédio em Santarém. Já me vi em apuros, tentando comprar remédio em nossas farmácias em final de semana e a noite. SEMPRE FALTAM FARMACÊUTICOS. De nada adianta receita. Mesmo de dia eu duvido que alguma farmácia tenha um profissional desses disponivel por todo horário comercial.
    E darei nome aos bois para que fique bem claro: PRIMAVERA, DROGAMIL, BIG BEN e EXTRAFARMA.
    Em todas estive em horario comercial, com receita de remédio de uso contínuo e em NENHUMA DESSAS FARMÁCIAS pude ser atendido por simplesmente só terem farmacêutico em parte do dia. Era remédio pra coração minha gente, não dava pra esperar até segunda!!!!!!!
    A lei deveria obrigar a terem farmaceuticos em todo período de funcionamento. Quem sabe no supermercado a gente não seja tratado (vejam a ironia) como um mero pedaço de carne.

    1. Meu caro Amigo, medicamentos para o coração não necessita que o farmacêutico esteja presente, pois não se trata de medicamentos controlados. Qualquer drogaria vende esses seus medicamentos a qualquer hora do dia, sem presença de responsável técnico

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *