por Jota Ninos (*)
Pra início de conversa sou filho de uma marapaniense (da terra do carimbó) que um dia cruzou com um comerciante grego e viveu uma paixão tórrida em alguma viela próximo ao Ver-o-Peso e me fiz belenense da gema. Vivi meus primeiros 15 anos de vida no microcosmo da elite de Belém, entre as praças da República e Batista Campos, vendo o mundo do 24º andar do maior espigão amazônico à época, o Manuel Pinto da Silva.
Desde o dia em que cheguei a Santarém, em março de 1978, comecei a descobrir um Pará que eu desconhecia. E entendi que o Pará estava, irremediavelmente, dividido em meu coração.
E este pode ter sido um dos maiores méritos da campanha de rádio e Televisão sobre o plebiscito, que se encerra hoje no Estado do Pará: o Brasil, assim como eu em 1978, começou a descobrir que existe um novo Pará entre tantos Parás que aqui sempre existiram!
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Nunca antes na história deste Pará, a mídia nacional e internacional voltou seu foco com tanta insistência para o “sentinela do norte”, como é decantado em seu hino o estado representado pela estrela solitária acima da frase Ordem e Progresso, no Pavilhão Nacional. Aliás, até o hino paraense foi tirado de algum baú da memória para tornar-se refrão de baladas ufanistas de quem não quer dividir o que já está, há muito dividido!
Afinal, o que tem a ver um cidadão de Faro com um de Tailândia ou de Soure? Qual a relação entre o cara que mora em Bonito, o caboclo de Curuá, ou ainda algum roceiro de Bannach? Não estou falando grego: estes são alguns dos 144 municípios desse extenso Pará, de cultura tão diversa.
Os Parás divididos por linhas imaginárias que mal representam qualquer territorialidade, foram expostos visceralmente nesta campanha. Todos, até o governador do Estado (que ficou conhecido na campanha como “SimNão Jatreme”, por sua postura vacilante, ora dizendo-se neutro, ora vociferando NÃO), têm consciência de que o Pará não será mais o mesmo a partir do dia 12/12, independente do resultado das urnas.
Mas o principal mérito da campanha, com certeza, foi fazer com que o povo paraense também descobrisse que o Pará não é só um, e de repente cada um paraense de Belém resolvesse proclamar o seu próprio Pará, embalado pela batuta do publicitário-mor do tucanato paraense, o papa-chibé Orly Bezerra. A cantora Fafá de Belém vaticinou, entre prantos e cantos em um dos programas ufanistas de Orly, que ninguém divide “o meu Pará”!
O Pará de Fafá é o mesmo de Ganso, o grande jogador santista, de Dira Paes, a atriz global de sucesso, e de Leila Pinheiro e Nilson Chaves, entre outras celebridades do mundo artístico paraense que foram declarar seu voto em clipes no estilo “We are the world”. Para quem do outro lado acredita que o Pará não é esse de Belém, destilou-se o ódio contra aqueles que um dia embalaram nossos ouvidos com a genuína música paraoara (ou parauara), com o gosto do tucupi azedo que os belenenses adoram (eu aprendi a gostar também do tucupi doce de Santarém).
Como paraense de Belém, entendo o sentimento de todos os que participaram da campanha e se empenharam em negar que existe uma divisão. Nós, paraenses de Belém, somos domesticados desde pequenos a entender que o Pará termina em Ananindeua, um pouco além da área metropolitana. O Pará é um signo, um mantra que sobrevive das lembranças de um passado pujante e esquece o caos e as agruras do povo na corda do Círio de Nazaré. O Pará, do tacacá ao tecnobrega, não bebe na fonte dos outros Parás. As demais regiões são apenas lugares exóticos onde um bom paraense de Belém vem desfrutar férias, depois de cansar do sal de Salinas ou do “algodão” de Algodoal.
É esse o Pará da chorosa Fafá que nenhum paraense de Belém quer ver dividido. Fafá que já foi de Belém do Pará (hoje é mais de Portugal), um dia até tentou tirar o codinome Belém num de seus primeiros discos, mas recuou a ser repreendida pela elite parauara. É essa Fafá que chora um Pará que ela mesma renegou um dia e que ainda não conhece tão bem… Mas não deixarei de ouvir Fafá, por conta disso. Acredito que continuaremos sendo amazônidas, convivendo numa grande área que terá que se dividir, seja agora após o plebiscito, seja em outro momento qualquer.
Helenilson Pontes: o político “banana” que merecemos!
Esta foi a única campanha da história do Brasil onde um marketeiro de renome internacional foi alvo de campanha sórdida, movida pela mídia do Pará de Belém. Duda Mendonça, de herói do marketing nacional virou bandido saqueador, e todos os seus podres foram reverberados por uma mídia raivosa comandada por Maioranas e Barbalhos.
E Duda atacou o coração do tucanato com peças que expressaram o descrédito dos paraenses, aqueles de Belém, no seu líder maior, Simão Jatene. Aliás, o Pará de Belém não tem líderes políticos, tem apenas arremedos de caudilhos, órfãos baratistas ou não. Não que isso não se repita no Pará de Carajás ou no Pará do Tapajós. Aqui e alhures também temos deficiência de políticos sérios, mas isto não quer dizer que não seja legítimo o desejo de se emancipar. Esse desejo não é apenas uma pretensão de “políticos oportunistas” como quis fazer crer a campanha orlysta.
