Do jornalista Jota Ninos, a propósito da Frase do dia:
Nunca antes na história desse país, um presidente conseguiu sintetizar o momento político que vivemos numa única frase. Do alto de sua sapiência política, adquirida nas ruas sem o tão propalado diploma de graduação acadêmica, Luís Inácio Lula da Silva conseguiu provar porque é filho de um Brasil que precisa questionar seus “doutores”.
Quando o presidente diz que “precisamos extirpar o DEM da política brasileira”, ele não se refere simplesmente ao Democratas, partido que reúne a fina-flor do que se convencionou chamar de “direita” no país. Na verdade ele busca atingir o âmago do conservadorismo da política nacional, representada pelos coronéis que sempre deram as cartas no jogo do poder.
E a ilação é tão profunda, que Lula até chega a dar um tiro – proposital – em seu próprio pé, pois ele também tem conseguido sobreviver com o apoio de alguns destes coronéis, como José Sarney. Por trás do Lulismo, sobrevivem também, neocoronéis como Jader Barbalho, que no passado também foi uma esperança de acabar com o coronelismo nortista e acabou por se tornar sua maior personificação. O PMDB poderá ser mais que uma eterna eminência parda nos próximos anos.
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Lula não é santo, muito menos mártir e muito menos ainda um herói nacional. É a personificação de um sentimento popular que se consolidou sobre uma estrutura ideológica, baseada em preceitos marxistas ultrapassados.
Um “Robin Hood” nacional que provou ser possível comandar o maior programa de transferência de renda mundial através do Bolsa-Família, o que lhe possibilitou realizar, também, o maior programa nacional de transferência de votos para uma candidatura-poste chamada Dilma Roussef. É com esse aval popular que Lula consegue peitar de frente todo o sentimento discriminatório que existe das elites nacionais, ao fato de um ex-operário liderar massas e fazer um governo que, se não é a oitava maravilha do mundo, pelo menos resgatou parte da auto-estima “brazuca” e um prestígio internacional inconteste. Coisa que FHC e os DEM nunca conseguiriam, nem com Serra (duas vezes), nem com Alckmin.
Os partidos sectários do que ainda restou de uma esquerda histriônica (Heloísa Helena do PSOL, à frente) afirmam que nunca as classes econômicas do Brasil lucraram tanto quanto no governo Lula. E isso não é mentira!
Mas porque essas mesmas forças econômicas, citadas pelos “esquerdistas”, lutam, através do sentimento dos “DEM” da vida, exatamente para extirpar esse mal chamado Lula? Não estariam dando eles um tiro no pé? Se Lula foi tão bom para banqueiros e quetais, por que não mantê-lo no cargo? É aí que se encaixou como uma luva a história dos “mensalões”, o marketing inteligente (mas que provou não ter sido eficiente contra Lula) forjado nas rotativas nacionais para pregar a pecha de corrupção ao partido de Lula.
Quilômetros de papel e celulóide foram despejados, em vão, pelas Vejas, Estadões, Folhas e Globos, na tentativa de destruir a imagem de Lula. E como já dizia um político populista do passado, Lula foi a massa de bolo que quanto mais se bate, mais tufa…
O PT de massas idealizado por uma parte da esquerda nacional nos idos de 1980 já agonizava, antes mesmo de Lula ser eleito. O “mensalão” foi o tiro de misericórdia e levou vários petistas a se desfiliar do partido (eu, entre eles) e teve apenas um sobrevivente: o próprio Lula. Surgia com força maior o “Lulismo”, movimento populista que cresceu bebendo de uma fonte popular e que nem de longe se equipara ao “Getulismo”, do coronel de fronteira Getúlio Vargas, ou outros “ismos” que brotaram na política nacional. FHC e os tucanos estrebucharam, e escudados na barreira dos demoníacos democratas, deixaram de ser o partido da social democracia brasileira, para se tornar um partido fascistóide, que tem apelado nas duas últimas eleições nacionais em requentar denúncias e tentar consolidar novos “mensalões” para tentar parar a onda Lulista.
Não há como não temer o que virá nos próximos dias das hordas selvagens de políticos falidos, afogados na arrogância de José Serra e seus degenerados, em termos de informações (ou seriam difamações, em alguns casos?) de cunho terrorista da “inteligentsia” conservadora desse país. Como também não há como não temer o que virá na sequencia do “Lulismo” pós-Dilma.
De um lado, pode-se ter o fim de uma era, se se concretizar a propalada “extirpação do DEM”, como quer Lula, mas também a consolidação de outra era já iniciada, em que a personalidade exuberante de um líder popular – e populista – defina os rumos de um país que aspira a liderança mundial.
