No ritmo da eletricidade, por Núbia Pereira, <a href=Energia elétrica" width="1151" height="768" />

por Núbia Pereira (*)

Na casa de milhares de pessoas uma onda de energia circula todos os dias. Há uma curiosidade em volta, principalmente porque muitos nem imaginam como isso acontece.

A chegada da eletricidade mudou a rotina de pelo menos 2 milhões e quinhentas mil famílias. A energia que sai das linhas de transmissões passa por subestações que elevam a tensão…

No Brasil, grande parte da produção vem das hidrelétricas, que, com a força da água, movimentam turbinas.

Para ser utilizada pela população, a energia percorre um longo caminho em alta voltagem. É que ficaria complicado recebê-la com toda a força que possui. Seria um estouro! Então, ao chegar nas subestações é feito uma mudança na corrente elétrica e quando sai dos postes ela já está bem mais favorável.

Mas, não relaxa, não! Todo cuidado ainda é pouco, já que há muito risco de choque, se não for utilizada de acordo com os padrões estabelecidos.

O certo é que a partir dessas transformações tornam-se possíveis o funcionamento de máquinas e equipamentos de pequenos e grandes portes, além da luz, para clarear principalmente nossas noites.

Mas, embora o Pará seja fonte de energia, com as usinas hidroelétricas de Tucuruí e Belo Monte, as distribuidoras, como a Celpa, por exemplo, são obrigadas a seguir a legislação do setor elétrico brasileiro (Aneel), que determina a forma de cobrança do produto final – aquela tarifa que chega todo mês, onde são cobrados não só a energia consumida, mas também impostos, iluminação pública, arrecadados pela Celpa e repassados para os governos municipal e federal.

Ah, a Aneel também exige que a energia “daqui” seja compartilhada para o Brasil inteiro e depois redistribuída para cá. E vice-versa…

Esse é o pingo do i do setor elétrico que muita gente ainda insiste em não ver. Em todas as letras fica claro que para conseguir energia pra gente, a distribuidora tem que comprar em leilões nacionais organizados pelo Governo Federal, senão “necas de pitibiriba”.

O mestre em Administração, especialista no setor energético, Mauro Romero, defende a tese de que “a maioria das pessoas não sabe o que está obtendo até o momento de deixar de obter. Enquanto estiver utilizando os benefícios da energia, o consumidor não estará atento à qualidade do serviço, mas no momento em que a energia faltar, ele perceberá que o contrato não está sendo cumprido e, por causa da sua insatisfação, começará a reagir”.

E continua: “Essa percepção na hora em que o serviço é interrompido torna a relação entre empresa e cliente difícil de ser administrada, pois a distribuidora só é lembrada no momento da insatisfação, e não no instante do sucesso ou da satisfação por seu emprego”.

Vale lembrar que, durante cinco anos de gestão no Estado, a distribuidora de energia tem feito altos investimentos, visando garantir maior e melhor qualidade à população paraense. Mas, convenhamos, no caminho percorrido, a energia está sujeita a interrupções causadas, na maioria das vezes, por fatores climáticos.

E vale esquecer, o tempo da lamparina, dos famosos “rodízios”, porque hoje o Pará todo vive às claras com hospitais, escolas, comércios, indústrias… funcionando no ritmo da eletricidade.

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* É jornalista.

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