Aliás, enquanto todos os políticos em cada região se uniram em torno da mesma causa, SIM ou NÃO, Santarém vai ter que conviver com mais um “político banana” em sua recente história. Repetindo o folclórico Odair Corrêa (o vice dos mil e um seguranças), o vice-governador, o santareno (será?) Helenilson Pontes se acovardou e comeu abiu. E mesmo quando o “chefinho querido” saiu em campo para defender o Pará de Belém, Helenilson ficou posando de bom moço no papel que mais adora representar: de iluminado-tecnocrata-tributarista-engravatado-reunindo-com-ministros. Não só se calou covardemente, como impediu que os nordestinos que ainda acreditam nele por aqui, não dessem qualquer contribuição para a campanha do SIM! Helenilson é a Ponte que caiu, nesse plebiscito. É o político-banana da hora, que merecemos…
O desejo secular reprimido e a vazão nas novas mídias.
As diferenças culturais seculares, o desejo de desmembrar – naturalmente – aquele gigante adormecido conhecido como “Província do Grão-Pará e Maranhão”, nomenclatura imposta pelo colonizador português que nunca respeitou as diversas culturas do norte e nordeste (tapajoara, marajoara, manauara e tantas outras), permearam os sonhos daqueles que lideraram em séculos passados o surgimento de novos territórios amazônicos e nordestinos. Mas o Pará e o Amazonas continuam grandes, ainda sufocando algumas destas culturas em seus territórios. Nos últimos 60 anos, várias tentativas foram feitas através de projetos apresentados no parlamento, até que em maio deste ano, fomos quase que surpreendidos por uma votação na Câmara Federal que nos jogou no colo um pleito plebiscitário.
O paraense de Belém, de repente, foi sacudido por algo que não conhecia. E foi aproveitando este desconhecimento que a campanha orlysta privilegiou o marketing ufanista e tacanho sobre o “grande Pará” e o “Parazinho”. Siglas como FPE, PIB, IDH, IPEA, IDESP entremeadas de cores vermelhas da bandeira contra o verde do SIM, acenderam discussões apaixonadas e passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Os políticos do SIM foram execrados como “esquartejadores”, “separatistas”, “oportunistas”, “estrangeiros”, num festival de xenofobia e discriminação de políticos da elite de Belém, de olho nas eleições da capital.
A internet foi invadida por hordas de internautas numa batalha de palavras, muitas vezes permeada pela passionalidade em detrimento do raciocínio. Ou com ataques vis com incitação à violência, de uma virulência exacerbada.
Como sempre acontece em campanhas eleitorais, os programas de rádio e TV não conseguiram ir a fundo no debate das questões principais. E os debates televisivos entre os líderes das Frentes então, foram meros shows de pantomima perdidos entre minutos e segundos de réplicas e tréplicas, onde no final todo mundo venceu, de acordo com o programa do dia seguinte…
Na segunda-feira saberemos qual estratégia de marketing conseguiu alcançar seus objetivos. Este jornalista, que um dia já foi paraense de Belém, agora é e sempre será paraense do Tapajós. E seja SIM ou seja NÃO, segunda-feira estarei pronto para as novas batalhas que todos os tapajoaras enfrentarão, sem medo de ser feliz (menos o banana do Helenilson…).
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* É jornalista, nascido em Belém do Pará e renascido em Santarém do Tapajós.
Esse que se entitula ” paraense do oeste é um tremendo de um mentiroso e tá mais pra ser um paraense lá de Belém do novo Pará do que do oeste, prepotente e ridiculo em seus comentarios.
Jota Ninos, gostaria de sugerir primeira a criação do Estado do Tapajós.
Para o futuro a criação do Estado do Carajás e o Estado do Calha Norte.
Assim seria mais fácil.
O Tapajós tem mais tradição nessa luta. A configuração geográfica do atual projeto em debate, pode não ser a mais perfeita. Dentro do Tapajós caberiam pelo menos mais dois estados: o da região da Calha Norte (acho melhor o nome Trombetas) e o da região do Xingu. Mas isso é debate pra depois. Agora é hora de SIM, 77!
Sou PARAENSE, de raizes BELENENSES e SANTARENAS, minha mãe veio de Santarem com minha avó para tratamento médico e por aqui conheceu meu pai, não posso me dizer um profundo conhecedor do estado, mas posso afirmar que ja vi muitos lugares, e que o meu PARÁ não se resume a Belém e Ananindeua como afirma o Blogueiro, meu Pará é feito de gente sofrida, tanto aqui em Belém, nos bairros da periferia, que também padecem da falta de saneamento, violência, ônibus lotados, sujos e danificados, quanto de outras tantas cidades nos quatro cantos deste estado. As diferenças culturais realmente existem entre nossas cidades, mas se assim pensarmos teremos de dividir o Brasil, pois o que tem haver um Paraense e um Gaucho?!!!! Assim como se afirma que o povo de Belém não conhece o “restante do estado”, acho que também o “restante do estado” não conhece Belém, quando afirma que produz a riqueza e Belém fica com TODO o dinheiro.
