Doutor em Estatística, Edilan Quaresma, 48 anos, foi reeleito diretor do Iced (Instituto de Ciências da Educação), a maior unidade acadêmica da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), em disputa eleitoral acirrada.
Bateu o candidato do reitor Hugo Diniz, professor José Aquino, com mais de 60% dos votos válidos.
Será ele e sua vice, Ana Maria Vieira, que estarão no comando do instituto nos próximos 4 anos — período que se anuncia tenebroso para as universidade brasileiras, por conta do mandato do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
“A [nossa] grande preocupação reside exatamente no contexto nacional de incertezas políticas, e de ataques à educação, provenientes de cortes orçamentários e de ameaças à autonomia universitária defendida pela Constituição Federal”, avalia Edilan, que respira ares acadêmicos há quase 26 anos.
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1. Essa vitória à reeleição para Iced foi mais difícil que a anterior?
— Nas eleições anteriores, realizadas em 2014, logo após o meu retorno do doutorado, tivemos uma única chapa, composta por mim e pela professora doutora Raimunda Costa, e vencemos o pleito com 93% dos votos. Na “consulta” feita agora em 2018, tivemos duas chapas concorrendo, sendo que a chapa concorrente foi constituída por um grupo qualificado e que representa a força política que ocupa a gestão atual da universidade, mas vencemos, eu e professora doutora Ana Maria Vieira, o pleito com 61,3% dos votos válidos.
Não há dúvidas de que a vitória à reeleição para o Iced foi mais difícil que a anterior, mas vencer nas três categorias (discentes, docentes e técnicos) é reflexo da gestão que vem sendo desenvolvida no Instituto de Ciências da Educação, e caracteriza a aprovação da forma de gestão atual.
2. A sua vitória também traduziria um certo desgaste da nova gestão do reitor Hugo Diniz, já que o candidato apoiado por ele foi derrotado?
— A gestão superior atual esta no início do seu mandato, e vem apresentando um esforço significativo e que merece reconhecimento em prol da gestão da nossa instituição. A escolha feita pela comunidade do Iced, na “consulta” para diretor e vice-diretor, demonstra a maturidade da instituição em possibilitar diferentes formas de pensamentos sobre os caminhos da instituição. Nessa perspectiva, não há derrotas, há possibilidades de crescimento da universidade.
3. O sindicato dos professores da Ufopa fez críticas à “consulta” nos institutos, devendo o resultado ainda ser referendado pelo Consun (Conselho Universitário). O senhor comunga desse pensamento?
— O Estatuto da Ufopa prescreve que as eleições para diretor e vice-diretor de unidades acadêmicas deve ser realizado nas referidas unidades. Entretanto, as nossas unidades acadêmicas ainda não tiveram seus regimentos aprovados pelo conselho, o que ocasionou a responsabilização do Consun pelo pleito. Para este processo de “consulta”, há um comprometimento público feito pelo presidente do Consun de respeito à decisão feita pela comunidade de nomear os diretores eleitos.
4. Onde é possível avançar na sua nova gestão à frente do Iced considerando o quadro atual de vacas magras de recursos para as universidades federais?
— O Iced tem um gigantesco papel social na formação de profissionais da educação críticos, competentes, comprometidos e compromissados com a educação básica, e educação de qualidade. Há grandes desafios a serem superados na nova gestão do instituto, que contemplam desde questões de organização interna até a ampliação de possibilidades educacionais, como por exemplo, a oferta de novos cursos de graduação e pós-graduação, e o atendimento de regiões ainda não assistidas pela Ufopa.
A grande preocupação reside exatamente no contexto nacional de incertezas políticas, e de ataques à educação, provenientes de cortes orçamentários e de ameaças à autonomia universitária defendida pela Constituição Federal. Enquanto instituto que forma profissionais da educação, para além das “vacas magras”, precisamos nos manter fortes e resistentes à qualquer ação que ameace ou que represente um retrocesso nas políticas educacionais.
5. A Escola Sem Partido, proposta do governo Bolsonaro, tem força dentro do Iced?
— Absolutamente não. O Iced defende a livre forma de ensinar e aprender, e isso perpassa pelo pensamento crítico, por uma educação integral que valorize o ser humano com toda sua diversidade de pensar. Nesse sentido, a atuação do educador é fundamental como mediador entre o aluno as diferentes possibilidades de ler e compreender o mundo que os rodeia.
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Parabéns e um bom trabalho…
Parabéns,por ter sido reeleito.por que a melhor proposta e a sua.dezejo a vc.melhor felicidade do mundo parabéns.
Professor Edilan é o máximo, esperamos que façam uma excelente gestão, e que a Escola Sem Partidos do Jair Bolsonaro seja engavetada, pois ninguém merece esse retrocesso educacional.