Advogado embriagado é preso em Alenquer por desobediência, farra e som alto
Marjean Monte: embriagado e resistência à prisão

Assessor jurídico das prefeituras de Óbidos (PA) e Alenquer (PA), o advogado Marjean Monte foi preso pela PM (Polícia Militar) do Pará na madrugada desta quinta-feira (2) por desobediência e pertubação do sossego alheio, por conta de farra e som alto até tarde da noite em sua residência em Alenquer.

Na delegacia, para onde foi levado, depois de ser imobilizado por resistir à voz de prisão, o advogado chegou a ameaçar os policias que o prenderam.

 

“Isso não vai ficar assim”, teria dito, conforme registrado no BO (Boletim de Ocorrência), cuja cópia o Blog do Jeso teve acesso.

Marjean, que responde por crime de corrupção em Óbidos, foi denunciado por um morador da avenida Nazaré, bairro Esperança, onde o advogado mora na casa de número 96.

Uma farra ali realizada começou no início da noite.

O som alto e gritaria das pessoas que participavam do fuzuê turbinado a álcool e quitutes varou a madrugada, quando então um dos moradores da rua Nazaré acionou uma guarnição da PM, para cobrar silêncio, pois não conseguia dormir.

Som ensurdecedor

Ao chegar ao local, por volta de 1h30 da madrugada, a PM constatou a veracidade da denúncia. O som produzido pelo fuzuê se fazia ensurdecedor. Após uns 10 minutos batendo ao portão da residência do advogado, acionando o interfone e ligando a sirene do carro policial, Marjean Monte finalmente apareceu, e se disse o proprietário da da casa.

Estava com sinais visíveis de embriaguez.

Os policiais pediram a ele que desligasse o som, encerrasse a festinha, pois, em virtude do horário, estavam perturbando o sossego da vizinhança e contrariando o decreto municipal de isolamento social e proibição de festas, reuniões e aglomerações do gênero por conta do covid-19.

 

Marjean, com rispidez e sem urbanidade, se negou a acatar o pedido dos policiais. Declarou ainda que era advogado da Prefeitura de Alenquer e que teria sido o autor do decreto com as medidas contra o coronavírus e que a abordagem que estava sendo alvo não era papel da Polícia Militar.

Chegou ao ponto de empurrar 2 policiais, quando, então, recebeu voz de prisão. Reagiu à ordem da PM, e, por isso, teve que ser imobilizado e assim conduzido à delegacia de polícia.

Na delegacia, onde Marjean Monte ameaçou os policiais, foi lavrado o BO (nº 0051/2020.000418-0) contra o acusado por “crime contra a administração pública”.

Procurado, o advogado não foi localizado pelo blog. O espaço fica aberto ao contraponto dele a qualquer tempo.

— Saiba mais sobre a trajetória de Marjean Monte em:

Auditoria vai apurar supostos pagamentos ilegais a aliados de vice-prefeito de Alenquer

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Câmara de Óbidos paga R$ 10 mil a advogado por parecer ‘meia boca’ contra o TCM

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5 Comentários em: Embriagado, advogado é preso em Alenquer por desobediência, farra e som alto

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  • Manuel disse:

    Como dizia um cidadão nascido no Lago Grande (Santarém), “Deus te dê bons vizinhos”.

  • Eu disse:

    Parabéns Polícia Militar. Advogado não tem imunidade. É cidadão comum e tem que respeitar as Leis. O sim em residência perturba demais a vizinhança. Preso e conduzido a Polícia Civil. Segue o exemplo aos desordeiros que gostam de som alto e perturbar a vizinhança

  • jorge moraes disse:

    idiota….vai ver que é um bolsomínion….

    1. Eu disse:

      Larga de ser babaca. Isso não tem nada haver com política, e sim com má educação. Cadeia em que lugar sim alto em casa e perturbar a vizinhança

  • Cabo Natanael disse:

    Dizem que acordou com ardência e dor lombar.