Ninguém afirmou que o Pará não é feito de “gente sofrida”. O que defendo é que a elite de Belém incute na gente da capital o sentimento de um Pará que não vai além de Ananindeua. Muita “gente sofrida” de Belém vai votar NÃO exatamente por isso. Se você acha que Belém não fica “com todo o dinheiro”, basta olhar a divisão dos recursos nos sites oficiais: mais de 80% é levado para a capital e o entorno, sendo que o resto é dividido pelas regiões sul e oeste. Essa dinheirama acaba alimentando os políticos corruptos da capital. Quanto às questões culturais, o que define um povo é exatamente sua cultura e não o território. Os limites territoriais são impostos por leis. Já a cultura se impõe por si só e acaba de esparramando por determinado território, sem respeitar limitações.
Essa essa falácia de que um estado diverso deve ser dividido para conseguir desenvolvimento apenas por questoes culturais e costumes, deveriamos em vez de lutar por emancipação de estados, mas por emancipação dos estados em países independentes, já que o Brasil tem dimenções continentais e uma das maiores diversidades culturais do planeta. Essa afirmação é muito rasa para uma questão tão profunda.
???????????????
Você faz parte das elites, to fora da tua opinião.
Voto 77
Você é da elite do oeste sangue suga
Chorei lendo seu texto, muito bom foi o texto mais INTELIGENTE e VERDADEIRO sobre o assunto que já li, PARABÉNS e continue assim o BAIXO AMAZONAS precisa de vc.
Obrigado, Kátia. 77, SIM!
E depois criticam a Fafá por chorar na propaganda, é apelação e hipocrisia dos dois lados.
Você parece ser um grande hipócrita, utilizando esse codinome só para enxovalhar quem acredita numa ideia.
Jota, como sempre vc arrasou!!! SIM Tapajós 77!!!
TAPAJÓS, SEMPRE!
Jota,
O Paulo Monteiro descrevendo a forma brilhante que o Lúcio Flávio Pinto escreve, mas me parece a história de um cara qualquer, que não Beija quando Transa, é só conhecimento e racionalidade.
Falando de ti, Belenense adotado por Santarém, escreves com conhecimento profundo e também de forma brilhante, mas teus textos tem o que mais precisamos e que falta para aqueles que estão em uma redoma de vidro da intelectualidade brasileira, Misericordia pelo ser humano. És e estás sendo Misericordioso com o povo do Pará, do Tapajós e de Carajás, e relatar quem está nos virando as costas é uma atitude de quem olha pelos menos favorecidos.
Outro dia conversando com amigos desabafei sobre as celebridades, não dá para esquecer que viraram as costas para a pobreza, pensaram como riquinhos da capital que usufruem do conforto da região Sul, Sudeste e da Europa, nenhum mora em Belém. Com estes serei radical, e isso inclui os politicos da nossa região que também nos trairam e permitiram um apedrejamento em praça publica diante do nosso pleito, é covardia o que a população do Sim passa em Belém com um vice Santareno, é covardia que chega a revoltar!
Querer e trabalhar pelo melhor para quem precisa, está além da intelectualidade de que está fechado em uma redoma de vidro com portas de ouro.
Abs no coração,
Telma Amazonas do Tapajós
Valeu, Telminha! Vamos nos ver no dia da votação. E desde já te convido a participar de um movimento que começa a ganhar força: TAPAJÓS, SEMPRE!
Independente do resultado das urnas, vamos ter muito trabalho depois do plebiscito e precisaremos de pessoas aguerridas como você!
O teu texto e belo e sincero, tenho o mesmo sentimentos pelo Tapajós, agora meu amigo…, falando de campanha pela tv, tenho sérias duvidas,” este jogo” a maior parte das vezes e sujo, mentiroso e desleal, tem que se saber jogar, senão….,perde.
Amigo, você ainda vai poder contribuir no futuro com nossas aspirações. Seu olhar de cineasta, pôde ver de perto o que vivemos por aqui, quando falou de Belterra.
Ainda nos encontraremos pela frente, e espero que um dia possa fazer um documentário sobre um novo estado que surgiu do sonho de uma população.
TAPAJÓS, SEMPRE!
2012 o estado do Pará é a minha bola de vez, como documentarista vou contar uma outra história, que não posso comentar agora, mas é tão importante quanto a história de Fordlândia. Adoro estas bandas do Tapajós e farei tudo que estiver ao meu alcance para estar junto desta terra e deste povo, espero que dia 11 de Dezembro seja um dia histórico.
Caro J Ninos ao contrario de ti maus pais,meus avos e eu mesmo nascemos em Alenquer,no Baixo Amazonas como sempre foi chamado e nao no Tapajos .Creio que o maior erro da campanha do Sim foi se atrelar a de Carajas.Para que possamos ter um Estado precisamos ter um PÒVO e isso a regiao do Baixo Amazonas tem por atraves dos tempos ter miscigenado e ter cultura propria. Isso o Tapajos tem,o que a nosso ver nao esta consolidado na regiao de carajas com cultura ainda em formaçao.Ao contrario da informaçao do medico teu amigo vou votar no Sim para Tapajos e Nao para Carajas,mas isso nao suprime o fato de ter procurado informaçoes como no caso do artigo do Lucio Flavio para que meu voto seja consciente como sempre procurei fazer na vida ,Tambem Jota me preocupo muito com os necessitados porem sem repugnancia pelos que de forma honesta conseguiram sucesso na vida.Sugiro que repenses os teus conceitos. um abraço fraterno i
Folgo em saber que minha informação esteja errada. Vamos então à luta, pelo 77! Se o sr. só vota no Tapajós, eu respeito. E quanto à estratégia de campanha, depois de terminada teremos que avaliar o que foi certo e o que foi errado.
