por Oti Santos (*)
Confesso que sua partida não me pegou de surpresa, porém não imaginava ser fragilizado por sentimento tão forte, quando a notícia de sua morte me foi passada, logo cedo pelo amigo Nicias Ribeiro. Chorei.
Estava em Belterra, acompanhando a sessão ordinária, a primeira do ano da Câmara Municipal, agora com 11 Vereadores. Logo transmiti a todos o fato fúnebre e imediatamente o encontro foi suspenso após a guarda de um minuto de silêncio.
Ainda bem que estava lá, no coração do município criado por um dos atos de coragem que sempre nortearam o seu perfil como homem público.
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A gratidão ao governador que acreditou na viabilidade de Belterra como município é perene. Lembro da luta travada pela emancipação a partir do projeto apresentado na Assembleia Legislativa do Pará em 1989, inclusive junto aos seus antecessores, nada menos que três governadores, que sempre encontravam como óbice à criação do município o fato de Belterra pertencer à União.
Foram nada menos que seis anos de muita ansiedade, que o digam os deputados Nicias Ribeiro, Antônio Rocha, Wandenkolk Gonçalves, Wilmar Freire e tantos outros, até a sanção da Lei 5.928, em 28.12.1995.
A admiração também é inabalável pelas virtudes que caracterizaram o seu perfil de governante, dentre as quais, firmeza e honestidade.
Descanse em paz, amigo, e o muito obrigado dos belterrenses.
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* É advogado e jornalista. Foi o 1º prefeito de Belterra.
Será que inventaram tudo isso sobre esse senhor? Se a metade for verdade, foi muito que ele fez.
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=46LmRK078Ac#!
Caro Jeso,
O Sr. Oti Santos pode e tem o dever de rasgar elogios ao ex-Governador Almir Gabriel pois foi assim que conseguiu mais visibilidade política e outras coisas que não convém comentar, porém esse senhor deixou um legado triste ao povo do Pará, especialmente Santarém, que foi tratada a pão e água, quando da sua gestão, aliás, essa a marca dos “administradores” pessedebistas. Belém também sentiu toda a sua raiva e seu estilo “grosso” de lidar com o povo e com seus auxiliares. Foi o principal responsável pelo Massacre de Eldorado de Carajás, seu feito mais marcante, pois foi inocentado, graças aos grandes amigos que possuía na Justiça paraense. Outros estão na cadeia em seu lugar.
Na administração do Prefeito Edmílson Rodrigues, Belém amargou um dos piores boicotes políticos patrocinado por Almir Gabriel. Inviabilizou quase todos os projetos que beneficiariam as áreas mais pobres da população belenense. A Cidade das mangueiras virou a cidade dos alagamentos e dos buracos, haja vista que, as verbas que Belém tinha direito sôbre impostos pagos pela Celpa dependiam da liberação do gestor do Estado, que por pura birra política foi trancada por ele. Triste, muito triste. São muitos os exemplos de falta de tato politico e administrativo, tanto que, logo o novo prefeito assumiu, ele liberou o dinheiro. Simão Jatene, sua “cria”, também sentiu na pele todo seu rancor. Tão logo assumiu, se desvencilhou do criador e na eleição da Ana Júlia se juntou ao PT e chamava seu ex-auxiliar de preguiçoso. Morreu no ostracismo político, digno daqueles que não deixarão saudade.
Abs
Um belo relato do competente cronista Oti Santos , Doutor Almir ainda será referência por muito tempo .