Sargento é condenado a 15 anos de prisão

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Após 17 horas de duração, já na madrugada de hoje (22), saiu a sentença do sargento PM Carlos Alberto Batista de Oliveira, 53 anos, acusado de matar o professor Vicente Antonio Miranda da Mota, crime ocorrido há 17 anos.

O militar foi condenado a 15 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado.

Por ter respondido o processo em liberdade, ele não teve sua prisão decretada pelo juiz Gérson Marra Gomes, que presidiu o julgamento, e poderá recorrer em liberdade.

Os depoimentos das testemunhas confirmaram que o professor tinha boas relações de amizade com todos os PMs, e participava de eventos do quartel. Há informações de que seria homossexual.

Uma tentativa frustrada de relação pessoal com o sargento acabou gerando um conflito entre ambos.

Segundo testemunhas, aproveitando um momento em que o militar encontrava-se embriagado, o professor teria tentado levá-lo a um motel, mas não conseguiu.

Diante disso, o militar reagiu tentando atingi-lo com alguns tiros que não o acertaram. O caso foi levado pelo professor ao comando da PM e o sargento acabou punido com detenção por algum tempo.

Alguns dias após sair de sua punição, Carlos Alberto foi até a casa do professor Vicente acompanhado de outro PM para convencê-lo a saírem para beber, mas depois de uma discussão acabou disparando vários tiros e atingiu-o mortalmente.

O caso teve muita repercussão à época, já que aconteceu na Semana da Pátria, e registrou inclusive uma manifestação de professores durante o desfile do Dia da Raça.

O réu havia solicitado o direito de não comparecer em plenário, por motivo de doença cardíaca. A acusação no Júri foi promovida pelos promotores Rodrigo Aquino e Paulo Roberto Corrêa Monteiro. A defesa ficou a cargo das advogadas Noemi Athias, Kelly Lobo e Janecy Pereira.

Fonte: 10ª Vara Penal/Jota Ninos


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