Apesar dos arroubos demoníacos destilados da panfletagem virtual (a internet tem disseminado a podridão do pensamento conservador nacional, através de e-mails que se tornaram repetitivos, ora ligando Lula a “ditadores sanguinolentos’, ora ridicularizando a figura do que seria um “presidente analfabeto”) , pelo menos por enquanto é difícil vislumbrar que Lula se torne um louco chavista ou um decrépito fidelista.
Aliás, a “inteligentsia” conservadora brasileira é tão burra, que sempre atacou Chávez por querer se perpetuar no poder, mas nada disse sobre seu ídolo maior (da direita) Álvaro Uribe, quando este tentou o mesmo. FHC usou do maior programa de roubalheira no país, a propalada “privataria’ para também consolidar seu segundo mandato. Mas a grande imprensa nem “tchum”… O DEM que Lula sugere extirpar é parte desse sentimento anti-nacionalista das elites que mais se privilegiaram das benesses econômicas, desde o “milagre brasileiro” da ditadura militar até às bolsas-família idealizadas pelo zen-lulismo.
Mas infelizmente, senhor presidente, talvez seja mais fácil eleger mil Dilmas do que acabar com a a excrescência política retrógrada desse país. O DEM, como partido, já é um morto-vivo (e Lula, espertamente, pisa num cachorro morto para acender a fúria do “Mar Vermelho”, na reta final de campanha, como se fosse um Moisés ensandecido em busca de uma onda que carregue de vez, Dilma ao topo no primeiro turno, e outros aliados natimortos, como Ana Júlia e Mercadante, para uma réstia de vida política num segundo turno em seus estados…): Arruda foi sua maior estaca. Serra é um zumbi. FHC, um fantasma. Mas o PMDB estará agora, na sombra do populismo Lulista, de olho no butim da “inteligentsia” retrógrada desse país.
Que a Força esteja conosco…
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Serra acusa Peltier de fazer pergunta petista.
Texto do portal Terra,
Em gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se irritou com perguntas sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas e ameaçou deixar a entrevista.
O candidato disse que eles “estavam perdendo tempo falando daqueles assuntos”, enquanto podiam dar ênfase aos programas de governo dele. Após a apresentadora Márcia Peltier citar que a quebra de sigilo teria acontecido em 2009, antes do anúncio das candidaturas à presidência, Serra subiu o tom:
– Que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui precioso, estamos repetindo os argumentos do PT, que você sabe que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui.
Márcia tentou contemporizar, mas não conseguiu acalmá-lo. “A candidata do PT virá aqui?”, perguntou. Após a afirmativa de Márcia, ele retrucou: “então, pergunta para ela”.
“Agora nós vamos falar sobre programas”, tentou prosseguir a apresentadora. Neste momento, Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio. Tentando arrumar o fio do microfone, disse: “eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa”.
Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. “Faz de conta que eu não vim”. “Mas porquê, candidato?”, disse, ainda sentada. “Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (…) Apaga aqui”. “O que o senhor quer que apague?”, perguntou Márcia. “Apague a TV pra gente conversar”.
Márcia pediu que as câmeras fossem desligadas e as luzes do estúdio apagadas, mas Serra continuou falando: “porque isso aqui está parecendo montado”. “Montado para quem? Aqui não tem isso”, defendeu a jornalista.
O candidato voltou a reclamar da pauta das perguntas – que até então, havia se fixado nos acessos fiscais e sobre as pesquisas. “Me disseram que eu ia falar de política e economia”.
Depois de conversar reservadamente com Márcia e o apresentador Alon Feuerwerker, Serra voltou ao estúdio e respondeu a questionamentos sobre economia, saúde e saneamento básico.
Ao final da gravação, Serra foi questionado pelos jornalistas que estavam no local sobre sua irritação. O candidato negou ter se irritado e afirmou que apenas estava “com estômago ruim” porque não tinha tomado café da manhã.
Segundo a assessoria de imprensa da emissora, as perguntas feitas ao candidatos sobre os assuntos que o incomodaram serão mantidas na edição que irá ao ar nesta quarta-feira.
EU DUVIDO … COPIADO DO LIBERAL
Juvenil descarta acordo para o 2º turno eleitoral
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NA TV LIBERAL – Candidato do PMDB se diz confiante de ganhar no primeiro
A TV liberal abriu ontem a série de entrevistas com os principais candidatos ao Governo do Estado. Por sorteio, o primeiro sabatinado no “Jornal Liberal 1ª Edição” foi o candidato do PMDB, Domingos Juvenil. Durante os dez minutos de entrevista aos jornalistas João Jadson e Priscila Castro, ele falou de seus planos para a saúde, segurança e transporte. Abordou ainda a relação entre o seu partido e o governo Ana Júlia (PT).
