Um crime para não entrar na estatística

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Foto: Jeso Carneiro
Simulação da Polícia Militar na Praça São Sebastião

A praça ao lado do Museu João Fona, na orla de Santarém, foi palco de uma execução. Um rapaz, com cerca de 25 anos, foi assassinado a tiros por um pistoleiro que estava na garupa de uma moto preta.

O caso ocorreu no final da manhã de hoje (28). Policiais militares chegaram ao local rapidamente e isolaram a área. Curiosos se aglomeram em volta da vítima, identificada apenas pelo prenome de Paulo.

O crime, no entanto, não vai entrar nas estatísticas do município.

Tudo não passou de uma simulação, orquestrada pela Polícia Militar. A encenação contou até com a participação da “esposa” chorosa da vítima, e que já entrou em cena de preto, num luto antecipado.

Poucos no entorno da cena do crime sabiam que tudo aquilo não passava de simulação, com o morto sangrando em mercúrio cromo.

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27 Responses to Um crime para não entrar na estatística

  • Vamos brincar de simular: na exata hora da simulação, um policial de folga, armado, passa pelo local, vê e ouve os disparos, saca sua arma e no mais absoluto cumprimento do dever legal atira e mata os dois supostos pistoleiros. . .

  • A grande preocupação dos órgãos se segurança é justamente elucidar num menor tempo possível e para isso é de suma importância que o local esteja isolado e preservado de maneira a facilitar os trabalhos periciais. Para isso o Instituto de Ensino Superior de Segurança Pública, sediado em Belém está promovendo o Curso de Isolamento e Preservação de Crime para capacitar os agentes de segurança pública a proceder de maneira correta diente de cenário quer seja de crime, acidentes de trãnsito, desabamentos, etc. Participaram da encenação: Policiais Militares, PETRAN, Bombeiros, Centro de Perícias de Santarém e Outros.

  • Só mesmo em encenação para a políca chegar rápido e fazer isolamento. Mas do treinamento vem a perfeição. Parabéns para a policia que tenta se reciclar e melhorar.

  • Ei Jeso , O BORARÍ perdeu uma otima oportunidade de dizer que quando ele se tocou, ele já estava em Alter do Chão de volta e de lá ele não sai mais nem pelo Carvalho,lrsrsrsr…

  • … Jeso, eu ia possando, a pé, na hora do ocrrido. Eu também pensei que tudo era verdade. Quando o pistoleiro deu os tiros e subiu na moto, que eu vi aquele corpo estirado no chão… eu não cantei conversa: Saí correndo atraz da moto do pistoleiro, ele pegou a Rui Barbosa, e eu correndo atraz, ele subiu a Cuiabá, e eu pega-nunpeca, pega-nunpega, a moto pegou a Fernando Guilhon, eu correndo atraz, ja cansado, até que eu alcancei o pintoleiro lááá perto da entrada do maracanã. Foi aí que ele me falou que era tudo simulação. Mas eu ja tava quase desistindo de correr. Eu ja tava cansado…
    Ufa!!!

    1. Borari, “tás” em ótima forma física. Que fôlego! Pelo menos a simulação serviu pra testar o teu condicionamento físico. rsrsrs

      1. Essa é para passar o fim de semana rindo .
        Borarí por favor a próxima vez chama o meu marido.
        kkkkkkkkk

  • Jeso, muita gente reclamando da exposição da população nessa simulação. Mas todos tem que entender que assassinatos e assassinos não escolhem local para fazer isso. Hoje em dia, o povo tem que entender que todos nós estamos sujeitos a se deparar com essa realiade, infelizmente. Quer violência maior do que nosso trânsito que todo dia expõe a população a cenas parecidas ou piores que essa?

  • Jeso! Ainda bem que foi só uma simulação na praça do São Sebastição. Mais no final do show da Daniela Mercury, aquele logradrouro público virou um palco de guerra REAL. Eu sinceramente nunca vi nada igual. Eram aproximadamente 50 gangueiros correndo atrás de um rapaz. Não sei o que aconteceu, mais eu fiquei aterrorizado com isso. Tive que me sitiar junto com outras pessoas de bem para não ser confundido com os brigões. Santarém não merece isso….

  • A PM, quanto a poluição sonora, simula muito bem pelo 190 que atende a população santarena. Só encenação.

  • Sinceramente, nunca vi algo deste tipo em outros lugares. Pelo que sei estas simulações servem para testar as habilidades e reações dos MILITARES e demais policiais envolvidos em situações de perigo, e não podem expor a população.

  • Com tantos Homicídios ocorrendo na cidade que parecia, que era verdade, mas é preocupante o aumento da criminalidade em nossa cidade,crimes de várias espécies como Tráfico de Drogas, Homiciidio e principalmente Roubo(ASSALTO). É preciso que a imprensa alerte as autoridades de Segurança, porque dessa forma a revista veja vai noticiar ao inverso do que foi noticiado quando em 2009, sob o Comando do então Superintendente da Policia Civil Jardel Guimarães, como a cidade de menor índice de Homicidios do Brasil.

  • É tudo não passou de uma encenação, mais na vida real o que vimos é outra realidade. A policia Militar em geral é a primeira que chega ao local de um crime, portanto seu papel é de isolar o local até a chegada dos perítos para que possam colher provas e indícios para se chegar ao autor do delito. É preciso mais preparos e treinamentos a esses policiais porque o local preservado, tanto a perícia quanto a Policia Judiciária possam desenpenhar um trabalho investigativo de qualidade.

    1. Concordo com você, Inseguro. Acho que o treinamento serve exatamente para isso. Testar a eficiência, a rapidez dos “atores” envolvidos na segurança pública do Estado.

  • Jeso, nuintendi! por que essa simulação? o que significa essa simulação? Explica isso.

    1. Significa treinamento, JB. A PM, em conjunto com o IML, estavam realizando um treinamento.

  • Jeso, qual a finalidade da simulação, fazia parte de algum treinamento, SAMU, policia, bombeiros, o que seria?

  • Só faltou uma coisa no texto machadiano: Por que aconteceu tal simulação??

  • Jeso,
    Este assunto deu o que falar na rádio e na internet. Muitas pessoas ficaram revoltadas com o que para PM, não passou por uma mera simulação.

    E alguns questionamentos estão sendo feitos:

    Deixaram várias pessoas (alunos, jovens, comerciantes, pessoas que transitavam naquela praça, pelo Banco) apavorados, e em pânico com qual objetivo?

    E as crianças, que ali estavam e presenciaram “tal crime”? Como lhes explicar que não passou de mera simulação?

    E se alguém infartasse devido ao susto? Quem iria se responsabilizar?

    Este tipo simulação, em locais públicos, é permitida em lei?

  • Ridícula essa encenação.Meu avô mora perto d praça e passou mal só por achar q o crime fosse real.A Pm não poderia fazer isso dessa forma,em área urbana tão movimentada nesse horário.Achei extremamente um ato irresponsável.Qual a conclusão, ou melhor,resultado q a Pm alcançou?

    1. Várias pessoas ficaram assustadas e algumas passaram mal. Fora que a PM não foi tão rápida assim, nem mesmo o IML.
      Uma verdadeira palhaçada!

  • Jeso, parabéns pelo texto. Pensei, no início da leitura, que se tratava de mais um crime “real” acontecido em Santarém. Você foi bem machadiano ao criar a supresa, parecia uma descrição de um filme noir.

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