Os prefeitos e as profecias

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por Álvaro Cunha (*)

Álvaro CunhaÉ claro que a dinastia Lula, em Brasília, é o exemplo, é a marca principal de todos os nossos defeitos, pois lá estão catalogados todos os macetes, manhas e jogadas para definir o que é o patrimonialismo feudal do Brasil.

Quem quiser entender o Lulão, basta vir a São Paulo; quem quiser entender a história do País, que estude a vida do Lulão profundamente, porque o Brasil está todo ali explicado.

Mas essa caradura tem muitos seguidores, um exemplo rápido rolou terça-feira, 10, quando dezenas de prefeitos de diversas regiões do país discutiram com seguranças da Câmara dos Deputados e invadiram o Salão Verde, o principal da Casa.

É que eles viajaram a Brasília para reivindicar aumento de dois pontos percentuais na cota de tributos que formam o Fundo de Participação de Municípios (FPM).

Questiono-me por que não acionaram a PM com seus cachorros? Onde foi parar o ‘spray’ de pimenta, o cassetete e a bala de borracha?

Ao ingressarem no Salão, os gestores entoaram gritos de ordem para o presidente da Casa: “Receba o povo”! Porém a ida dos prefeitos ao Congresso é parte duma mobilização contra a dominação dos municípios pela União e pelos estados, que, segundo eles, os deixa numa situação ingovernável [coitadinhos].

Voltem pra semana, pois Dilma foi — no mesmo avião — ao velório de Mandela com Collor, Lula, Sarney e FHC: de certa forma um verdadeiro excesso de malas.

Trazendo para nossa realidade e generalizando, há muito município no Baixo-Amazonas que sobrevive com 100% das verbas do Estado e da União. Lugares onde só há funcionários públicos municipais etc. As consequências são os déficits qualitativos em educação, infraestrutura e mobilidade urbana. Mas por que os prefeitos querem dinheiro? Ora, quando não fazem nada com o que tem em caixa, metem a mão grande na bufunfa!

Jesus tem razão quando respondeu aos discípulos sobre o fim dos tempos: “Tudo irá de mal a pior. Será um destruindo o outro, todo mundo odiando todo mundo. Quando ouvirem falar de guerras e ameaças de guerras, não entrem em pânico. Serão notícias comuns. Haverá cada vez mais guerras e conflitos entre os líderes. Em vários lugares haverá terremotos, doenças e fome”.

“Mas fiquem firmes. Resistam até o fim. Vocês não vão se decepcionar. Serão dias difíceis. Nada parecido aconteceu desde que Deus fez o mundo, nem haverá depois. Se esses dias de aflição seguissem o curso normal, ninguém suportaria. Mas, por causa dos escolhidos, a aflição será encurtada”.

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* Santareno, é pós-doutor em etno-antropo-linguística. Reside atualmente em São Paulo. Escreve regularmente neste blog.


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8 Responses to Os prefeitos e as profecias

  • Antes tinha só os “sanriocas”, mistura de santareno com carioca, agora apareceu, por enquanto um, “santaulista”, mistura de santareno com paulista.

    Chico Corrêa

  • Jeso,

    Encontraste um Paulo Francis para o teu blog. Pode-se não concordar com o que ele diz, mas é sempre instigante e divertido de se ler…

  • Jeso,
    Eles queriam só “falar” com o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que, ironicamente, mandou esta: “É com muita alegria que recebo os prefeitos aqui na Casa. Eu sei da situação dos municípios e estou com vocês.”
    Hahaha…

  • Álvaro, ano que vem tem eleição. Qual o deputado doido que receberia os ilustres prefeitos e cabos eleitorais em potencial com spray de pimenta? Nem pensar! Tapete vermelho pra eles!

  • Cunha isso serve para vc “Tudo irá de mal a pior. Será um destruindo o outro, todo mundo odiando todo mundo”. Vc fomenta o ódio contra o ex-presidente Lula, é deselegante na sua forma de se expressar, e faz vista grossa sobre todos os aspectos de melhoria na vida das pessoas mais humildes. “Quem quiser entender o Lulão venha a São Paulo”, ora convenhamos Cunha, o PSDB está no poder a décadas em São Paulo” e só o que vemos é propinoduto, qual a diferença entre o FHC e o Lula? Talvez as pessoas que melhoraram de vida nos últimos dez anos possam responder a isso.

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