Agora, em nenhum momento mostrei qualquer “repugnância pelos que de forma honesta conseguiram sucesso na vida”, porque estaria atirando no próprio pé! Não sei de onde o sr. tirou isso. E realmente, ao contrário do sr. não nasci aqui, mas ficou bem claro no meu texto que absorvi, estes anos, a cultura daqui e abandonei o discurso de Belém.
Um dia nos encontraremos e chegaremos à algumas conclusões que não nos colocarão em lugares adversos. Nossos adversários estão do lado de lá… Pras bandas de Belém…
De qualquer forma obrigado por contribuir com o debate, de forma civilizada.
Concordo totalmente. Se os paraenses do oeste tivessem feito uma campanha individual e que coloca nao colocasse Belém e seus habitantes como inimiga, as chances de Tapajós emancipar seriam muito grandes. Porque parte da população de Belém veio do oeste, mas hoje ama Belém, pois a grande maioria são pessoas formadas, com um padrão de vida bom e sempre foram muito acolhidos pelos habitantes de Belém, e principalmente com muito respeito.
O oeste foi influenciado pelo pessoal da campanha do sul do Pará de não paraenses, e de marqueteiro que lutou para não dividir o seu estado da Bahia, mas acha que tem o direito de vir trabalhar em prol da divisão de um estado que ele nao conhece. Os políticos do sul do Pará que desde sempre rejeitam, não apenas Belém, mas o restante do Pará, inclusive o oeste, nos chamando de parasitas, e que trabalham para nos sustentar. Estão apoiando o Tapajós agora porque é conveniente para eles, do contrário, estariam falando de todo o resto do Pará, inclusive do oeste, as mesmas acusações que fazem com o povo de Belém.
Não se iludam povo do oeste, os políticos do sul do Pará não estão preocupados com o desenvolvimento dessa região, mas usando vocës para conseguir o objetivo deles que é ficar com as maiores riquezas que tem no estado do Pará, e que também pertencem a vocës povo do oeste. E nós todos temos direito a usufruir dela.
Paraenses, vamos ocupar o Pará, vamos tomar conta do que é nosso, não deixemos que forasteiros venham para nossa terra dizer o que é bom para nós.
Tapajós, Sempre, amigo “Paraense do Oeste”…
Lila, respondendo a sua pergunta. A vitória do não é a vitória do satus quo. Pessimista, eu não sou, sou realista, porque moro em Belém e sei quando alguém vence eleicões, pela manifestacão da maioria, como nas eleicões comuns. Voces não tem a mínima chance, porque a maioria dos eleitores é daqui. Quanto ao Lucio, acredito que ele seja contra devido ao aumento de despesas, o que é verdade, alguém tem que pagar a conta, no caso, nós contribuintes. Aliás, só se investe com dinheiro e ele vem do povo. Não existe almoco grátis. Mesmo assim, defendo a divisão. Imaginem um plebiscito em MT e GO antes da criacão de MS e TO. Obviamente, o não venceria. Já dei a sugestão: lutem pelo território federal e a longo prazo vocês e Carajás terão os seus Estados, sem depender de nós, paroaras.
Jorge Santos, concordo em parte com o que você diz. Quando entramos nessa luta, sabíamos da desvantagem numérica. mas nosso pleito é mais que secular e o que se viu na campanha não foi só a manutenção do status quo, e sim uma radicalização para esmagar qualquer pretensão. isto acontece em Israel, contra os palestinos e já aconteceu em outros lugares. Mas como ocorreu na Iuguslávia, onde milhares morreram para redefinir suas fronteiras, um dia conseguiremos criar este estado, talvez sem derramar sangue. A luta não termina no plebiscito. Ele é apenas um grande passo rumo ao futuro. TAPAJÓS, SEMPRE!
Nas próximas eleições saberemos dar o troco, temos que nos unir e eleger o maior número de representantes quanto possível e forçar o desenvolvimento da nossa região, pela força política.
Paulo, por isso é que precisamos gritar: TAPAJÓS, SEMPRE!
Aquela parábola….
lá se encontrava o corpo estendido no chão, atacado por salteadores. Desceu por lá um dos sumos denominado Zenaldo, disse Não e passou ao largo. Após este, desce o que supostamente deveria ser Sabino, não estende a mão com seu Não. Eis que um Catarina, daquele estadinho que zombam só servir para separar o Rio Grande do Paraná, um publicano da Receita, diz SIM.