Juvenil descartou a possibilidade de acordo para um eventual segundo turno. “Não existe nenhum possível acordo. Somos candidato para ganhar as eleições. Não estávamos satisfeitos com o rumo que o Pará estava tomando. Nem com o governo anterior e nem com o atual. Por isso, fizemos um projeto próprio de governo para ganhar as eleições, e se possível no primeiro turno”, afirmou.
É muita viagem do J. Ninos…na realidade o que o Lula quer, para ser curto e grosso, é não ter adversários, ele quer ser o “o cara” do Brasil…cuidado!!!!
Não descartei essa hipótese em meu comentário. Minha ilação tenta ir além do pensamento simplista do golpismo. Quer queiramos ou não e seja um futuro ditador ou não, Lula já provou que é inteligente. Só isso. Sem paixão.
O Lula, em querer acabar com o DEM, me lembrou certa vez, nos anos oitenta e três/oitenta e quatro, de uma entrevista que eu fiz, pois cobria o Palácio Rio Negro como reporter do jornal A Crítica, com o então governador Gilberto Mestrinho. O PT no Amazonas e no resto do Brasil, no embrião, e era formado em sua maioria por intelectuais dos segmentos dos professores, artistas, jornalistas, sindicalistas, idealistas de partidos clandestinos e etc., e apoiava o Boto. Mas, como acontece em qualquer organização e aglomerado que se preze, um dia a casa desmorona e a unanimidade desaparece. O PT, formado por xiitas de todo tipo de carteirinha, virou oposição, principalmente depois que a polícia baixou o pau numa passeata de professores, chamada até hoje de Batalha do Igarapé de Manaus. Encurtando a história, na entrevista perguntei ao Boto como ele vinha encarando as diatribes do PT. O Boto parou, pensou, e largou o verbo: – “Essa seita, que não cabe numa Kombi, vai sumir” …”e esse PDS, vou colocar num saco e jogar no rio Negro”. Deu um para pra acertar, deu confusão, deu rebu…No outro dia, lá estava eu, e indaguei: – governador, o senhor já leu os jornais? -Já, mas não me pergunte sobre as respostas de ontem…mas, quem não está comigo, está contra o meu governo…O Gilberto era assim, sempre deixava um rastro de pólvora depois de um incêndio. O tempo passou, e eu vi o PT crescer e o Boto se tornando um ferrenho denfensor do Lula no Congresso Nacional. É por isso que repito sempre a velha e sempre atual frase do saudoso Tancredo Neves: – “Na política, não pode ser muito amigo hoje, porque amanhã pode ser inimigo. E não muito inimigo hoje, porque amanhã pode ser amigo”. Lulinha, menos, menos, menos, porque um dia tu poderás andar abraçado com o Rodrigo Maia e companhia.
É Dudu, quando não se tem mais nada a dizer, se diz Blá, blá, blá como você
Já que escrevi tanto e você não entendeu nada, vou tentar explicar com uma historinha: Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia ” Kan Ghu Ru “, e portanto o adaptaram ao inglês, ” kangaroo” ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: “Não te entendo “.
O mesmo quis dizer para o Jota, viu ô Pablo Ninos?
Dudu,
O teu ódio pelo PT tem nome e sobrenome: Everaldo Martins. Não nutro ódio pelo PT. Ainda tenho amigos lá. Faço minha análise a partir do que vejo. Você não precisa entender nada. O tempo dirá. Um dia estaremos em algum lugar rindo desse momento… Abraços na Camila…rsrsrs
O pensamento de Jota Ninos não está errado, pois retrata fielmente – talvez ainda faltando algo que seja difícil de examinar – a realidade política de nosso país. Ainda acrescento mais com minha humilde opinião:
Primeiro, quando Dilma ganhar (inevitável), seja no primeiro ou segundo turno, o Fantástico será o primeiro a exibir uma reportagem bem sensacionalista sobre a trajetória política dela.
Segundo, quando o Brasil estiver no topo das grandes potências mundiais, todos vamos olhar pra trás e lembrar que foi um operário com 9 dedos que nos ajudou a chegar ali.
Seja mais honesto garoto, não esqueça de atribuir merecidos méritos ao Fernando henrique, que fez o real e deu o mapa ao Lula, ao Itamar Franco, que começou a consertar essa porcaria, e até mesmo ao Fernando Collor, que iniciou a modernização da republiqueta que éramos. Por quê os petistas têm que ser tão desonestos e adeptos da mentiromania?
Blá…Blá…Blá…Blá…Blá…
Whyskasachê…rs