Poetas amazônicos

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O trono e a taverna

Com a luz dos candelabros que inexistem
bêbados
cantam os lordes na taverna.

Pretendem todos ser “El Rei”

Dissimulados
conjecturam o trono
melodiam a Corte
sorvendo-a na textura
dos vinhos que bebem.

E comiciam, fanfarram,
divertem-se marqueteiramente
indiferentes
às estátuas enfurecidas,
aos lamacentos caminhos,
ao gargalhar das visagens do paço.

Pretendem todos ser “El Rei”

Para isso
tocam e trocam enebriados
os dorminhocos servos
que alternadamente lhes servem.

Pouco importa o custo dessa festa
se afiançado está o trono à taverna.

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De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido no Pará (Alenquer).


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