O presidente da Frente Contra a Criação do Tapajós, deputado Celso Sabino de Oliveira (PR), é um digno representante da elite de Belém. Mas seu pai, Cypriano Sabino de Oliveira, grande proprietário de embarcações, iniciou seu negócios na região oeste do Pará, em 1970, quando transportava cargas de Belém para Santarém e Itaituba e vice-versa. Hoje a família é proprietária da empresa de navegação Sanave, e se beneficiou dos empreendimentos na região como a Zona Franca de Manaus e construção da Transamazônica. Celso Sabino foi até homenageado pelo pai, quando este adquiriu o maior Ferryboat da América Latina no final dos anos 1970 e lhe deu seu nome. O Grupo Sanave, dos Sabino, segundo o Portal da Navegação (https://goo.gl/YLJ5F) “está partindo para mais um importante segmento, que envolve até bilhões de reais, pode-se dizer assim, ligado a exploração de um produto especial no estado do Pará e no estado do Amazonas, em terrenos de sua propriedade”. Celso é irmão de Cipriano Sabino Júnior, ex-deputado e atual presidente do TCE – Tribunal de Contas do Estado,outro que também é contra nossa luta, mas que sempre ganhou votos nesta região. O deputado que trabalha contra os sonhos da gente do oeste do Pará é um homem rico: aos 33 anos, tem uma fortuna considerável, como se pode ver em sua declaração (https://goo.gl/YPzed) junto ao TRE, quando se candidatou deputado estadual. Celso não foi eleito ficando na suplência, mas acabou sendo favorecido pela saída de um deputado eleito pela região oeste do Pará, Júnior Hage, que assumiu a Seter – Secretaria estadual de Trabalho e Renda. Deputado de primeiro mandato e representante das empresas de navegação de Belém, mas sem expressão política, viu a chance de se promover como defensor do Pará, entrando com um pedido junto ao STF – Supremo tribunal Federal, contra o projeto aprovado em maio deste ano, que previa o plebiscito. Ou seja, ELE FOI CONTRA INCLUSIVE À CONSULTA POPULAR, um ato extremamente anti-democrático.
Independente do resultado do dia 11, quando alguém me perguntar de onde eu sou, eu vou dizer: SOU TAPAJÔNICA, com muito orgulho e muito amor.
Isso Sara! TAPAJÓS, SEMPRE!
Bobagem!!! Isso não muda nada. Os paraenses do oeste não precisam desprestigiar o Pará para conseguir os seus objetivos ou o desenvolvimento dessa região. Precisam saber votar, escolher bem os seus representantes, que sejam competentes e honestos. Dizer que é tapajonica ou chiita não vai melhorar a vida das pessoas, inclusive a sua. Se o estado for criado voce ainda assim será paraense, tapajonicos serão os nascidos após a implantação do estado. É por esse tipo de comportamento que os paraenses do oeste conseguiram a rejeição da população de Belém e da pequena parte que querem deixar como sendo o Pará, porém com a grande maioria da população.
Você renega a cultura tapajônica, meu caro “Paraense do Oeste”. Os Tapajó foram a na ção indígena mais forte da região, os legítimos donos da terra. Ser paraense é apenas admitir os limites territoriais do chamado “Grão-Pará e Maranhão”, denominação dada pelos portugueses colonizadores ao vasto território hoje chamado de de norte e nordeste brasileiro. A denominação Pará, refere-se ao rio Pará que na verdade é um “braço do rio Amazonas que corre ao sul da ilha de Marajó, recebendo as águas do Tocantins”, como dizem os geógrafos.
Portanto, você, “Paraense do Oeste”, deveria se orgulhar de ser tapajônico e não viver de uma mentira territorial que muito menos tem a ver com suas raízes culturais. Aliás, a cultura Tapajós se expandiu por toda a região e acabou nominando o nosso rio, que pelo índios era chamado de Paraná-Pixuna. Daí também não poderem os “paraenses do oeste” que não tenham suas áreas banhadas pelo Tapajós, refugar esse nome. O rio foi batizado assim por conta da nação indígena que aqui reinava.
Cara você joga em outro time.
Meu caro “paraense do oeste”, que está com cara de ser mais belenense, rss. Você não sabe o que é identidade cultural? A minha identificação cultural é com Santarém, com o rio Tapajós, com as praias do Tapajós, com as músicas do Isoca, com o piracuí com banana frita…etc. A minha identificação é tapajônica, não é com o Rio Guamá, com o Ver-o-Peso, com Belém. Sou tapajônica, meu caro. O Tapajós, é um outro mundo, dentro do próprio Pará.
Saudações tapajônicas.
já estão jogando a toalha !!!! qua !!! qua!!!qua!!!! adoro ver sofrimento de mocorongo !!!! vão comer o pão que o diabo amassou na nossa mão a partir do dia 11!!! ah! se vão !!!!
Já estamos comendo a muito tempo, seu Debilóide,, mas isso vai mudar, ah se vai!!!
Faro é uma Terra de gente humilde mais trabalhadora, bom pra cachorro será qdo sua família xegar por aki!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
77 & 77
Concordo com vc, meu irmão, vamos mudar essa realidade e ainda dizem que querem a união??? Por isso Vote SIM E SIM!!!
Ilmo sr. jcosta.
Se vangloriar por ver sofrimento dos outros é de assustar.
O sofrimento de muita gente de Santarém, Óbidos, Faro, itaituba, Alenquer, Monte Alegre etc… não é muito diferente do sofrimentos dos mais pobres de Belém, lá do Guamá, Terra Firme, Jurunas…em especial daqueles que precisam acordar 5 horas da manhã, para pegar uma ficha no Ophir Loyola, daquelas grávidas que perdem seus bebês na porta da santa Casa, daqueles que morrem na frente do PSM do Guamá sem atendimento. O seu egoísmo, é de dar PENA!! Fique com o seu Parazão, que eu fico com a solidariedade aos que sofrem.
Você é digno de pena! Pior ainda ser for professor universitário… teria pena de teus alunos.
Caro Jeso .Li a pouco um artigo escrito pelo meu amigo mocorongo Lucio Flavio PInto no Jornal do Taspajos Blog.Como sempre, brilhante fazendo uma analise profunda sobre o assunto,sem ataques pessoais e que serviram para elucidar minhas duvidas.Lamentavelmente,o artigo do Jota Ninos mais do que esclarecimentos que pudessem orientar os eleitores age com paixao e ataca pessoas..Vamos votar com a razao .pois ao nos afastarmos dela cometemos a possibilidade maior de erros.
