O craque da nação

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por Tiberio Alloggio (*)

Os manuais de estratégia de guerra ensinam que para manter a coesão da tropa é preciso sempre manter viva a presença do inimigo. Quando o inimigo é fraco, é preciso cutucá-lo para que reaja. Quando é ausente, é preciso inventar um falso inimigo, ou até mesmo criá-lo.

O império dos Estados Unidos surgiu e se consolidou combatendo inimigos. No começo (depois de tê-lo apoiados) foram os alemães e o nazismo. Depois foi a volta do socialismo, da ex-União Soviética, Cuba e o Vietnã.

Com a queda do muro de Berlim e sem mais inimigos que justificassem sua supremacia, os EUA elegeram o terrorismo, e com ele a guerra ao terror. Um fracasso colossal.

As eleições americanas tentaram remediar aos erros ridiculamente trágicos de George W. Bush. Veio uma disputa de poder, sem maiores diferenças ideológicas, vencida por Obama, que ao assumir o Governo aliou-se à mesma elite politico financeira de Bush e manteve a política externa.

Só mudou de foco, ou melhor, de inimigo, que em sua administração, se tornou o Irã e seu programa de energia nuclear.

Mas o mundo já não era mais o mesmo. O peso politico-econômico dos países emergentes havia-se tornado preponderante, enquanto uma crise econômica mundial sacudiu os EUA e seus aliados, tornado obsoleto o unilateralismo americano.

É nesse “novo mundo” que veio brilhar a estrela do Brasil e do seu Presidente, que ao longo de seus mandatos, havia revolucionado a politica externa brasileira.

No continente latino-americano, abandonou a habitual “submissão brasileira” ao patrão norte americano, colocando uma pedra tumbal sobre a ALCA. Ampliou e fortaleceu o Mercosul e criou a UNASUL (Comunidade das Nações Sul-Americanas).

No cenário mundial, Lula surpreendeu ao implementar uma nova politica internacional baseada nas alianças “Sul Sul” com os países emergentes.

Foi graça a essa politica que a crise econômica mundial no Brasil não passou de uma marolina. As relações politicas econômicas construídas pela diplomacia Lulista (e as politicas sociais internas) permitiram tirar o Brasil da dependência politico-econômica do “patrão norte americano” e do manipulo de “países ricos”, esquivando as loucuras politico-financeiras que assombram essas potencias decadentes.

Foi a politica “Sul Sul” do Governo Lula, suas alianças com as economias emergentes como China, Índia, Rússia e Africa do Sul, que abriram o caminho para a aposentadoria do G8, concretizando um novo e mais amplo fórum mundial, o G20.

Foi graça a nova politica externa, num mundo cada vez mais alérgico ao hegemonismo norte-americano, que o Presidente Lula, se tornou “o cara”, e o Brasil uma presença indispensável no xadrez das “relações e mediações” internacionais.

E foi na hora dos EUA eleger o programa nuclear do Irã como novo inimigo da humanidade, que o Presidente Lula para evitar novas tragédias, tomou a responsabilidade para ele.

Pegou a bola no meio de campo, arrancou rumo a área adversaria, deu o drible da vaca na zaga norte-americana e marcou um histórico gol de placa. Deixando de saia justa os Estados Unidos, caso insistirem na politica de perseguir inimigos para perpetuar seu hegemonismo politico-econômico.

Nunca é demais lembrar que a atitude norte-americana contra o Irã, já foi tentada contra o Brasil em 2004, quando o Governo Lula restringiu a inspeção da Agencia Internacional de Energia Atômica às instalações de enriquecimento de urânio de Resende.

Na época, o Washington Post noticiou que o Brasil ocultava suas instalações de urânio. E na revista “Cience” dois “cientistas estadunidenses” faziam comparações entre o Brasil e o Irã alegando que o Brasil teria capacidade de produzir seis bombas atômicas por ano.

Mas não adiantou, pois o Governo Lula manteve as limitações, pelo direito do Brasil de proteger seus segredos industriais.

