
O governador do Pará, Simão Jatene, retomou à agenda de compromissos oficiais pelo Governo do Estado, após passar por um período de acompanhamento e avaliação, procedimento necessário depois que realizou um cateterismo e colocou um “stent” coronário, no início da semana.
No final da tarde e início da noite de ontem, 26, Jatene esteve reunido com executivos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que estão em Belém para conhecer o Programa da Expansão e Melhoria da Qualidade da Educação Básica do Pará, financiado pelo banco, que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está executando.
No encontro, estiveram presentes executivos de 9 países: Japão, Panamá, França, Bahamas, Itália, Uruguai, México, Peru e o diretor executivo para o Brasil e Suriname, Antonio Pinheiro Silveira.
Também participaram do encontro o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e os secretários Adnan Demachki, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, e Ana Cláudia Hage, de Educação.
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PACTO PELA EDUCAÇÃO
O Programa da Expansão e Melhoria da Qualidade da Educação Básica dá concretude ao Pacto pela Educação, programa que integra órgãos públicos estaduais e municipais, instituições civis e empresas visando melhorar os indicadores da educação paraense.
O Pará foi o segundo Estado que mais cresceu no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) 2015.
Resultado desse esforço, a Seduc já começa a colher dados positivos, por exemplo, também no índice de proficiência dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, que, pelo segundo ano consecutivo, cresceu em 2016.
O investimento em educação através de financiamento do BID inclui os setores de melhoria da rede física escolar (projetos em andamento e em licitação); ampliação do ensino; qualificação de educadores; melhoria da gestão e aquisição de recursos tecnológicos.
Os recursos estão sendo investidos em três grandes eixos: o primeiro é chamado de “Expansão da Cobertura e Melhoria da Infraestrutura”, que prevê investimentos em obras e na implantação de um novo modelo de ensino Médio, chamado de “Sistema Educacional Interativo” (SEI).
VIA SATÉLITE
Estão em execução atualmente 17 obras, e mais 13 estão sendo contratadas.
Os dois pacotes beneficiam 19 municípios: Bragança, Benevides, Ananindeua, Conceição do Araguaia, Inhangapi, Maracanã, Pau D’Arco, Salinópolis, Salvaterra, Santarém Novo, São Miguel do Guamá e Uruará, Cametá, Castanhal, Limoeiro do Ajuru, Acará, Abaetetuba, Terra Santa e Belém.
Relevante nesse rol de realizações é o SEI, que está em fase de implantação bem avançada. Levará o Ensino Médio Regular a estudantes de 37 municípios residentes em lugares remotos; eles terão aulas via satélite e pela internet, com ajuda de tutor in loco, em 145 salas de aula interligadas a um centro de televisão em Belém. Essas salas de aula serão implantadas, na grande maioria, em localidades de difícil acesso.
Com essa modalidade, a Seduc vai abrir mais 15,2 mil vagas no Ensino Médio Regular em todo o Estado.
Os equipamentos de transmissão e recepção de sinal de satélite e de internet, bem como a instalação do centro de mídia em Belém, já foram contratados. As aulas iniciarão no segundo semestre de forma experimental e, definitivamente, no ano letivo de 2018.
JOVEM DO FUTURO
A “Melhoria da Progressão dos Estudantes, Conclusão e Qualidade da Educação Básica” é o terceiro eixo, cujos projetos estão em andamento: o “Mundiar” – em parceria com a Fundação Roberto Marinho – é destinado à aceleração da aprendizagem; o “Aprender Mais” atua na recuperação de conteúdo; “Jovem de Futuro” – com o apoio do Instituto Unibanco – trabalha na melhoria do desempenho da gestão escolar.
Outros projetos são: “Alfabetização”, abrigado no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic); “Formação de Habilidades Socioemocionais” (Escola de Tempo Integral) em contratação, formação inicial e treinamento de professores, além da implantação de um Centro de Formação (Cefor, já funcionando). O terceiro eixo é o “Programa de Gestão e Monitoramento da Rede Escolar e Avaliações”, que contempla um sistema de gestão e macro-processamento; avaliação em larga escala e capacitação de gestores.
Além dos recursos do BID, o governo do Estado investe no Programa da Expansão e Melhoria da Qualidade da Educação Básica, uma contrapartida de 150 milhões de dólares, basicamente no recondicionamento da rede de escolas, que tem mais de 800 estabelecimentos em todo o Estado. Para cumprir os prazos, a Seduc está numa operação que envolve um grande número de servidores, empresas, organizações sociais, Institutos e fundações.
“Não se conhece na história da Seduc momento como esse, de grande empenho para se mudar a qualidade do ensino. Estamos ampliando a rede, readequando escolas e equacionando deficiências de instalações; investindo na qualificação de educadores e gestores. São ações concretas, pertinentes ao atendimento das metas que precisamos alcançar”, diz a secretária de Educação, Ana Claudia Serruya Hage.
Fonte – Agência Pará
Boa notícia. Domingo a tarde o Governador ainda se recuperando reúne com os executivos do BID para tratar de um dos programas mais importantes para a Educação no Estado do Pará “O Pacto pela Educação”. Aliás, JESO você sabe que são poucos os Estados que conseguiram financiamento para implantação das ações do pacto pela educação. No caso do PARÁ só foi possível, porque o Estado atendeu as exigências da CAE do Senado Federal e o cumprimento das metas fiscais junto a STN.
Ou seja, apesar da situação macroeconômica do País o PARÁ consegue atender os parâmetros fiscais.
No caso da Educação muitos vão dizer, mais falta isso, falta aquilo e é verdade, mas isto não invalida o fato de que a iniciativa pela implantação plena do Pacto pela Educação, visa exatamente , mudar o status quo atual da Educação no PARÁ. Não vamos esquece que as metas falam em 30% a mais no IDEB em 5 anos. O Estado de Pernambuco depois de 5 anos já está colhendo os frutos, vamos torcer também para que aja a participação maciça dos municípios já que a adesão é espontânea.
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