Para vc o Lúcio Flávio é brilhante porque é contra a criação de novas estados. A matéria que escreve não deixa dúvidas sobre isso.
Inclusive em seu artigo, coloca picuinhas, como Belo Monte (o Pará nada ganha com hidrelétricas e ele sabe disso, mas finge que não sabe) e a futura capital do Tapajós.
Como o J Ninos é a favor da criação do Tapajós, para vc o comentário dele ataca as pessoas.
Lembre-se, meu caro, que o Lúcio Flávio, assim como os demais paraenses contrários à criação do Tapajós agravam a falta de cidadania e de dignidade das pessoas que vivem no Baixo Amazonas.
E mais que isso, estão cometendo UM CRIME CONTRA A ESPERANÇA, por um apego a algo de que nunca usufruíram e jamais usufruirão: o tamanho paquidérmico do Pará e suas riquezas, que nunca foram e nunca serão da população do estado. Os donos dos minérios das terras do Pará nem brasileiros são.
Desculpe-me dizer Dr. Paulo Monteiro, mas sei (através de um médico, amigo seu) que o senhor (que é de Alenquer) já declarou ser contra a criação do Estado do Tapajós e, talvez por isso não tenha gostado do meu texto, preferindo o do colega Lúcio Flávio Pinto que – infelizmente – deixa nas entrelinhas de seus sempre bem escritos textos sobre este tema, a nítida impressão de ter uma posição contrária à criação do Estado do Tapajós, apesar de seu pai, o ex-prefeito Elias Ribeiro Pinto, ter sido um dos pioneiros da região a retomar o anseio de emancipação regional (nos anos 1950), quando era deputado.
Respeito sua opinião e a de Lúcio Flávio, principalmente dele pelo qual tenho profunda amizade e carinho, até porque fiz meu TCC em jornalismo estudando o período em que seu pai foi prefeito desta cidade, tendo sido injustamente cassado e de forma ainda não bem explicada. Ainda quero dedicar um tempo no futuro para ir a fundo nesta história.
Mas voltando ao Tapajós, cada um pode expressar a opinião que quiser, desde que assuma de forma explícita o que pensa. Assim, espero ser respeitada a minha opinião, que acho ter sido bem clara: sou um belenense que abraçou essa terra e essa região e que entende como os paraenses de Belém vêm nossa aspiração, que poderia ser sua também, não fossem as picuinhas regionais.
Lamento que alguns dos que nasceram nesta região prefiram dar as costas para a história e se apeguem a detalhes inspirados na versão dos “capitalistas” (rsrsr) de Belém. de qualquer forma, obrigado por perder seu tempo lendo minhas mal traçadas linhas.
Boa Jota.
Mestre, tudo que deveria ser dito você colocou de forma clara para que qualquer Paraense possa compreender esta necessidade da criação dos novos Estados.
Que reflitam um pouco e nos deixem começar a caminhar com nossas próprias pernas, cometer nossos próprios erros e acertos, para que só assim possamos pagar os pecados por nós cometidos, e não continuarmos a pagar o preço que pagamos até hoje por governantes eleitos atualmente pelo possível Novo Pará, que é onde predomina a grande maioria dos eleitores e da maioria do número de políticos por eles escolhidos para representar nossa Região.
Não podemos esquecer que a grande maioria de eleitos e eleitores nem se quer conhecem nossa região, quanto mais nossa realidade de vida e, nem tem a pretensão de conhecer ou vir morar pra cá.
Não posso provar, mas tenho certeza que nem o Apóstolo Judas foi mais falso que as lágrimas forçadas da cantora Fafá de Belém.
Não tenho pretensão de muda r a cabeça de alguns em Belém. Mas estou fazendo a minha parte com o texto, que enviei diretamente a parentes e amigos, na esperança de reverter algumas posturas. Cada um de nós tem que fazer este esforço nos últimos dias. Temos que acreditar que o nosso sonho é possível, apesar de existirem aqueles que são contra nós.
Athias, vizinho, por isso que Jesus respondeu qdo Judas perguntou…Serei o traidor mestre??? E Jesus que já sabia de cor quem iria trai-lo…respondeu: lhe lhe lhe lhe lheu????
CORRIGIDO 2
Jota Ninos você é maravilhoso meu irmão. Parabéns pelo primoroso texto que nos encanta e enche de esperança de um dia vermos nossos sonhos realizados. Você disse o que eu queria dizer e escreveu o que eu queria escrever. Exilado aqui na capital e vendo como a mídia preconceituosa em meio as mediações de tantas idéias das quais as hegemônicas nos colocaram como uma “meia dúzia” de oportunistas que não amam o “Parázão” e que o que queremos é destruir o grande Estado e transformá-lo em um “parázinho”. Obrigado mano por me confortar intelectualmente e me amparar emocionalmente neste tempo de distâncias e de sentimento de estar em uma terra tão próxima e tão distante, como numa arena estranha, pronto pra ser devorado por torcedores raivosos do bicho papão e mesmo do meu leão, em uma pré-anunciada vitória esmagadora do intolerante “não e não”. Estaremos amanhã em oração, realizando aqui na capital uma “Vigília Ecumênica em prol do Sim intitulada “Belém olhai por nós”, rezando pelo Novo Pará, pelo Carajás e pelo nosso querido Tapajós. Deus te abençôe meu colega e sempre te faça um jornalista comprometido verdadeiramente com o interesse público. Saudações tapajônicas.
