Do leitor David Marinho, sobre o post Médicos ainda rechaçam interior do país:
O Brasil deveria adotar dois procedimentos para possibilitar a ida de médicos para as cidades do interior. A primeira por força de lei, onde todos os estudantes de medicina de “universidades públicas” teriam como obrigação, para que seus dois primeiros anos como profissionais (residência?), prestarem serviços nas cidades do interior.
Após esse prazo, estariam livres para exercerem suas habilidades médicas onde desejassem. A segunda alternativa seria o Estado remunerar muito bem os profissionais que optassem pelo serviço público e fossem trabalhar no interior, principalmente os mais experientes, inclusive com passagem de seis e seis meses para seus locais de origem e cursos de aprimoramentos, afinal, eles salvam vidas e são necessários em todos os locais deste imenso país onde as doenças não escolhem lugares para acontecer. Além de interagirem com os médicos recém-formados.
Acho que Jequitibá é mistéeeeeeeeeriooooooooooooooooo? mosta a tua cara.
Antonio J., Não podem exigir isso do médico recem formado mesmo em instituição pública. Ele não deve nada para o estado. E se o fizerem depois de 2 anos ele some e ainda sai falando mal!!
Como dizia: os únicos hospitais que têm UTI’S são os públicos, Hospital Regional temos UTI’S de adulto, infantil e neonatal; no Hospital Municipal temos uma excelente UTI de adulto e um setor de Reanimação que funciona como UTI semi-intensiva.Os Hospitais Particulares, principalmente ALBANY E SAGRADA FAMÍLIA NÃO MOSTRAM INTERESSE em investirem nas UTI’s .Outro ponto importante, pela qualidade que esses hospitais públicos apresentam ,na atualidade, canalizam muitos pacientes com certa condição financeira para lá serem atendidos , minguando o faturamento de clinicas e hospitais particulares que não mostram interesse em investirem em Medicina de boa qualidade.Outro ponto, acho interessante, é a disputa política, sabemos que a saúde carreia muitos votos aos candidatos, concordo com o leitor que escreveu acerca disso.Mais importante ainda é inveja, são os indivíduos avessos ao desenvolvimento da cidade.
Caros Médico do Hospital Municipal e Jeso: Vou dar uma opinião , tudo arquitetado por mim: os Hospitais Públicos não poderão ter tecnologia de ponta e bons profissionais, digo bons profissionais com especialização, para não concorrerem com as clínicas particulares da cidade.Ora, Uti’s
em primeiro lugar deveria ter um decreto que todo político deveria obrigatoriamente ser tratado em hospitais públicos no interior do estado !! aí eleveriam o que é bom pra tosse,,,,
Bom Jeso, sou médico é posso afirmar que:
Médicos procuram qualidade de vida, e infelizmente para alguns colegas que chegam de fora isso não é possível em Santarém e região. Sou de Santarém, nasci no HMS, cresci na mendonça e felizmente vou ficar aqui o resto da minha vida. Não me importa se Santarém não tem cinema, Shopping grande , ou se a buraqueira da rua esta destruindo meu carro, afinal fui criado aqui e não tem como ir embora, pois minha vida e estrutura familiar estão todos aqui. Porém, os colegas que são de fora sentem falta de alguns “mimos” de uma Capital. Infelizmente falta em Santarém estrutura, que acaba sendo pouco conveniente para alguns colegas de fora.
Como compensar isso? Incentivando os colegas com um Plano de Carreira como pede as entidades médicas do pais. Valorizando e estruturando a atenção Básica ( Postos e Unidades de saúde), pois ninguém gosta de trabalhar sem laboratório, exames e equipe multiprofissional (Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Psicologia e etc). Se o poder publico estruturar bem os postos, e pagar bem os profissionais, o médico e sua equipe poderá resolver quase 90% dos problemas de saúde e conseqüentemente:
1) Diminuição das filas nas emergências.
2) Médico interiorizado, fixando raízes na comunidade que atende, pois ali ele vai exercer a medicina com qualidade e dignidade, recebendo salário JUSTO.
3) População com índices satisfatórios de saúde, com diminuição da mortalidade infantil, materna, bom controle do Diabetes, Hipertensão etc, etc….
Sr. David, muito interessante as suas considerações. Aqui em Santarém já contamos com a Residência Médica em três áreas: Cirurgia Geral, Ortopedia e Saúde da Família através de uma parceria entre Hospital Regional (Pró-Saúde), Prefeitura de Santarém e UEPA. O que é um avanço sem precedentes para nossa região.
Atualmente, a Região Oeste do Pará conta com 1.100.000 hab e com um número de 156 médicos atuando. Utilizando como base os indicadores do Ministério da Saúde, que determina 1 médico para cada 1.000 hab, deveríamos ter 1.100 médicos. Ou seja, o abismo nessa relação é enorme.
Observamos que existe um esforço enorme para trazermos médicos pra cá, principalmente em função da necessidade de profissionais especializados para atuarem no Hospital Regional.
Mas, vemos uma contradição absurda: está se investindo pesado para trazer profissionais médicos pra Santarém, ofertando para eles uma remuneração que os faça sair da sua região, da sua família, etc…, isso para que serviços de alta complexidade sejam ativados. Só que ao mesmo tempo que se cobra pra que novos profissionais venham pra cá, está se fazendo uma campanha contra esses mesmos profissionais médicos, acusando-os de “marajás”, etc…
Jeso, antes que pessoas irresponsáveis e que estão sendo pagas pra isso incitem a sociedade contra esses mesmos profissionais, é necessário avaliar o mercado, ver o que está sendo praticado.