Mas o incrível dessa história toda é a reação do PIG (Partido da Imprensa Golpista) e da Rede Gobo, aos sucessos diplomáticos do Brasil. O mundo reverencia Lula como o novo astro do firmamento internacional, e aqui no Brasil, a mídia golpista, insiste em trata-lo como um terceiro-mundista fracassado, praticante de politicas isolacionistas.

O PIG ainda não assimilou o conceito de Nação Brasileira, protagonista estratégica do novo cenário mundial. Seu nacionalismo de meia tigela, se resume à Seleção Brasileira, a qual dedica blocos inteiros de seus tele-jornais exaltando “craques” do calibre de Josué, Kleberson, Felipe Melo e Gilberto Silva. Enquanto ao presidente Lula dispensa miseráveis segundinhos de maldade, editados por sinal.

Seria esse um caso de submissão tipico do “complexo de “vira lata” que afeta nossa elite politico-midiática? Ou seria mais um episodio da costumeira “vira-látice” jornalistica contra o presidente Lula e seu governo?

Provavelmente os dois.

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* Sociólogo, reside em Santarém. Escreve regularmente neste blog.


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22 Responses to O craque da nação

  • Recomendo esse texto para crianças da segunda série, para que sejam doutrinados por professores esquerdopatas que adoecem e apodrecem o que resta de cérebro na sociedade brasileira. Precisa só melhorar o português para torná-lo mais claro (será que fui muito sutil?).

  • Belo texto, caro Tibério.

    A propósito dos Estados Unidos nomear inimigos de acordo com seu humor e do comportamento da nossa mídia vira-lata, imagine se ao invés de ser a petroleira inglesa a causadora desse gravíssimo desastre ecológico no Golfo do México, fosse a PDVSA a coisa estava preta para os nossos vizinhos aqui de cima. Os Estados Unidos já teriam bombardeado a Venezuela, a madame Clinton já teria determinada que a Colômbia invadisse com as forças terrestres a través da fronteira, a rede Globo com seus editoriais de papel e televisivo já teria feito chegar as lagrimas os cretinos DEMOS-TUCANOS que do Congresso Nacional pediriam a imediata expulsão da Venezuela do Merco Sul.
    Zé Serra junto com Artur Virgilio, Agripino Maio, Heráclito Fortes, Tassio Gereissati, já teriam pedido a CPI de agravo ao Chaves, FSP e a Veja teriam conseguido um gravação telefônica entre Chaves e Lula entregando o material sem áudio para o Raul Jungmann requerer o impeachment do presidente brasileiro.
    Dora Kramer através das paginas do Estadão escreve que Fernando Henrique deverá ser nomeado substituto do Lula, Eliane Cantanhede e Josias de Sousa clamam que povo tome a vacina contra o chavismo. Uma versão atual do Veloso surgiria para instalar uma base em Jacareacanga e assim a apoiar a invasão aérea.
    Depois do estrago, Clinton, Bush e FHC visitariam Caracas arrasada e com sua peculiar sutileza “Baby W “ após cumprimentar alguns miseráveis venezuelano limpava suas mão na camisa branca de FHC e este com sua peculiar subserviência gargalhava….e o gesto sairia no jornal da Globo exaltando a politica externa de FHC

  • https://analisedeconjuntura.blogspot.com/

    DEPOIS DA ARGENTINA SERRA DECLARA GUERRA A BOLÍVIA
    Para Serra, governo da Bolívia é ‘cúmplice do tráfico’

    Tucano defende mudança na Constituição para governo combater o crime. Para ele, até 90% da cocaína consumida no Brasil é importada do vizinho.
    O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou na tarde desta quarta-feira (26), durante entrevista à Rádio Globo, que o governo boliviano é “cúmplice do tráfico”. Ele fez a afirmação ao avaliar que as quadrilhas de traficantes que atuam a partir do país vizinho são responsáveis pelo envio de até 90% da cocaína produzida no país para ser consumida no Brasil.
    ____
    Duas considerações.
    O que ele quer?
    Invadir a Bolivia?
    Entrar numa guerra para ganhar eleição, como o Bush e o Gualtieri das Malvinas ?
    E o Abadia, lembram, aquele especialista na matéria ?
    Ele disse que a melhor maneira de enfrentar o tráfico na Chuíca (*) era fechar a delegacia do Serra de combate ao tráfico, o Deanarc.
    Ele é um jênio.