Ave, Cordeiro de Deus. Não deixai-vos te imolarem por aí… O fanatismo dos “NÃOZISTAS”, tem ido além da nossa imaginação…
To em oração mano… Nossa Senhora da Conceição nos protegerá… Abraço!
Um dos textos mais coerentes que já li sobre o tema. Só discordo do termo “banana” isso ofende a fruta, pelo menos ela tem alguma utilidade, já o Helenilson…
Valeu Stefano, realmente é uma injustiça usar a banana, a fruta que eu tanto gosto, para falar de um político como o Helenilson… Mas fazer o quê? O termo é popular e acaba dizendo o que se quer…
O SIM da vitória está chegando, os belenense estão enxergando a verdade nua e crua do Pará e com isso irão votar do nosso lado, o SIM vencerá e nosso querido Estado do Tapajós será criado.
Será o momento histórico que nossa região espera, a emancipação.
Sim ao Estado do Tapajós.
Vamos vencer o egoísmo.
77 e 77
Meu líder espiritual! Se o padre Edilberto é a favor, quem será contra? kkkk
Amém querido!!! Amém!!!
Querido Georgeos, antes eu pensava que o Pará, de Belém, da Fafá, do Ganso, da Dira, da Leila que por saberem o horror que é o fedor do Ver-o-Peso, os mosquitos do Guamá, as moscas de Mosqueiro( apropriado nome) e das ruas que terminam em poças d’água com pontes de restos de madeira, nada nos tinha dado. Enganei-me! Hoje o meu sentimento com relação àquela distante terra mudou. Belém do “nosso estado vizinho” nos deu o Jota, o que compensa todas as agruras citadas. Sempre fui TAPAJOARA e independente do resultado, morrerei assim! Parabéns pelo texto! Corajoso, lúcido e, no meu caso, uma aula de português. Orgulho-me de ser seu amigo. Helenicamente, SAUDAÇÕES AZULINAS,
Muito me honra tê-lo como amigo. Saudações helênicas e alvinegras.
Jota, parabéns pelo lúcido texto.
Nasci em Santarém e morei por 18 anos em Belém, cidade que aprendi a gostar e onde fiz meus melhores amigos, que o serão a vida inteira. Essa campanha foi realmente interessante por expor sentimentos ufanistas, xenófobos, apaixonados, raivosos, enfim, as vísceras desses paraenses agora e para sempre divididos.
Já viajei esse Pará inteiro, e de carro, não de avião, porque de outro modo não se conhece o gigante. Quem nunca passou das fronteiras da região metropolitana de Belém, não tem a menor idéia do que falamos. E os partidários do NÂO vão carregar consigo a responsabilidade de não nos deixar separar, de não nos deixar seguir em paz nosso próprio caminho, de serem egoistas e pequenos, de não querer que o irmão melhore e cresça, de nos deixar com um futuro incerto.
Como ficaremos? Caso vença o NÃO, o Estado, que antes já fechava os olhos a nós, vai voltar a nos olhar agora, depois da desastrada posição do Jatene? Vai investir em qualidade de vida para um povo que ousou dizer a verdade, que não ser desse Pará? Não acredito.
Sinceramente, a vontade que dá é voltar às minhas adolescentes idéias marxistas revolucionárias e convocar o povo a empunhar as armas e separar na marra! Viva a revolução…Mas como adultos e democráticos, temos que nos conter diante das leis e da ordem comum. Mas sem deixar de sonhar e lutar, pois como dizia Che Guevara: “Sonha e serás livre de espírito…luta e serás livre na vida”.
Quando decidir pegar em armas, me chame… Nossa melhor arma é a palavra!
Nossa meljor arma é a estratégia, primeiro o Tapajós , depois Carajás e Calha Norte.
Emancipação Já
Somos um povo pacífico. Se queres guerra vá para o oriente. Lá as pessoas pegam em armas e matam os seus vizinhos por intolerancia. O paraense não é intolerante. Não venha alimentar mais o ódio e a violencia.
A questão não é o povo do oeste dizer que quer a emancipação, a questão é dizer que Belem e seus habitantes são inimigos. Deram um tiro no pé porque grande parte de Belém tem um olhar aprovador da criação do Tapajós, porém rejeita viementemente o Carajás por considerarem forasteiros e aproveitadores. Repito, o oeste usou a estratégia errada, Belém sempre recebeu bem os habitantes do oeste e os tem como irmaos, portanto ser rejeitado pelo próprio irmão a quem sempre acolheu e respeitou fere profundamente.
Mas pelo que me pareceu, infelzmente, o paraense do oeste aprendeu com o amazonense a hostilizar, de tanto que sofre humilhaçoes e preconceito no Amazonas que acabou sendo influenciado negativamente.
As pessoas tem que evoluir e não regredir.