Jogar na mídia informações que denigrem a imagem desses profissionais por interesses de alguns grupos não ajuda em nada a solucionar o problema, pelo contrário, apenas atrapalha a chegada de novos profissionais em Santarém, quando esses percebem que aqui os interesses individuais estão acima do bem da população.
Espero que possamos evoluir nesse aspecto, sair dessa cultura politiqueira mesquinha, e evoluir enquanto cidade e sociedade.
Caro Médico do Hospital Municipal, uma pergunta: qual seria o interesse desses “grupos” em denegrir a imagem dos médicos?
Jeso, essa é uma pergunta que eu também gostaria de obter a resposta. O que tenho percebido e conversado com os colegas de profissão é que os profissionais médicos são formadores de opinião e tem grande acesso à Comunidade. Esses ataques estão sendo promovidos e financiados por pessoas ligadas a área médica e a um partido político que está deixando a base do governo municipal e está “chantageando” o PT e PSDB para tentar garantir mais espaço nas próximas eleições.Atacar a Saúde do Município e do Estado que estão sob a gestão dos respectivos partidos representa benefícios pra quem?
Atacar os médicos representaria o quê? Trará ganhos pra quem? Quem tem interesse nisso? São coisas que apenas quem está promovendo isso, poderá lhe responder.
O nosso nobre Diretor Clínico, Edson Filho e os seus irmãos Ferreira com certeza estão aptos a dar essas respostas.
Jeso, o instinto mais primitivo do ser humano, Inveja. A mesma de Caim e Abel.
Mais existem outras .. desconhecimento, falta de educação, civismo e burrice mesmo ..
Tens razão. Faltaste acrescentar outra: a covardia.
Caro Dr. Médico do Hospital Municipal.
Pelo interesse das postagens diversas, percebe-se que todos que opinam são desejosos de soluções para essa problemática. Então, se todos unissem esforços e idéias num procedimento multidisciplinar, inclusive político, tenho certeza que acharíamos uma solução plausível.
Pois como toda profissão, o médico também se orgulha de seu trabalho e tenho certeza que se sente gratificado quando se certifica que salvou mais uma vida dioturnamente, portanto tem um pouco de Deus. Sei que não é facil resolver um problema conjuntural, mas com esforços, determinação e o idealismo ético, é possível. Pois alguns médicos perdem até a motivação pelas péssimas infraestruturas hospitalares, onde fica difícel desenvolver um trabalho a contento. Mas, peço que não se acomodem com a situação. e lutem pelas soluções dessa atividade tão importante para o ser humano, principalmente para as pessos menos favorecidas que também desejam prolongar seus dias aquina terra e olhampara um médico como se estivessem olhando para um semi-deus… Cordiais Saudações.
David, não desanimo não, porque escolhi minha profissão e luto arduamente aqui no HMS. Mas, às vezes é difícil lidar com pessoas que colocam seus interesses particulares acima de qualquer coisa.
Agradeço ao Jeso pela oportunidade desse debate que é importante (e sério).
Fico triste de ver as matérias pagas postadas em blogs de fundo de quintal que colocam o nome de profissionais seríssimos em meio há um monte de baixarias, que dá vontade de vomitar.
Estou extremamente decepcionado com os Ferreira (Eros, Edson e Eron) por terem tomado tal atitude. Que eles queiram o poder junto à Secretaria Municipal de Saúde, eu até entendo.
Mas, nos atacar dessa forma……seus próprios colegas de trabalho, isso é difícil de engolir…é muita baixaria…
O maior problema para que os médicos queiram “encarar” os interiores deste País ao que parece, são as condições técnicas de que irão dispor para essa interiorização. Sou de família de médicos e há mais de 30 anos questionava meu velho pai a respeito do não interêsse da classe médica em ir para o interior? e o que me respondeu foi que em muitos momentos “não ter como salvar o paciente por absoluta falta de recursos (equipamentos, instrumental, etc..)”. Portanto o que falta é exatamente isso. Não adianta termos um competente profissional com todos os conhecimentos e competências, se não tiverem disponíveis à esse profissional, os recursos mínimos necessários para salvar o paciente.
Sr David Marinho, muito interessantes suas colocações acerca de fixação de Médicos recém-formado no interior brasileiro.Sr David, a residência Médica nos moldes do Ministério de Educação e Cultura preceitua que o Médico Residente seja orientado por professor qualificado( Médico EXPERIENTE, PROFESSOR COM MESTRADO/DOUTORADO) , SERIA ÓTIMO QUE O PROCESSO FOSSE SIMPLES COMO O SR. PENSA. O Médico Residente é considerado um profissional em formação.Penso que a saída seria uma política de remuneração pelo poder público e condições de trabalho para que o Profissional Médico pudesse exercer seu trabalho com segurança.Uma política interessante é adotada para Juizes , Promotores de Justiça, porque não adotá-la para os Médicos que viessem trabalhar nos interior? Agora, complementando sua colocação, o Médico de Universidade Pública deveria, após especialização ou residência Médica, permanecer dois anos prestando serviço no interior , compulsoriamente,com tôdas as condições técnicas para suas funções. Bom domingo.