  • E digo mais:
    Para governar o Brasil, além de vencer eleições democráticas, é preciso lidar com o baronato que comanda, os honoráveis bandidos, que são fichinha face aos branquelos capitalistas do norte, que vivem da guerra.

  • Não é o Lula, é o povo que ele representa (exceto os aristodemocratas) que está com outra cabeça, outra onda.
    Daqui do Brasil vai surgir a Primeira Paz Mundial.
    Como dizia o livro Brasil – um país do futuro, escrito na década de 30 do século passado mas que parece escrito ontem: como pode um povo tão miscigenado não ter guerra étnica?
    Assim como hoje acham ridículo não guerriar com os terroristas, vão cair no ridículo “gente branca de olhos azuis” que só sabe o que é guerra.

  • É evidente que Lula busca a autopromoção, já que o mesmo não é burro e sabe que o alcance diplomático do Brasil é limitado.

  • A atual politica internacional do Brasil é um fracasso, e não é pq eu estou dizendo é pq os resultados falam por si. Qualquer pessoa com um minimo de bom senso sabe que o Brasil ainda não tem calibre diplomatico para interferir em questões complexas como estas do oriente médio. O que vai no valor economico não me espanta, o mesmo vive graças a anuncios do governo federal e de estatais assim como muitos outros “independentes”

  • Sobre o assunto, vejam síntese de artigo que saiu no Estadão de ontem. É claro que não foi escrito por “colonista” do jornal.

    ATÉ EX-DIRETOR DA CIA VÊ SUCESSO DE LULA NO IRÃ.

    terça-feira, 25 maio, 2010 às 19:34

    Enquanto os nossos “sabichões” não cansam de destilar seu despeito e rogar praga para o acordo obtido pelo Brasil no Irã, a parte do mundo que pensa acha exatemento o contrário. Hoje, o sr. Graham Fuller, ex-vice-presidente do Conselho de inteligência da CIA publica um artigo no Estadão dizendo que muito mais importantes que a eventual aprovação de sanções ao Irã na ONU “mais importante do que isso é a sutil mudança nas relações internacionais introduzida pelos gestos de Brasil e Turquia”.

    Fuller afirma que “duas potências de médias proporções acabam de desafiar a tutela de Washington na definição da estratégia nuclear em relação ao Irã e seguiram uma iniciativa própria para persuadir o país a aceitar um acordo. Além de inteiramente independente, a iniciativa avançou mesmo diante dos alertas consideravelmente grosseiros feitos pelos americanos, que pediam aos países o abandono das tentativas de negociação – apesar de seus termos serem muito semelhantes aos da proposta feita ao Irã pelos EUA no ano passado. Para piorar, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, ousaram obter sucesso em suas negociações com o Irã, enquanto Washington previa publicamente seu fracasso certo (e tão esperado).”

    Ele não faz fé alguma na adesão de China e Rússia ao projeto americano de aprovar as sanções: s”erá que realmente acreditamos que Hillary tenha conquistado o apoio de Rússia e China? Assim como a Teerã não faltaram incentivos para aceitar uma proposta feita por “iguais”, Rússia e China também encontram motivos de sobra para aprovar esta iniciativa de Brasil e Turquia. É verdade que os termos do acordo não são sem importância, mas, para esses países, é muito mais relevante a lenta e inexorável decadência da capacidade americana de ditar os termos da política internacional e de satisfazer seus próprios objetivos. É exatamente essa a meta principal da estratégia russa e chinesa na política externa. No fim, esses países não permitirão que a abordagem de linha dura dos EUA prevaleça sobre a iniciativa brasileira e turca no Conselho de Segurança da ONU, mesmo que sejam necessários alguns ajustes do acordo obtido por Brasil e Turquia.”