Paraense do Oeste… acho que botaram alguma coisa na tua água… parece que não estás conseguindo ler direito o que se escreve aqui… No fundo teu voto é só um: NÃO. Seja honesto e pare de tergiversar…
Quando os torcedores cantaram o hino nacional no jogo da selecao brasileira, senti a vitória do não. Aquele grito não era só de torcedores. Era de gente sofrida. A corrupcão, a perda da Copa, a separacão, o caos na educacao e na saúde etc. Era o canto paroara forte e vibrante ecoando em peitos sofridos. Claro que é uma vitória de Pirro, mas é uma vitória e isso vale muito em meio a tanto sofrimento. Não falo das elites, falo do povo mesmo, classes B e C. Após o plebiscito, não se manterá apenas o território íntegro, mas também o descaso com vocês, que continuarão esquecidos por nós e nós, de Belé, pelo Brasil. Parece que é uma transferência… Se vocês acham que não há solucão, por aqui também não há. A divisão era, peo menos, a esperanca, que morreu (últimas pesquisas indicam o aumento do não).
Mostre as pesquisas e as fontes….chega de mentiras da turma podre do NÃO.
A pesquisa verdadeira, caro Jorge, sairá das urnas. Mas como disse, qualquer resultado servirá para revelar um novo Pará, dividido em pelo menos três pedações…
Caro Jota,
morei em Marabá por três anos. Fui a Belém umas quatros vezes e fiquei na cidade por dias. A diferença entre essas duas cidades já são suficientes para eu entender toda a sua argumentação a respeito da divisão.
Politicamente (cabides de empregos) não sei se será melhor essa divisão, mas com certeza é apenas a oficialização de uma divisão que já existe.
Muito bem respaldado o seu texto, parabéns.
https://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/
O que dizer do Rio de Janeiro e o Acre? Caramba!! Com tanta diferença já é suficiente para os dois nao pertencerem ao mesmo país né? Se for por essa tua lógica de botequim.
Quanto recebes do Jatene, Paraense do oeste, para ter essa postura míope?
Antes a lógica de botequim… do que a sua falta de lógica ao usar Acre e o Rio de Janeiro no exemplo.
Sugiro a você que não divida o Pará em Norte/Sul/Leste/Oeste se você não gosta de divisão.
Até!
Orgulho de um estado falido.
Jorge Santos, vejo seus pesamentos como algo negativos, como urubu farejando a desgraça.
]Domingo vamos a vitória, vamos criar o Estado do Tapajós e ninguém mais irá segurar nosso desenvolvimento.
Vamos vencer e mudar essa miséria.
SIM AO ESTADO DO TAPAJÓS.
TAPAJÓS, SEMPRE, Cícero!
Parabéns Jota…
Agora é unir e unir mais…
Que a Frente Popular TAPAJÓS SEMPRE leve adiante, seja qual for o resultado do dia 11, o sonho de um Tapajós que está presente no coração de todos os que vivem neste Estado que já existe, senão no plano político, já no plano existencial do coração de todos os tapajoaras…
Vamos levar em frente a ideia: TAPAJÓS, SEMPRE!
Mandou bem, Jota Ninos, ao definir o HP como “iluminado-tecnocrata-tributarista-engravatado-reunindo-com-ministros”. Este agarrou-se cegamente ao poder. Para nós, a celebre frase de Bias, citada por Sófocles, salvo engano: “O poder põe o homem à prova”.
No meio de um hífen desses, incluiria “do além”. O homem, talvez por ter vivido fora de Santarém por algum tempo, ainda continua distante dos anseios locais. Outros, inocentes, vão dizer que ele nada podia fazer por “espírito republicano”. Em política, todos sabem, há de posicionar-se sempre.
Agora vamos ver que resposta os santarenos da região darão a mais este traidor. O Odair viu isso no resultado pífio das urnas…
Ótimo texto!
Obrigado.
VALEU J NINOS VC LAVOU MINHA ALMA…. banana do HELENILSON…KKKK….KKKKK
Vamos ter que dar o troco ao Helenilson. Quem ainda votar nele pra qualquer coisa é porque concorda com sua covardia…
Pois é, já vejo pelo menos dois “Parás”, redescobertos depois dessa campanha plebiscitária: o Pará do NÃO, governado por simão jatene, secundado por uma elite política e empresarial encastelada na estação das Docas, defendendo, com unhas e dentes seus privilégios, pagos com nosso suor; e o NÃO-Pará, que espero transmutar-se em um Estado afirmativo, propositivo, realmente GRANDE na sua decisão de mudar para melhor a vida de seus filhos. Chega de NÃO E NÃO !!!!
Estado do Tapajós, 77, SIM !!!!!
Nilson Vieira
Vejo com estranheza esses comentário, se fala mais NÂO do que SIM quando quer se falar SIM.
O certo é SIM e os outros os contrários.]
Basta , queremos mudança e desenvolvimento.
SIM AO ESTADO DO TAPAJÒS.
Nilson,
Gostei dos conceitos Pará do NÃO e NÃO-Pará, contrapondo-se ao Grão-Pará…
“pagos com o nosso suor” essa é a frase mais ridicula que imputada na cabeça do povo do oeste e do sul do Pará. Usem argumentos inteligentes e verdadeiros, sou do oeste, mas sei que o oeste não sustenta e nunca teria como sustentar quase 5 milhoes de habitantes que vivem na área que querem deixar como Pará remanescente. Deixem de iludir a população com afirmações mentirosas, lutem pelo sonho de vocés de forma honesta. Por que qualquer coisa que começa baseada em mentiras e ilusões nao progride, porque a verdade vai aparecer em pouco tempo.
Paraense do Oeste, sinceramente? VAI TE CATAR….