Das prioridades não-prioritárias de Bolsonaro: a tragédia brasileira. Por Válber Pires

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Das prioridades não-prioritárias de Bolsonaro: a tragédia brasileira. Por Válber Pires

Bolsonaro privilegiou três bases eleitorais e políticas suas no orçamento de 2022: aumentou a verba para o Ministério da Defesa para agradar aos militares; elevou o salário dos membros da Polícia Federal, cada vez mais, um braço político do bolsonarismo; garantiu 16 bilhões e meio para o Orçamento Secreto, leia-se, dinheiro para turbinar campanha eleitoral do Centrão.

— LEIA também de Válber Pires: A necessidade de racionalizar os investimentos das mineradoras no Pará.

O Brasil não está em guerra nem sob ameaça de guerra ou algo semelhante para justificar o aumento do orçamento da defesa nacional.

Os membros da PF ganham um salário base de R$12.522,50, fora os penduricalhos, o que os coloca entre a elite do serviço público e da sociedade brasileira. Os membros do Centrão são representantes de oligarquias hiper corruptas para as quais o que não faltam são fontes de recursos lícitos e ilícitos.

Enquanto isso, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional -Rede PESSAN- atualmente, temos 117 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no Brasil, das quais 44 milhões se alimentam precariamente e 20 milhões passam fome diariamente.

Os membros do Centrão são representantes de oligarquias hiper corruptas, para os quais não faltam fontes de recursos

Em síntese: Bolsonaro prioriza parcela não-prioritária da população brasileira, aquela que já possui recursos suficientes para manter elevado padrão de vida, mordomias e muito poder.

Os bilhões destinados a esta parcela privilegiada falta aos que já não tem quase nada, os que tem fome, os realmente prioritários.

É este modelo de gestão da coisa pública, que prioriza os não-prioritários, que dá mais para os que já muito possuem, que tira dos que pouco possuem, que negligencia os prioritário, que nada proporciona aos que nada possuem, o verdadeiro responsável pelas tragédias nacionais como a fome, a desigualdade social, a miséria, a violência e o nosso subdesenvolvimento.

Em síntese: as prioridades de Bolsonaro são meramente políticas. As verdadeiras prioridades não importam.

<strong>Valber Pires</strong>
Valber Pires

É doutor em Sociologia, pós-doutor em Socioeconomia da Mineração, mestre em Planejamento do Desenvolvimento Sustentável. Escreve regularmente no BJ.


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5 Responses to Das prioridades não-prioritárias de Bolsonaro: a tragédia brasileira. Por Válber Pires

  • uma mala de diploma que diria entender de ciência política, não garante que o dono saiba de alguma coisa. O eleito que fazer o que agrada os seus eleitores e o nosso mito cumpre isso. A maioria elegeu e é a vontade dessa que ele tem que cumprir, apenas isso. Se seu eleitores não quer que ajude a Bahia e nem deixe ninguém ajudar, é isso que ele tem que fazer.

  • Meu querido Cidadão Mocorongo… A tese está disponível no site do PPGCS da UFPa. Entra lá, dá uma lida e faz as tuas observações. Podes contestar criticamente, ou seja, os fundamentos dela: teoria, metodologia, resultados empíricos, análises e conclusões. Inclusive podes até exigir invalidação caso encontres erros nestes fundamentos e apresentes os fundamentos corretos como alternativa. Estou no aguardo e pare de se esconder covardemente atrás de nomes genéricos, ficas parecendo um rato com receio de sair do esgoto onde reside.

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