Poesia amazônica

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Grita Sim, Tapajós!

Você que é de Faro ou Brasil Novo,
Você é o que tem o cheiro do povo!
Você que é de Almeirim ou Uruará,
Já sabe que a hora é de separar!

Você que é Aveiro, Mojuí dos Campos,
Seu grito ecoa por todos os cantos
De Itaituba a Porto de Moz
Está na hora de usar sua voz!

Grita: Sim, Tapajós!
Por todos nós…
Por todos nós…

Você que é Medicilândia ou Curuá,
Você que não quer mais parar!
Seja em Altamira ou Novo Progresso,
Você já não quer retrocesso!

Você que é de Monte Alegre ou Juruti
Sabe que o futuro é aqui!
Seja em Placas ou em Alenquer
Todo mundo sabe o que quer!

Grita: Sim, Tapajós!
Por todos nós…
Por todos nós…

Você que é de Prainha ou Santarém,
Quer chegar muito mais além
Senador José Porfírio ou Trairão
Diga SIM, no seu coração…

Você que é Jacareacanga, Oriximiná
Sabe que é hora de avançar!
Você que é de Óbidos ou Terra Santa
Agora, só tem um grito na garganta!

Grita: Sim, Tapajós!
Por todos nós…
Por todos nós…

Grita Rurópolis e Belterra!
Grita bem mais forte, berra!
Da Vitória do Xingu à Calha Norte,
Grita teu grito tão forte!

Grita: Sim, Tapajós!
Por todos nós…
Por todos nós…

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De Jota Ninos, poeta amazônico nascido em Belém e “naturalizado” santareno.


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6 Responses to Poesia amazônica

  • Nascido em Belém e naturalizado Mocorongo! Alguém tem que colocar uma música para virar o primeiro Hino de Tapajós. Aproveita essa Duda! Vai pegar mais do que Super Bond nos dedos. De arrepiar os cabelos, Jota! Com a força da alma tapajoara!

  • Sim ao Tapajós!!!! Mesmo longe da minha terra estou torcendo pelo sonhado Estado do Tapajós.

    1. O manifesto do Jota é bem entusiasta. Seria muito interessante se ele ministrasse, mesmo que poeticamente, um treinamento à equipe de coordenação do Comitê de Pro-criação do Estado do Tapajós quanto à popularização do vocabulário utilizado pela equipe: repleto de palavras técnicas que quando chega ao caboclo, ele ouve, mas não entende. Pudera, o comitê prefere mostrar seu lado “intelectual’… mas prático seria usar palavras de domínio do “caboclo”, como as utilizadas pelo poeta supra citado. Aí agradaria até aqueles que “sabem usar o vernáculo” mas que preferem mesmo é a fala cabocla, aquela que une a todos nós.

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