
A Justiça Federal obrigou o município de Breves, no arquipélago do Marajó (Pará), a comprovar que corrigiu todas as irregularidades existentes na execução do programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD). A decisão, que atende pedido do Ministério Público Federal (MPF), foi proferida no último dia 22.
Se as irregularidades não forem corrigidas dentro de 120 dias, a gestão do TFD será transferida do município para o Estado do Pará, e será aplicada multa pessoal ao prefeito, José Antônio Azevedo Leão, o Xarão Leão (MDB), e à secretária municipal de Saúde, Jucineide Alves Barbosa, determinou a juíza federal Hind Kayath.
De acordo com o Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde), de 748 pacientes e acompanhantes de pacientes de Breves que realizaram tratamento com o apoio do programa TFD em 2021, somente 8 receberam ajuda de custo.
A auditoria do SUS apontou uma série de irregularidades na gestão do serviço pelo município:
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• as solicitações de TFD não são avaliadas por uma comissão de avaliação e autorização;
• não existe o acompanhamento dos processos para verificar a necessidade de renovação do benefício;
• o funcionamento da Casa de Apoio do município não atende às normas do TFD nem às necessidades dos usuários;
• a regulação municipal não garante o prévio agendamento e a garantia de atendimento no município de referência;
• as documentações médicas e administrativas para concessão de TFD não são formalizadas conforme critérios estabelecidos em legislação;
• não foram previstas ações, serviços e orçamento para o TFD no ano de 2022.
Com informações do MPF
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quando tudo que temos é um judiciário leniente por causa de leis feitas por vagabundos, seremos apenas essa coisa imunda. Uma criança em Breves acaba de morrer por não ter como trazer para Belém. https://www.facebook.com/photo/?fbid=6117037104978283&set=a.823785910970122