Apagão em Faro: rotina e descaso da Celpa

por Zilton Fioravante, de Faro (*)

Quando atrasamos o pagamento da nossa conta de luz, é certo que a Celpa aparecerá em nossas portas para comunicar (e executar) o corte no fornecimento.

Porém, quando é a citada companhia que falha, e essa seria a vez da população clamar para que alguma providência fosse tomada, ninguém se manifesta e, lógico, nada acontece.

Leia também – Em nota, Iasep afirma que hospital em Santarém atende normalmente os segurados.

É justamente isso que vem se sucedendo na cidade de Faro, oeste do estado do Pará.

Há muitos meses os apagões viraram rotina, acarretando grandes prejuízos para a comunidade, o sofrimento de comerciantes, que muitas vezes perdem mercadoria que necessitam permanecer refrigeradas.

De idosos e crianças, que precisam utilizar máquinas de nebulização e, principalmente, daqueles que se encontram internados no hospital, após ter passado por uma cirurgia – vale dizer que o hospital local não conta com um gerador de energia.

No período da noite o sofrimento é maior, pois, sem poder ligar os ventiladores, dormir é quase impossível, devido ao calor e aos mosquitos.

Tal situação, inclusive, já foi comunicada oficialmente à Celpa, através de telefonema.

Só que, por incrível que pareça, a situação não suscitou nenhuma ação da companhia responsável pelo fornecimento de eletricidade. A atendente se limitou a informar que Faro era considerada unidade referência, por nunca ter havido reclamações, via 0800, provenientes desse município (aliás, chamado erroneamente pela atendente como “Faró”).

Em outra ocasião, a atendente se comprometeu a resolver o problema o mais rápido possível. Só que, até o exato momento, nada foi feito.

Em tempo: somente nos últimos três dias (quarta, quinta e sexta feira) já foram DEZ (ou talvez até mais) as quedas de energia na sede do município!

Apesar de Faro ser um dos menores municípios do Pará e, portanto, não ser tão relevante para o faturamento da Celpa, há de se levar em conta que o valor do Kw/hora cobrado aqui é o mesmo de Belém, Santarém, Ananindeua, etc e, por isso mesmo, o tratamento dado a seus clientes farenses deve(ria) ser o mesmo dispensado aos dessas cidades maiores.

Durma-se com um calor desses … e engula-se o prejuízo!

Detalhe: enquanto escrevia esta matéria, a energia “foi e voltou”…

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* Reside em Faro. É titular do blog Amazônia Acontece.

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