Réus da Suplício de Tântalos serão julgados pela Vara do Crime Organizado, em Belém

Publicado em por em Juruti, Justiça

Réus serão julgados pela Vara do Crime Organizado, em Belém
Vilmar Macedo Júnior: declinação de competência. Foto: TV Tapajós

A pedido do Ministério Público do Pará, o juiz Vilmar Durval Macedo Júnior, de Juruti, oeste do estado, ordenou que a ação penal contra os réus envolvidos na operação Suplício de Tântalos seja enviada para Belém, e julgada pela Vara de Combate ao Crime Organizado.

A decisão é do início deste mês, e acaba de ser publicada no site do TJ (Tribunal de Justiça) do Pará. Ela foi proferida na audiência de instrução e julgamento do caso, em Juruti.

 

A Suplício de Tântalos foi deflagrada no final de 2017. Os 11 réus são acusados pelo MP pela prática dos crimes de peculato e fraude à licitação (desvio de combustível da Prefeitura de Juruti). Entre eles figura o vereador Marisson Garcia Batista (PT), ex-presidente da Câmara de Vereadores (2017-2018).

“Declino da competência para os procedimentos necessários bem como processar e julgar o feito, no caso de eventual ação penal, ao tempo em que determino a imediata remessa dos autos à Vara de Combate ao Crime Organizado, a quem competirá, inclusive, deliberar acerca da convalidação dos atos até então praticados”, decidiu o magistrado.

Os réus

Réus da Suplício de Tântalos serão julgados pela Vara do Crime Organizado, em Belém
No alto: Tio Sabá, Marisson e Odenilce; embaixo, Claudinei, Roberlon e Serique — todos presos na operação

— 1. Marisson Garcia Batista; — 2. Idelcifran Ferreira de Sousa; — 3. Claudinei da Silva Lima; — 4. Sebastião Batista Soares; — 5. Enock da Mota Batista; — 6. Odenilce Barroso Bruce; — 7. Alberto Santarém Magalhães; — 8. Ruberlon Rodrigues do Amaral; — 9. Suelen Siqueira Batista; — 10. Thalia Queiroz de Sousa; — 11. Aldalena da Gama Farias Batista.

Leia a íntegra da decisão do juiz Vilmar Macedo Júnior.

Nome da operação

O nome “Suplício de Tântalo” é uma referência ao personagem mitológico Tântalo, um rei grego. A expressão é uma referência ao sofrimento de quem deseja algo aparentemente próximo, porém, inalcançável.


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