    Vale a pena ler o artigo, na íntegra.

    Este sujeito não foi, repito, vice do Conselho de inteligência da CIA por ser obtuso ou fanático. Foi porque é um analista extremamente considerado sobre o mundo islâmico. Aliás, se a CIA fosse composta por cérebros como os dos nossos “grandes comentaristas”, não representaria perigo algum.

    1. O que lá fazia o nosso Presidente LULA,já que estes conflitos remotos e até estabelecidos antes da era Cristã,nunca serão resolvidos por Países constituídos na nossa era;,ou nunca saberemos distiguir Islamismo de Judaísmo.Sabiam vocês que a maior religião mundial é a Islâmica.

  • Colo matéria do professor José Luis Fiori, da UFRJ, publicado no Valor Econômico, especialmente para os invejosos e cegos (de inveja e ignorância, mesmo).

    quarta-feira, 26 de maio de 2010
    UM ACORDO E SEIS VERDADES

    José Luís Fiori, no Valor Econômico

    “A mediação bem sucedida de Lula com o Irã alçaria o Brasil no cenário mundial.” O Globo, 16 de maio de 2010, p. 38.

    Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o Acordo Nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E como é sabido, quarenta e oito horas depois da assinatura do Acordo, os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU, uma nova rodada de sanções ao Irã, junto com a Inglaterra, França e Alemanha, e com o apoio discreto da China e da Rússia.

    Apesar da rapidez dos acontecimentos, já é possível decantar algumas verdades no meio da confusão:

    1) A iniciativa diplomática do Brasil e da Turquia não foi uma “rebelião da periferia”, nem foi um desafio aberto ao poder americano. Neste momento, os dois países são membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e desde o início contaram com o apoio e o estímulo de todos os cinco membros permanentes. Além disso, as diplomacias brasileira e turca estiveram em contato permanente com os governos desses países durante a negociação. A Turquia pertence à OTAN, e abriga em seu território armas atômicas norte-americanas. E o presidente Lula recebeu carta de estímulo do presidente Barack Obama, duas semanas antes da assinatura da visita de Lula, e a secretária de Estado norte-americana declarou – na véspera do Acordo – que se tratava da “última esperança” de solucionar de forma diplomática a “questão nuclear iraniana”.

    2) O que provocou surpresa e irritação em alguns setores, portanto, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação viabilizou o acordo, e ao mesmo tempo descalçou a proposta de sanções articulada pela secretária de Estado americana depois de sucessivas concessões à Rússia e à China. E, além disso, criou uma nova realidade que já escapou ao controle dos Estados Unidos e seus aliados, e do Brasil e Turquia.

    3) A reação americana contra o Acordo foi rápida e ágil, mas o preço que os Estados Unidos pagarão pela sua posição contra esta iniciativa pacifista será muito alto. Perdem autoridade moral dentro das Nações Unidas e perdem credibilidade entre seus aliados do Oriente Médio, com a exceção de Israel, por razões óbvias. E já agora, passe o que passe, o Brasil e a Turquia serão uma referência ética e pacifista, em todos os desdobramentos futuros deste contencioso.

    4) Existe consenso que a estrutura de governança mundial estabelecida depois da II Guerra Mundial, e reformulada depois do fim da Guerra Fria, já não corresponde à configuração do poder mundial. Está em curso uma mudança na distribuição dos recursos do poder global, mas não se trata de um processo automático, e dependerá muito da capacidade estratégica e da ousadia dos governos envolvidos nesse processo de transformação. O Oriente Médio faz parte da zona de segurança e interesse imediato da Turquia, mas no caso do Brasil, foi a primeira vez que interveio numa negociação longe de sua zona imediata de interesse regional, envolvendo uma agenda nuclear, e todas as grandes potências do mundo. A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potência global e usará sua influência para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França e, também, com relação aos países do Bric.

