Denunciado em 2009 por exploração de trabalhadores em situação análoga à escravidão, o fazendeiro Avelino de Déa, dono da fazenda São Sebastião, em Itupiranga, no Pará, foi condenado a 7 anos e 10 meses de prisão.
De acordo com o MPF (Ministério Público Federal) no Pará, autor da denúncia, a sentença foi assinada em novembro pelo juiz federal Cesar Otoni de Matos, da 1ª Vara de Marabá.
Em 2007, 59 trabalhadores foram libertados da fazenda de Déa pelo Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho. Os agricultores eram submetidos a condições de trabalho degradante, a maioria sem carteira assinada.
De acordo com a denúncia, os trabalhadores não tinham banheiro próximo ao local de trabalho, eram obrigados a tomar banho em um córrego, não tinham acesso à água potável e muitos dormiam em barracos de palha e em cochos utilizados para alimentação de bois.
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Por 59 trabalhadores escravos, deveriam pegar no mínimo 50 anos de cadeia. Lucrar com a miséria e desgraça alheias deveria ser considerado um dos peores crimes. E os outros? será que nao existem outros grupos camuflados nesta regiao, já que este Estado tem uma dimençao territorial infinita. Já é hora de parar e pensar, chega de escravidao, fora os burgueses com espirito de imperadores que querem viver esnobando as custas dos menos favorecidos.