OAB e delegados publicam notas com diferentes versões sobre episódio em Oriximiná

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OAB e delegados publicam notas com diferentes versões sobre episódio em Oriximiná
Delegacia de Polícia Civil em Oriximiná: palco do confronto entre a advogada e o delegado no último dia 20. Foto: Reprodução/Agência Pará

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Assindelp (Associação e Sindicato dos Delegados de Polícia do Pará) publicaram notas com versões diferentes sobre um episódio recente ocorrido em Oriximiná – dia 20 deste mês.

Nele, se confrontaram a advogada Lia Farias e o delegado Edimilson Faro. Há versões distintas sobre a ocorrência, conforme explicitadas nas 2 notas abaixo.

 

Nota e versão da OAB

NOTA DE REPÚDIO

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Santarém, manifesta o mais absoluto e veemente repúdio às agressões sofridas pela advogada, Lia Fernanda Guimarães Farias, Secretária adjunta da Subseção de Óbidos.

A nobre colega, no último dia vinte de março, foi acionada para acompanhar seu cliente na delegacia de Polícia do município de Oriximiná. Ao chegar na delegacia, Lia, que atua há mais de vinte anos na profissão, foi desrespeitada pela parte contrária de seu cliente, seguido de ofensas e grave ameaça de que “hoje ela apanhava”.

O fato e as agressões físicas foram registradas em vídeo que posteriormente ganhou ampla repercussão na região, por meio das redes sociais e aplicativos de mensagem.

Durante ocorrido, outro agravante foi o posicionamento da Autoridade policial [delegado] que recusou-se ao procedimento contra às agressoras, realizando o ofício 12h após o fato, mediante informação de que a advogada entrou em contato com a Corregedoria de Polícia.

É necessário reafirmar que a advogada estava realizando o acompanhamento de seu cliente, direito este assegurado pela Constituição Federal e pelo nosso Estatuto. Reiteramos que a advocacia é indispensável à realização da Justiça.

Por este motivo a Ordem Santarena soma às diversas manifestações desta categoria em defesa das Prerrogativas sendo inadmissível que advogadas e advogados sejam constantemente alvos da violência de seus direitos durante o exercício profissional.

Ítalo Melo de Farias Presidente da Subseção Santarém; Gilmara Bruce – Vice-presidente; Juliana Martins – Secretaria geral; Patryck Feitosa- Secretário Adjunto; Thiago Ferreira – Tesoureiro

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→ Nota e versão da Assindelp

NOTA DE APOIO

A ASSINDELP (ASSOCIAÇÃO E SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLICIA DO ESTADO DO PARÁ) vem a público prestar apoio incondicional ao Delegado de Polícia Civil EDMILSON BASTOS FARO, lotado no município de Oriximiná, o qual está sendo levianamente acusado de violar prerrogativas da advogada Lia Fernandes Guimarães Farias.

Há que ressaltar desde logo, que a referida profissional estava na Delegacia e ali fora vítima de um crime de menor potencial ofensivo, perpetrado por desafetos de seu cliente; ocorre que a causídica exigia que seus agressores fossem autuados em flagrante delito, autuação não permitida pela Lei nº 9.099/95, a qual há que ser aplicada, independentemente da condição socioeconômica ou profissional de autor e vítima.

O inconformismo em não ter sua pretensão atendida da forma que lhe conviesse, culminou na veiculação de um vídeo incompleto, manipulado para que a “verdade” da nobre advogada viesse a demonstrar uma realidade falseada, levando a erro, inclusive a própria Subseção da OAB, entidade a qual merece todo o nosso respeito.

Repudiamos veementemente a distorção dos fatos e reiteramos nosso apoio incondicional ao Excelentíssimo Sr. Dr. EDMILSON BASTOS FARO

As diretorias.


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3 Responses to OAB e delegados publicam notas com diferentes versões sobre episódio em Oriximiná

  • Certa vez mandaram um recado pra mim , da parte contrária, que iam “fazer isso e aquilo outro comigo ” , iriam me agredir se eu aparecesse na delegacia com meu cliente que era acusado de ter furtado uma rabeta. No dia da audiência caía um temporal em Santarém mas fui com meu cliente a tiracolo … Saltei serena e avisei logo que se triscassem o dedo em mim , todo mundo iria passar no Jornal Nacional , talvez até no Fantástico… “tashi” … Entrei e saí tranquilamente sem nenhum “sururu ” . A delegada gente finíssima por sinal, e o colega , normal … não tinha prova contra meu cliente . Meu cliente é uma pessoa de bem ,estava sendo perseguido por parentes invejosos pois ele estava crescendo na sua comunidade .. Cada uma …aff

  • A advogada fez o pleito verbal. Deveria fazer por escrito, haja vista, que o suposto crime está classificado como de pequeno potencial ofensivo. Teria evitado tudo Isso. Na Delegacia, a Autoridade é o Delegado e teria que se manifestar por escrito. Simples assim

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