Gorjeta e rateio

Publicado em por em Comentários, consumidor

Da lavra do juiz Rafael Grehs, o artigo “Dez por cento do garçom”: análise jurídica, levado ao ar neste blog em junho, continua sendo comentado. Abaixo, o comentário do leitor que se assina Rodrigo:

Sou dono de restaurante e essa questão é polêmica. Nós não cobramos 10% (até por que é opcional o pagamento). Muito menos colocamos a taxa incluída no preço final do produto (os impostos, custos, etc… estão incluídos como toda empresa faz – até a empresa de energia faz isso).

Na minha opinião 10% é gorjeta. O cliente dá gorjeta se quiser.

O que vejo diariamente é que a maioria dos clientes paga os 10% do garçon, que no nosso caso pedimos que seja dividido entre todos os funcionários (pedimos, não obrigamos). Afinal de contas, o garçon serviu, mas quem preparou foi a cozinha, quem limpou foi a faxineira, e por assim vai…


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3 Responses to Gorjeta e rateio

  • Não sou a favor da gorjeta, mas não critico quem estar disposto a pagá-la.

    O principal problema dos bares e restaurantes de Santarém não é a gorjeta, mas o péssimo atendimento dos garçons. Outro dia eu estava num bar e fiquei impressionado com o garçom atento ao que estava passando na TV. Tal comportamento é comprável a um policial, de serviço num estádio, durante um jogo de futebol, gastando o seu tempo assistindo ao jogo, ao invés de ficar vigilante ao que acontece com a população. No caso do bar, tive que gritar e fazer movimentos com as duas mãos para poder ser percebido.

    Hoje, pago gorjeta, mas não porque goste, mas para ter um pouco mais de atenção e consideração dos garçons.

  • Pergunta insistente: o garçon já não é pago pelo restaurante para servir, e promover o bom atendimento, o cliente?
    Porque, além de seu salário, o cliente, que já paga o salário do garçon que está embutido no preço do produto, ainda tem que dar a tal gorjeta por fora? E olha que o cliente fica constrangido com atitudes dos garçons que dão uma de ‘João sem braço’ pra ‘brincar do cola’.
    Eu comparo com aqueles ‘flanelinhas’ que ficam nas ruas cobrando, e às vezes até ameaçando com chantagens, pela tal ‘vigilância’ do carro.

  • Comentário pertinente.
    A conta deve corresponder tão somente ao que você consumiu. A gorjeta, o garçom tem o direito de perguntar ao cliente se ele gostou do atendimento, do ambiente, da bebida, comida, etc. Se a resposta for positiva, nada mais natural do que o garçom perguntar se o cliente concorda com o pagamento da gorjeta, que não deve ser estipulada por ele em percentual ou valor. O Cliente dá a gorjeta na medida da sua satisfação.
    Concordo, também, com a idéia da caixinha. Afinal, todos estão ali para a satisfação do cliente, que em última instância é a razão da manutenção do negócio e dos empregos.

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