    5) O acordo seguirá sendo a melhor chance para prevenir um conflito militar em todo o Oriente Médio. As sanções em discussão são fracas, já foram diluídas, não são totalmente obrigatórias, e não atingirão a capacidade de resistência iraniana. Pelo contrário, se foram aprovadas e aplicadas, liberarão automaticamente o governo do Irã de qualquer controle ou restrição, diminuirão o controle norte-americano e da AIEA, acelerarão o programa nuclear iraniano e aumentarão a probabilidade de um ataque israelense. Porque os Estados Unidos já estão envolvidos em duas guerras, e não é provável que a OTAN assuma diretamente esta nova frente de batalha, a despeito do anti-islamismo militante, dos atuais governos de direita, da Alemanha, França e Itália.

    6) Por fim, o jornal “O Globo” foi quem acertou em cheio, ao prever – com perfeita lucidez – na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.

    José Luís Fiori é professor titular de economia política internacional do Núcleo de Estudos Internacionais da UFRJ, e co-autor do livro “O Mito do Colapso do Poder Americano”, da Editora Record, 2008. Escreve mensalmente às quartas-feiras.

  • Oculista,

    Se você encontrar com um americano vai ficar com inveja dele. Se ler os jornais, vai acreditar até no papei noel, e nas próximas eleições acredita que o Serra vai ganhar. É claro e notório que você enxerga muito bem! Rsrsrsrs

  • O acordo Irã-Brasil-Turquia fere os interesses dos países vencedores da Segunda Guerra em manter sua posição de hegemonia dentro da ordem mundial.
    A agência nuclear da ONU confirmou, ter recebido carta do Irã com a proposta acordada entre os três países. Mas a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já disse que a carta tem “uma série de deficiências que não correspondem às preocupações da comunidade internacional”.
    A polícia do mundo demonstra que não está sequer disposta a negociar. O negócio é manter-se hegemônico e conservar o status de um Irã “inimigo global”, com o fim de legitimar ações que brevemente virão – sejam elas quais forem.
    Afinal, quem mais lucra com a indústria bélica internacional é quem mais deseja parecer o defensor da paz mundial.
    Parabens pelo artigo

  • Saiu no Estadão:
    MENTIRA

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em pronunciamento de rádio e televisão nesta segunda-feira (11), que o governo lançará um programa para abastecer com internet rápida todas as escolas públicas urbanas do país até 2010. “Nos próximos dias estaremos lançando, em parceria com a iniciativa privada, um programa que, até 2010, levará internet em banda larga a todas as 55 mil escolas públicas urbanas do país, um passo gigantesco no caminho da inclusão digital e da qualificação do ensino”, disse Lula.

    Pronunciamento de Lula à nação em 11 de fevereiro de 2008

    A VERDADE

    Apenas metade das escolas brasileiras tem acesso à internet. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 25, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que indica que a taxa brasileira é bem inferior à média dos países ricos. O acesso de escolas brasileira à internet é ainda inferior às taxas de Omã, Chile, Arábia Saudita, Tunísia e Turquia. Na Jordânia, 80% das escolas estão conectadas.Outra constatação é de que menos de 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes. No México, a taxa é de 40%.

    Matéria do Estadão, em 25 de maio de 2010.

  • Mentira tem perna curta. Leiam:
    Lula usou a crise nuclear iraniana para auto-promoção. Para arranjar uma boquinha em dólares na ONU. Ou no Banco Mundial. Não há nada de concreto no falso acordo que Lula tentou empurrar no Ocidente. Meia hora depois o próprio Irã já estava negando tudo. Hoje foi a vez de Hillary Clinton sepultar a pantomima de Lula, diretamente da China, confirmando que não há nenhuma garantia no que o Irã assinou. Foi delicada. Disse que há lacunas. Obama, por sua vez, perdeu o saco e cancelou uma visita prometida ao Brasil. Mas Lula, hoje, recebeu um importante apoio. Hugo Chávez. Agora a caca ficou completa. Quantos dias faltam mesmo para o Lula ir embora assar o seu coelhinho em São Bernardo do Campo?

    1. Boquinha em dólares, se o Brasil agora é credor do FMI e realmente precisou mostrar que tem dinheiro para conseguir uma vaga no Conselho de Segurança.
      Incrível foi a rapidez com que a Hillary obteve este documento no seu curral chamado ONU.

