Poesia. Sexo protocolar

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Rimas em ares

No início o casal era só olhares,
cantares, encantados vagares.
Sem falar nos abraçares, beijares,
e navegares em deliciosos mares.

Seguiram-se certas dores e azares,
mas nada que por algum momento
os castigasse com maior tormento.

Hoje, avançados no casamento,
engajam-se, a intervalos regulares,
Em relações sexuais protocolares.

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De Roberto Pompeu de Toledo, jornalista e poeta brasileiro.

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Mutação, de Edwaldo Campos.


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