Não é tarde demais?

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Foto: Lila Bemerguy
Estátua de boi à beira da estrada - Foto: Lila Bemerguy

Estátua de boi à beira da estrada

A propósito do post Primeiros frutos do “Floresta em Pé”, a jornalista e fotógrafa Lila Bemerguy faz o seguinte comentário:

No tema “floresta em pé”, temo ser tarde demais… O Brasil é um grande cercado, ergue até estátuas ao “deus boi”. Andando por aí, do norte ao sul, a paisagem até cansa. É soja, milho, soja, milho. E agora mais o eucalipto, última moda.

Plantemos sim, afinal não queremos ser tão radicais ambientalistas. Mas não precisa exagerar e derrubar tudo. Que o diga o sucesso do projeto.


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One Response to Não é tarde demais?

  • Ainda há tempo, pois há mudança de mentalidade.
    Há tempos ouvi falar sobre um “grande” pecuarista de Santarém, tinha 6 mil hectares de pastos para duas mil cabeças de gado, isto é, 3ha de pasto para cada cabeça de rês. Considerando, hipoteticamente, que criasse mamotes precoces para abate com 20 arrobas em dois anos, produzia 50kg por ano por hectare. Não entendo como sendo um grande pecuarista, apenas um pecuarista grande. Uma criação super extensiva altamente ineficiente.
    Conheci um “pequeno” produtor rural, também de Santarém, que possuía aproximadamente cem hectares de fazenda, uma mescla de terra firme e de várzea na região do Tapará. Utilizando cinco hectares de tanques escavados no solo produzia, por ano, 20 toneladas de pirarucú e tambaqui! São 4ton por ano por hectare! Não estão computados os rendimentos extras que obtinha com culturas de banana, mamão e graviola, consorciados nos canteiros entre os tanques.

    Quando lecionávamos no curso de Gestão de Agronegócios da FIT, especificamente na disciplina desenvolvimento de projetos, havia alunos cujos pais eram pecuaristas e tinham interesse em dar prosseguimento ao negócio de família. Constatamos que o trabalho era feito de maneira totalmente empírica, sem quaisquer dados que permitisse avaliar minimamente a eficiência do processo de engorda. Os alunos não tiveram sucesso sequer nas tentativas de obter informações quantitativas sobre a engorda do gado, quanto mais de introduzir técnicas de manejo, mensuração e análise para incremento da eficiência, não porque as informações lhes fossem negadas, mas porque verdadeiramente inexistiam, além da renitência dos pais em admitir alterações na maneira com a qual sempre conduziram o negócio. Conformaram-se os alunos em aguardar para atuar quando o negócio lhes couber.

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