  • Existe um filme chamado ZeithGeist (espírito de um tempo) que apresenta evid^ncias de que os próprios EUA derrubaram as torres gêmeas, detalha que o Federal REserve americano é particular, entre outras denúncias.
    E realmente o Lula, que venceu as elites brasileiras, tem grandes chances de desmascarar as demagogias do resto do mundo. Acredito que quando sair do governo vai ter mais tempo para estas questões e vai mostrar a mais pessoas a face do imperialismo.

    1. Você já viu o LULA,eu já o vi de perto,como também já vi o “PAPA” e;, ambos apresentam aquele semblante “rosado”,”acetinado”,sem quaisquers sinais de marcas cronológicas que a todos nós pobres trabaladores nos serão oferendados daqui a algum tempo.Será que a este Presidente,aposentado aos 42 anos de idade por perda do dedo minimo(“mindinho”) da ^mã..o esquerda” é digno de vetar quaisquers reajustes para a classe trababalhadora,como hoje ocorre com os funcionários federais,alegando interposições do Governo F.H.C.CHARUTOS CUBANOS, WHISKY 18 ANOS,CARNE DE CHURRASCO DE PRIMEIRA,FÉRIAS(porque férias se o cargo de Presidente é comissionado)EM PORTO SEGURO E FERNANDO DE NORONHA COM ESPAÇO PRIVATIVO,VIGIADOS POR MILITARES PARA RESGUARDAR A SI E A SEUS CAMARADAS .TOME VERGONHA “LULA” VOLTE ÀS SUAS ORIGENS.Não siga ao movimento direitista que te alçou à política como a tal frase de DELFIM NETO “VAMOS DEIXAR O BOLO CRESCES,PARA DEPOIS DIVIDI-LO”(sic).Acreditem DELFIM NETO hoje está apoiando o GovernoLULA.Antigamente acionaríamos os semiólogos.

  • Enquanto o Brasil e outras nações emergentes tentam escalar a pirâmide do primeeiro mundo,outros países caladinhos, como Suiça,Holanda,Bélgica,Aústria,Suécia,etc….Pagam para seus cidadãos R$8.000,00 mensais(claro que em euros) para que seus descendentes eduquem-se fisolofem e, continuem a VIVER desligados das turbulências de nós países terceiros mundistas,que juntamente com os E.U.A. de `Bush e Obama”,sobrevivemos graças às desgraças de Países Históricos(IRÃ,que era a antiga Pérsia-_lembrem-se do tapete Persa-) e outros como Iraque e Afeganistão.Para nós brasileiros restar-nos torcer para que o nosso Presidente pare de meter-se na Vida de outras nações e,em vez de ajudar a estes com milhões de dólares,perceba que com os tais de no máximo R$140,00(Cento e quarenta reais),que é o valor máximo pago pelo programa “eleitoreiro” chamado BOLSA FAMÍLIA nos brasileiros que sofremos mais “sanções” e/ou “privações” de que qualquer IRANIANO,possamos,vivermos,”caladinhos” com mais DIGNIDADE .”VAMO VIVE PARA NÓIS”(sic) camarada Lula.,

    1. Concordo com você E.B.B.S..F.

      Meus cumprimentos!

      Os países que você citou, certamente se preocuparam antes de prover Internet às escolas, primeiro em incentivar à Leitura de Bons Livros.

      Só assim se aprende a emitir nossa legítima e autêntica opnião, sem Máximas, ou piadinhas ou comparações Tupiniquins.

      Só assim se aprende a fundamentar os propósitos sem se espelhar nas desgraças ou misérias de outros países.

      Abs!

  • Tiberio, uma PAULADA magistral aos propagandistas de baixo calão do Brasil. Ainda ontem Serra atacava o Mercosul e declarava que nunca receberia o premie do Irã.
    Já imaginou esse cara na Presidência?

    Ehehehe….Mas ele é o mais preparado! Ehehehehe….

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