O constante diálogo
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio.
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
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De Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro natural de Minas Gerais.
Formidável !! Fantástico!! Magnífico…Por isso Drummond de Andrade é um imortal. Ele continua vivo
em suas inigualáveis obras.
Há certas horas, em que não precisamos de um Amor…
Não precisamos da paixão desmedida…
Não queremos beijo na boca…
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama…
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado…
Sem nada dizer…
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir…
Alguém que ria de nossas piadas sem graça…
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo…
Que nos teça elogios sem fim…
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável…
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado…
Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado…
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!
William shakespeare